Cantinho de assuntos espiritualistas e espíritas, onde amigos trocam experiências, opinam, complementam, discordam construtivamente, objetivando de alcançar mais amadurecimento moral.

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Viagens Filosóficas

by Vania Vasconcelos   

12/11/2007 19:07



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AMIGOS!

============================
ESTAMOS EM NOVO ENDEREÇO:
============================

http://espiritismosemmelin dres.blog.terra.com.br/

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Os esperamos por lá!


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enviada por Vania


13/02/2007 11:36





ATÉ BREVE, EM OUTRO ENDEREÇO!


Há um tempo para tudo.

Para nascer, para morrer.
Para chegar, para partir.
Para semear, para colher.

A vida segue em ciclos.
O que é bom hoje, talvez não seja tão útil amanhã.

É necessário nos adaptar às mudanças.
Resistir às transformações só traz sofrimentos.
Quem se adapta às novas condições, aproveita mais, sofre menos.

Estamos aqui, de bagagem na mão.
Viemos dizer “até breve”.

Durante mais de dois anos, viemos dividindo nossas idéias e conhecimentos com os amigos que nos visitaram. Mas o tempo exige de nós a otimização de cada minuto, e a finalidade do Viagens Filosóficas, por atingir a cada vez menos pessoas, se extinguiu.

Graças a Deus fizemos alguns poucos e sinceros amigos durante esta jornada. Mas o objetivo do Viagens nunca foi só fazer amizades. Este blog teve como objetivo principal falar de Deus, de vida imortal, de espiritualidade, de Espiritismo.

Através dele, procuramos participar das vidas daqueles que tinham dúvidas, medos, que ansiavam pelos esclarecimentos que podíamos dar. Mas, como o que nasce também deve morrer para que haja renascimento (é preciso a destruição que renova), mudamos de ares, mudamos de rumos.

Estamos fechando – talvez temporariamente, quem sabe? – esta casinha, este lar chamado Viagens Filosóficas. Mas não estamos indo embora, apenas mudando de endereço.

Nosso trabalho tem sido focado no ORKUT, através de nosso perfil pessoal e de várias comunidades espíritas, especialmente a ESPIRITISMO SEM MELINDRES, de nossa propriedade.

Aos que ainda aparecem por aqui, deixamos este convite, para que apareçam também lá, para conhecer nosso trabalho. Nas comunidades há boas informações, pessoas com conhecimento, prontas para ouvir e esclarecer, amigos a fazer e, sobretudo, podemos atingir a um número maior de interessados em estudar a Doutrina Espírita e a vida imortal, tendo trocas de conhecimentos e opiniões, muito mais produtivas.







Nossa gratidão aos que nos acompanharam nestes quase 3 anos, a serem completados em maio de 2007. Esperamos vê-los em breve nestes endereços do Orkut:

Vania Loir@ Vasconcelos
http://www.orkut.com/Profi le.aspx?uid=14198707348697951315


Comunidade Espiritismo Sem Melindres
http://www.orkut.com/Commu nity.aspx?cmm=24246365







Ninguém acende uma candeia para pô-la debaixo do alqueire; põe-na, ao contrário, sobre o candeeiro, a fim de que ilumine a todos os que estão na casa. (Jesus, em Mateus).





enviada por Vania


20/12/2006 11:37

O REAL ESPÍRITO NATALINO

Época feliz... reuniões familiares, fartura, presentes.
Para alguns.
Época triste... solidão, necessidades, mágoas, saudades.
Para outros.

Papai Noel é a palavra da moda, presentes são os objetivos finais. Sem dúvida, muitos falam de Jesus e de sua mensagem, sem no entanto sentí-Lo profundamente no coração.

Vemos na TV, na Internet, nas ruas, pessoas em desespero, sofrendo as milhares de dores que este planeta de expiação e provas oferece. E se não passamos por elas indiferentes, recordamos Jesus pedindo a Ele que ajude estes nossos irmãos.

Mas as leis divinas, naturais, contam com nossa participação. COLABORAR (CO - LABORAR) é trabalhar junto, e Jesus não faz por nós a nossa parte.

O verdadeiro espírito natalino exige de nós, cristãos, uma postura mais firme, mais ousada, mais direta. Sem omissões, sem deixar para depois, AGORA é o momento.

Um sorriso para dar.
Um minuto para ouvir.
Um ombro para emprestar.
Um alimento para doar.
Uma roupa para distribuir.
Um diálogo para compartilhar.
Um perdão para oferecer.
Um obrigado para dizer.
Um conte comigo para falar.

Jesus nasceu há mais de dois mil anos, e nos ensinou a amar.
AMAR é verbo, e verbo significa AÇÃO.

Ninguém ama sentado na sua cadeira do escritório ou do lar.
Ninguém ama dando só dos restos do que não lhe serviu.
Ninguém ama esperando que o outro dê o primeiro passo.
Ninguém ama se cumprir rituais religiosos sem o coração participar.
Ninguém ama de mãos paradas...

Hoje, amanhã, no dia do Natal, em todos os dias do próximo ano...
AMEMOS!

Amemos perdoando, doando, fazendo, dizendo, agindo, calando, aceitando, compreendendo, libertando, orando, sorrindo...

FAÇAMOS de todos os dias o dia de NATAL, o verdadeiro Natal, trazendo Jesus para nossos pensamentos, ações e palavras, fazendo com que o próximo (o mais próximo e o mais distante) veja em nós um irmão com que pode contar.

Deus os ilumine, amigos, que a PAZ que almejam seja fato em suas vidas, começando dentro de vocês através do dever cumprido. Que sua Luz seja Luz no caminho de seu irmão, assim como Jesus ensinou.

FELIZ NATAL TODOS OS DIAS!
Um abraço carinhoso da amiga virtual!

Vania Vasconcelos



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No Orkut:
Vania Loira Vasconcelos
Espiritismo Sem Melindres
Amiga Luz






enviada por Vania


20/12/2006 11:02

ABSURDOS DA HUMANIDADE:
ESCRAVIDÃO E ABORTO







A Doutrina Espírita, em O Livro dos Espíritos, aborda os assuntos deste post, a ESCRAVIDÃO e do ABORTO.

Sobre ESCRAVIDÃO, a doutrina diz que “toda sujeição absoluta de um homem a outro é contrária a Lei de Deus. Sendo Deus Justo e Bom, cria todos os espíritos iguais, simples e ignorantes, dando-lhes infinitas oportunidades encarnatórias as quais lhes trarão experiências, fazendo-os progredir. Sendo assim, somos todos iguais, com um único diferencial: aquilo que aprendemos. Espírito não tem sexo nem cor, as características físicas e fisiológicas apenas diferenciam através das encarnações, para que cada um seja direcionado às experiências que necessitam passar. Assim, a ESCRAVIDÃO é contra a natureza, mesmo que seja permitida ou acobertada pelas leis humanas.

A desigualdade natural das aptidões coloca algumas pessoas ou raças sob dependências de outras pessoas ou raças, mas Deus o permite para que uns elevem os outros, e não os rebaixe, embruteça e nivele ao grau de irracionais. Aquele que se acha mais puro, mais digno que outros, envergonhar-se-á de si ao devolver o corpo que lhe foi emprestado, pois na espiritualidade não usamos máscaras, não existem posses materiais, possuímos só o que somos. Se algo pode ser mais ou menos puro, este é o Espírito, e não a matéria perecível.

Quanto ao ABORTO, diz-nos o Espiritismo e diversas religiões cristãs: “há sempre crime quando se transgride a Lei de Deus”. Tirar a vida de uma criança, com a desculpa de não ser ainda nascida, é impedi-la de cumprir metas espirituais que a encarnação oferece, como expiar seus erros, redimir a consciência, provando que melhorou ao vencer as tentações, e/ou atender a missões pré-estabelecidas, que podem ser desde cuidar de uma família até descobrir a cura para um grande mal da humanidade.

Ao optar pelo ABORTO, podemos estar matando o corpo de uma vítima de nossos enganos, hoje inimigo a ser transformado em amigo, o qual se tornará, talvez, implacável em sua vingança. Ou podemos estar impedindo um amigo de aproximar-se de nós, alguém a quem já amamos e que será, muito certamente, um esteio nos momentos difíceis. Sem contar a questão óbvia de destruirmos algo que não nos pertence já que não podemos criar, um corpo humano.

Dizem-nos os Espíritos, que “o mal é sempre o mal e todos os sofismas não farão com que uma má ação se torne boa”. Somos recompensados por nossos esforços e cobrados na medida em que nossa consciência acusar os desvios das leis divinas, proporcionalmente ao nosso conhecimento e intenção.

A ESCRAVIDÃO (hoje mais dissimulada, porém não menos real) e o ABORTO (que se tenta legalizar neste país como fosse um progresso), são duas afirmações claras de que somos ainda muito atrasados moralmente, já que as duas forças propulsoras do progresso, INTELIGÊNCIA e MORAL, ainda não estão em equilíbrio, sendo, portanto, natural que ainda vivamos no que certas pessoas chamam de “vale de lágrimas”.

Pensemos nisso, e nas nossas cotas individuais de responsabilidade, pelo gesto declarado ou a omissão velada, lembrando o que os Espíritos responderam a Allan Kardec, que lhes questionou “por que, no mundo, os maus têm geralmente maior influência sobre os bons?”.

A resposta nos alerta e assusta pela sua veracidade indiscutível: “É pela fraqueza dos bons; os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos; quando estes últimos quiserem, dominarão”.




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enviada por Vania


15/10/2006 15:59

FISSURAS

A parede era robusta, aparentemente inabalável. Fazia parte de uma grande fortaleza, a qual ninguém arriscava atacar porque parecia ser intransponível. No entanto, na sua face sul, onde o sol raramente tocava havia uma irregularidade quase imperceptível. Era o resultado da pressa em sua execução ou, quem sabe, do descuido de um dos executores da obra. Aquela imperfeição ao longo dos anos acabou servindo de depósito natural da água da chuva e dos detritos trazidos pelo vento.

Aos poucos a água foi se infiltrando no muro e trilhando um caminho próprio em busca de uma saída entre as rochas reunidas por espessa argamassa. Com o passar do tempo, uma fissura surgiu onde antes havia apenas uma depressão quase invisível. Essa fissura, alimentada pelas águas das chuvas e pelo limo que invadira a parede úmida e fria, foi se expandindo, até tornar-se uma assustadora rachadura. Agora, era vista mesmo à distância, e parecia ameaçar a solidez daquela estrutura.

O tempo corria veloz sem que providência alguma fosse tomada. A rachadura já corrompia a parte inferior do muro que, atingida pela umidade, deteriorava-se a olhos vistos.

Em uma noite fria, quando o temporal ruidoso e inclemente avançava sobre a praia próxima, a ventania atingiu a muralha com violência, que desta vez não resistiu. Corrompida pela água, que durante anos deteriorou sua base e parte de seus materiais, a grande parede cedeu. Tombou pesadamente como se estivesse cansada de resistir em vão, traída pela pequena fissura, entregou-se à ação do tempo.

Uma simples fissura, decorrente de uma imperfeição aparentemente insignificante, causou a queda do grande muro. E hoje, os que passam ao lado das ruínas daquilo que um dia já foi uma imponente fortaleza, ignoram que a destruição daquele monumento grandioso iniciou-se com uma mera e banal rachadura.


Adaptado do Site Momento Espírita
(momento.com.br)






Não são assim também são os vícios humanos?

O que pensamos ser atitudes corriqueiras e comuns na sociedade, se tornarão hábitos infelizes a corromper as mentes.

O que são apenas comentários “sem maldade”, a respeito da vida alheia, tornar-se-ão mentiras ardilosas a destruir lares e prejudicar vidas.

O que são goles de bebidas alcoólicas para descontrair e passar o tempo na alegria pura, será vício que possivelmente levará a drogas ainda mais pesadas a destruir destinos.

O que são trocas inocentes para que as crianças obedeçam sem resistência, resultarão em pessoas interesseiras ou corrompidas por subornos para realizar o dever com base na honestidade.

Vícios morais e físicos surgem primeiramente como pequenas rachaduras, são fissuras quase imperceptíveis na conduta humana. Não despertam grandes receios em seu princípio, sendo frequentemente ignorados pelos invigilantes da alma. Porém crescem, invadem o espaço que deveria ser da virtude, abalando estruturas morais, destruindo futuros venturosos para a alma em prova.

Entendendo as fissuras pequeninas da alma como perigosas e potenciais dores futuras, que levarão ao arrastamento da culpa e ao arrependimento, entendemos melhor a Jesus que nos recomendou seriamente a “orar e vigiar”, através do pensamento e do trabalho voltado ao bem de todos, sem descuidar da própria fortaleza interior.






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enviada por Vania


19/09/2006 09:48

NO CAMINHO DO AMOR

Em Jerusalém, nos arredores do Templo, adornada mulher encontrou um nazareno, de olhos fascinantes e lúcidos, de cabelos delicados e melancólico sorriso, e fixou-o estranhamente. Arrebatada na onda de simpatia a irradiar-se dele, corrigiu as dobras da túnica muito alva, colocou no olhar indizível expressão de doçura e, deixando perceber, nos meneios do corpo frágil, a visível paixão que possuíra de súbito, abeirou-se do desconhecido e falou, ciciante:
- Jovem, as flores de Séforis encheram-me a ânfora do coração com deliciosos perfumes. Tenho felicidade ao teu dispor, em minha loja de essências finas...

Indicou extensa vila, cercada de rosas, à sombra de arvoredo acolhedor, e ajuntou:
- Inúmeros peregrinos cansados me buscam a procura do repouso que reconforta. Em minha primavera juvenil, encontram o prazer que representa a coroa da vida. É que o lírio do vale não tem a carícia dos meus braços e a romã saborosa não possui o mel dos meus lábios. Vem e vê! Dar-te-ei leito macio, tapetes dourados e vinho capitoso... Acariciar-te-ei a fronte abatida e curar-te-ei o cansaço da viagem longa! Descansarás teus pés em água de nardo e ouvirás, feliz, as harpas e os alaúdes de meu jardim. Tenho a meu serviço músicos e dançarinas, exercitados em palácios ilustres!...

Ante a incompreensível mudez do viajor, tornou, súplice, depois de leve pausa:
- Jovem, por que não me respondes? Descobri em teus olhos diferente chama e assim procedo por amar-te. Tenho sede de afeição que me complete a vida. Atende! Atende!...

Ele parecia não perceber a vibração febril com que semelhantes palavras eram pronunciadas e, notando-lhe a expressão fisionômica indefinível, a vendedora de essências acrescentou uma tanto agastada:
- Não virás?

Constrangido por aquele olhar esfogueado, o forasteiro apenas murmurou:
- Agora, não. Depois, no entanto, quem sabe?...

A mulher, ajaezada de enfeites, sentindo-se desprezada, prorrompeu em sarcasmos e partiu.

* * *

Transcorridos dois anos, quando JESUS levantava paralíticos, ao pé do Tanque de Betesda, venerável anciã pediu-lhe socorro para infeliz criatura, atenazada de sofrimento. O Mestre seguiu-a, sem hesitar. Num pardieiro denegrido, um corpo chagado exalava gemidos angustiosos.

A disputada mercadora de aromas ali se encontrava carcomida de úlceras, de pele enegrecida e rosto disforme. Feridas sanguinolentas pontilhavam-lhe a carne, agora semelhante ao esterco da terra. Exceção dos olhos profundos e indagadores, nada mais lhe restava da feminilidade antiga. Era uma sombra leprosa, de quem ninguém ousava aproximar.

Fitou o MESTRE e reconheceu-o. Era o mesmo mancebo nazareno, de porte sublime e atraente expressão.

O CRISTO estendeu-lhe os braços, tocado de intraduzível ternura e convidou:
- Vem a mim, tu que sofres! Na Casa de Meu Pai, nunca se extingue a esperança.

A interpelada quis recuar, conturbada de assombro, mas não conseguiu mover os próprios dedos, vencida de dor. O MESTRE, porém, transbordando compaixão, prosternou-se fraternal, e aconchegou-a, de manso...

A infeliz reuniu todas as forças que lhe sobravam e perguntou, em voz reticenciosa e dorida:
- Tu?...O Messias Nazareno?... O Profeta que cura, reanima e alivia?!...Que vieste fazer, junto de mulher tão miserável quanto eu?

Ele, contudo, sorriu benevolente, retrucando apenas:
- Agora, venho satisfazer-te os apelos.

E, recordando-lhe as palavras do primeiro encontro, acentuou, compassivo:

- DESCUBRO EM TEUS OLHOS DIFERENTE CHAMA E ASSIM PROCEDO POR AMAR-TE.


(Espírito Irmão X – Livro Contos e Apólogos – Por Chico Xavier)






Jesus nos ama de forma profunda e racional, estando a postos, como Bom Pastor que é, aguardando a melhor oportunidade de trazer definitivamente aos seus cuidados, cada ovelha desgarrada. É como um pai que deseja abraçar carinhosamente seus filhos pródigos.

Jesus não nos força a encontrá-Lo. Ele não nos desvia do caminho equivocado que insistimos em trilhar, pois o Livre-arbítrio é dom divino e nos faz crescer com as experiências que vivenciamos.

Jesus nos espera amadurecer. Ama-nos sempre e, alerta à menor demonstração de que há em nós “diferente chama”, vem imediatamente a nosso encontro, estendendo-nos as mãos delicadas e firmes, para nos mostrar o caminho correto.

Simples, pois, é a mensagem do Cristo: Amar.
Amar a Deus. Amar a si. Amar ao próximo.

E por não amarmos, sofremos. Por não amarmos enfrentamos a dor tantas vezes. Porque nos recusamos a fazer o que é simples. E é quando complicamos tudo, que o sofrimento - processo educativo, não punitivo - nos acorda e diz:

“Atenção! Você está fora da estrada, o precipício ao qual se arroja lhe trará mais dor. Volta! Volta aos que te amam! Vem e aprende a amar!”.





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enviada por Vania


17/08/2006 15:34

A OMISSÃO É ALIADA DO MAL

OMITIR = Deixar, voluntária ou involuntariamente, de dizer ou fazer qualquer coisa que era de seu dever ou obrigação; não mencionar; olvidar; postergar; preterir; negligenciar.


Os homens neutros são aliados do demônio.
(Edwin Chapin) - vide explicação abaixo, sobre a palavra demônio.


O que mais preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter, dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons.
(Martin Luther King)


Por que, no mundo, os maus têm geralmente maior influência sobre os bons?
É pela fraqueza dos bons; os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos; quando estes últimos quiserem, dominarão.
(Pergunta 932 de O Livro dos Espíritos, formulada por Allan Kardec e respondida por Espíritos Superiores)


(*) Explicação: A Doutrina Espírita nega racionalmente a existência de demônios como seres votados eternamente ao mal, mas reconhece a existência de espíritos ainda atrasados moralmente, que vivem temporariamente na ausência do bem, por ignorância e falta de compreensão das leis divinas. Estes espíritos – como nós também os somos, porém encarnados – progredirão como tudo na obra do Criador sendo, então, que o mal neles não é eterno.





Gostaria de acreditar que estas três afirmações acima seriam suficientes para mostrar o rumo que toma o indivíduo com suas omissões, e por conseqüência o planeta, desde a célula básica da família até a maior potencia econômica, sem precisar explicá-las.


Mas infelizmente vemos a insistente repetição de valores invertidos, o espaço que o mal conquista a cada dia, deixado para ser usado livremente pelos que se dizem bons mas não agem como tal, ou calam-se como se o que é bom fosse transformar o mundo sem nossa participação.


PORQUE a neutralidade é aliada do mal?
PORQUE o silêncio dos bons é aliado do mal?
PORQUE a fraqueza (ou timidez) dos bons é aliada do mal?


Cada um sabe a resposta.


O homem de bem não pode ser neutro, não pode silenciar, não pode ser fraco, nem tímido. A malícia, a ousadia dos perversos é astuta, sagaz, e devora a fé e a boa vontade ainda frágil que alimentamos.


Sem ACREDITAR no direito de justiça e harmonia para todos, nos omitimos, e passamos a ser co-responsáveis pelo mal que assola o planeta, e pela protelação da justiça e da harmonia. Dessa forma, dificultamos a instalação definitiva da fraternidade e da felicidade relativa que é possível ter neste mundo.


Ao ver o mal agindo, lembre-se:


Sempre é tempo de decidir.
Deixar para depois é omissão e fraqueza.


Sempre é tempo de falar.
Calar quando tem o que dizer é omissão e fraqueza.


Sempre é tempo de agir.
Estagnar quando se pode construir é omissão e fraqueza.


Quer viver em um mundo melhor?
Quer sentir com a consciência tranqüila dos bons?
Quer suprimir o mal, transformando-o em Bem?


Sejam bons em pensamentos, atos e palavras.
Não deixem para amanhã, pois a cada um será dado segundo as suas obras.





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enviada por Vania


20/07/2006 12:09

MATEMÁTICA DO VIVER MELHOR

Comumente dificultamos tanto as nossas relações entre os outros seres, sem notar que tudo seria mais produtivo e belo se aplicássemos em nossa vida moral as operações matemáticas mais simples.

Se nas nossas ações cotidianas, somássemos, subtraíssemos, dividíssemos e multiplicássemos corretamente, teríamos resultados superiores em qualidade, naquilo que representamos aqui como a matemática do viver melhor.

Se subtraíssemos algumas horas do nosso conforto, em benefício do próximo... somaríamos méritos espirituais e morais para nós mesmos.

Se subtraíssemos o orgulho do nosso coração... somaríamos força na conquista da humildade indispensável ao amor fraterno.

Se subtraíssemos a maldade e o rancor do nosso coração... somaríamos amor e bondade à nossa vida.

Se subtraíssemos o desespero e a preguiça no cumprimento de tarefas... somaríamos esperança e renúncia, obtendo dias de mais ventura.

Se subtraíssemos o ódio dos nossos passos... somaríamos dedicação ao serviço do bem.

Se subtraíssemos a ironia dos nossos lábios... somaríamos piedade às nossas palavras, dando - e recebendo - compreensão a nosso semelhante.

Se subtraíssemos a inveja dos nossos olhos... somaríamos caridade às vidas alheias, e às nossas.

Ao contabilizar subtrações de nossos maus atos, palavras e pensamentos, minimizamos instintos que infelicitam a nós e ao próximo, passando a somar esforços na ternura e respeito humanos, o que resultará num saldo de conquistas valiosas na operação final da existência.

* Mais lutas redentoras, menos dores nos alcançarão na vida.

* Mais disposição para renovação, menos inquietude em nossas noites.

* Mais esforço pessoal, menos desespero em nosso trabalho diário.

* Mais amor em nossos dias, menos tortura a afligir os corações.

* Mais confiança na capacidade de auto-superação, mais força e amparo de Deus nas nossas boas escolhas.

Aprendendo a multiplicar sentimentos e gestos positivos, a subtrair ações, palavras e pensamentos negativos, determinaremos o padrão de nossas vidas. A partir de um padrão elevado é que conquistamos harmonia e nos habilitamos a grandes vôos espirituais em direção ao Criador.

Inspirado em texto do site Momento Espírita, baseado no livro Ementário Espírita, de Divaldo Pereira Franco, cap. "Na subtração e na soma".




Que tal agora DIVIDIR sua opinião a respeito conosco?
Vamos apreciar SOMAR o seu conhecimento ao nosso!
Poderemos assim SUBTRAIR nossas diferenças...
E agir MULTIPLICANDO o bem por ai afora!




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enviada por Vania


23/06/2006 14:50

SEPULCROS CAIADOS



“Sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos de cadáveres e de toda espécie de podridão” (Mateus)





O mal apresenta-se, a cada dia e sob todas as formas, aparentemente mais poderoso. Parecemos estar sendo engolidos pela corrupção moral, a ponto de o assumir como "normal", quando tornou-se comum devido a nossa liberalidade excessiva em aceitar que o mal esteja em tudo.

Em toda a humanidade, é grandioso o número dos que dizem crer em uma força superior que rege o espírito e o universo, independente da destinação que preguem para a alma liberta do corpo.

Portanto, o mal está ai por opção e permissão nossa, dos que crêem, ou seja, a maioria. Ele conquista o espaço que lhe ofertamos permissivamente, começando dentro do próprio coração.

* QUANTOS DE NÓS vamos à casa espírita, sugerimos ao próximo renovação através de transformação íntima, mas em casa desdenhamos os melhores esforços dos entes queridos?

* QUANTOS DE NÓS falamos em perdão na igreja ou no templo, mas não deixamos de cruzar a rua ao ver na mesma calçada um desafeto?

* QUANTOS DE NÓS criticamos a desonestidade, a injustiça, mas lesamos os outros dizendo que o mundo é dos espertos, e julgamos o pedinte como vagabundo quando pode ser só mais um necessitado?

O tempo passa rapidamente. Começamos a morrer no dia em que nascemos, e cada minuto vivido nos deixa mais perto do momento em que estaremos frente a frente com a morte do corpo físico, e a consciência de nossos feitos.

Se formos cristãos – aqueles que seguem as máximas morais do Cristo – o sejamos efetivamente, em ações além de palavras, em exemplos além de afirmativas vazias de verdade por não serem usadas primeiro em nós mesmos.

Antes de criticar o mal vejamos se ele não começa em nós. Chega de tanto auto-engano! Isso é orgulho, falsa superioridade. Tenhamos coragem de olhar para dentro de nós e ponderar se não somos "sepulcro caiado", apresentando-nos à sociedade como pessoas de bem, quando dentro de nós há a podridão dos vícios morais e da falta de vontade de mudar.

A grandeza da Lei de Deus está na sua justiça absoluta e amorosa: “a cada um segundo suas obras” .

Essa afirmativa contém em si o peso da intenção e do conhecimento. Aquele a quem falta ação no bem está cego pelo egoísmo, pois basta viver em relação com outra pessoa para ter oportunidade de ser cristão de verdade.






É impossível alguém começar a aprender o que ACHA que JÁ sabe.
(Epíteto)


* EPÍTETO: filósofo grego, nascido escravo por volta do ano 55 d.C. Para Epíteto, uma vida feliz e uma vida virtuosa são sinônimos. Felicidade e realização pessoal são consequências naturais de atitudes corretas.






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17/05/2006 11:53

POST DE ANIVERSÁRIO – dois anos de VIAGENS!

Hoje, 17 de maio, o VIAGENS FILOSÓFICAS completa dois anos de vida.
Permanecemos firmes em nosso intuito inicial de trocar idéias, estimulando o raciocínio lógico e voltado para o desenvolvimento da moral espiritual, a fim de dar um sentido real às nossas vidas.

Falamos sobre Espiritismo e viver bem.
Falamos sobre Deus e Amor.
Falamos sobre Responsabilidade e Fé.

E, se Deus permitir, continuaremos falando, filosofando, e contando com os amigos para que estejam conosco por mais um ano, contribuindo com este trabalho.







DURANTE ESTES DOIS ANOS...

Houve quem dissesse que fizemos um bom trabalho, e agradecidos reforçamos que “Sempre recebi os elogios como incentivos dos amigos para que eu venha a ser o que tenho consciência do que ainda não sou” (Chico Xavier).

Mostramos que não acreditamos na força aparente do mal que se generaliza, pois “O poder fazer o mal não é triunfo, pois só na justiça há vitória” (Camões). Isso porque temos como certo que “A força do direito deve superar o direito da força” (Rui Barbosa) e isso extrapola a efêmera vida material.

Muitas vezes nesse período, em face de nossos enganos, pensamos: “Oh! Quanto me pesa este coração, que é de pedra” (Cecília Meirelles), no entanto, felizmente consideramos como verdade a afirmação que diz “Para ser grande, sê inteiro. Nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes” (Fernando Pessoa). Quando damos o melhor de nós há em nós um pouco de Deus.

Nosso lema sempre foi “Ser sempre verdadeiro, sincero e lógico” (dos Mandamentos do Advogado). Temos certeza que “Nenhum esconderijo me pode proteger contra as conseqüências dolorosas dos males que vier a praticar. Nenhuma potência, terrena ou não, poderá deter a mão-carícia de Deus a procurar-me pelo que eu tiver feito de bom. A isso chamo justiça” (Hermógenes).

Sim, nestes dois anos concluímos que “O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença” (Érico Veríssimo) e sabemos que, como cristãos, não podemos nos eximir de amar sempre.

Falamos aqui de perdão. “Eu não acho que alguém queira viver com raiva, ressentimento, vergonha e culpa. No entanto, a maioria das pessoas não conhece o perdão como opção real” (Terapeuta Robin Casarjian). Triste ironia, sofrer com o remédio em mãos. Por isso é preciso perdoar enquanto estamos a caminho...

Explicamos aqui que “Os mortos são apenas invisíveis, mas não ausentes” (Leonardo Boff), pois a morte não existe para o espírito. “O tiro que mata o criminoso não mata o crime. Na forca só se pendura um cadáver” (Otto Lara Resende).

Nestes dois anos estudamos o sofrimento, a dor, o mal em nós e nos outros, entendendo que “Não existe nas soberanas leis da vida, fatalidade para o mal. O que ao ser acontece é resultado do que ele fez de si mesmo e nunca do que Deus lhe faz, como apraz aos pessimistas, aos derrotistas e cômodos afirmar” (Joanna de Angelis).

Procuramos mostrar que “O bem que praticares em algum lugar é teu advogado em toda a parte” (Chico Xavier). E que “A condição moral da terra é o nosso reflexo coletivo. Todos temos acertos e desacertos. Todos possuímos sombra e luz” (Emmanuel). Por isso sempre convidamos ao “Vigiai e orai para que não entreis em tentação” (Jesus).

Por isso, amigos-filósofos, para iniciar nosso terceiro ano de VIAGENS FILOSÓFICAS, lembramos que “Não importa o que você realize ou adquira na vida, isso não poderá substituir sua necessidade básica de amor” (John Gray).

Amemo-nos ainda mais!
Obrigada pela parceria!





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enviada por Vania


28/04/2006 13:25

O QUE DIZEM AS RELIGIÕES...

Embora ainda nos surpreendamos com tantas coisas terríveis feitas pelo ser humano neste lindo planetinha azul, Deus jamais desamparou a nenhum de seus filhos.

Em todo lugar do mundo, através de toda religião (e mesmo fora das religiões, pois que Deus não exclui nem tem preferências), a todo tempo chegaram até nós missionários divinos trazendo a luz da verdade e mostrando o caminho do amor para a humanidade.

Não podemos, portanto, simplesmente achar que o mundo vai mal porque desconhece Deus ou o caminho até Ele, qualquer que seja o nome pelo qual O designemos.

O mundo vai mal porque quase todos nós nos omitimos quanto ao exercício - aplicação cotidiana e habitual - das regras básicas da Caridade e da Fraternidade.

Pensemos nisso, porque, como disse bem uma das religiões abaixo, todo o resto é comentário.

Falando em comentário, deixem os seus!



O QUE DIZEM AS RELIGIÕES...

BRAMANISMO - Esta é a súmula do dever: Não faças nada a outrem que te causaria dor se fosse feito a ti. (Mahabharata 5,1517)

BUDISMO - Não ofendas os outros por formas que julgarias ofensivas a ti mesmo. (Udanavarga 5,18)

CONFUCIONISMO - Existe máxima pela qual devemos reger-nos durante toda a nossa vida? Sem dúvida, é a máxima da bondade e do amor: Não faças a outrem o que não quererias que eles fizessem a ti. (Anacleto 15,23)

TAOÍSMO - Considera o ganho do próximo como teu próprio ganho e a perda do próximo como a tua própria perda. (Tai-Shang Kan-Ing Pten)

JUDAÍSMO - O que é odioso para ti não o faças ao teu próximo. Essa é toda a Lei; todo o resto é comentário. (Talmud, Shabbat 31a)

ISLAMISMO - Nenhum de vós será crente enquanto não desejar para seu irmão o que deseja para si mesmo. (Sunan)

CRISTIANISMO - Tudo o que vós quereis que os homens vos façam fazei-lho também vós, porque esta é a Lei e os Profetas. (Mateus 7,12)




Amigos e Filósofos-Visitantes...

• O mundo seria melhor se seguíssemos estas regras morais?
• Suas ações pessoais passam perto ou longe destes conceitos?
• É mais fácil fazer a Caridade material ou a Caridade moral?




EM TEMPO!!!

Estou em falta com as visitas, mas regularizando... Não esqueçam de anotar seus links após os comentários, para minha carinhosa retribuição!

Alguns recados do post anteriores não apareceram até o presente momento, mas consegui visualizá-los durante a edição do post. Obrigada amigos!

Abraços fraternos!




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enviada por Vania


21/03/2006 10:32

QUEM SABE NÃO PERDOA

O homem aproximou-se do espinheiro. Ergueu a mão para tocá-lo e um "ai!" de dor brotou de seus lábios. Um rubi de sangue brilhou no seu dedo. O homem limpou o sangue e disse fitando o espinheiro: - Eu te perdôo!

Admirei e louvei dentro de mim aquele homem que possuía o doce dom de perdoar.

E aconteceu que veio outro homem. Parou junto ao espinheiro, ergueu a mão para tocá-lo, e o espinho o picou. O homem limpou a ferida, contemplou com amor o espinheiro, e não disse "Eu te perdôo!". Tive, então, este pensamento: "O primeiro homem era um santo: sabia perdoar! Este outro não sabe!".

Mas o meu Senhor, interrompendo a minha cisma, disse:

- Quem não sabe é você!
- Como, Senhor? Então aquele homem...
- Sim, é um santo, porque perdoou quando foi preciso!
- E o segundo?
- É mais santo ainda, porque não tem necessidade de perdoar.

E como eu ficasse perplexo, com o olhar perdido na incompreensão e na dúvida, o Senhor me disse:

- O espinheiro fere, porque é espinheiro. Ainda que ele quisesse jamais poderia perfumar. O primeiro homem sentiu a dor da picada, e como não sabia nada, atribuiu a culpa ao espinheiro. Mas, como era puro de coração, perdoou. O outro homem sentiu a mesma dor, mas como sabia que todo espinheiro fere, pois o espinheiro é assim, não se sentiu ofendido. E como nada tinha a perdoar, não perdoou.

Desde então sofro menos quando os espinhos me ferem. Dói-me na alma a ferida, mas minha alma sabe que não há ofensa. E como não há ofensa, não há perdão. É assim que do meu peito brota um piedoso amor pelo espinho que não chegou a ser flor. Meu sofrimento se transforma em ternura porque já aprendi a não perdoar!

(Santiago Argüello)




Sabemos que perdoar não é fácil, mas porque?
Acredito em algumas respostas:

Não perdoamos porque:

* esquecemos que também erramos e necessitamos perdão.
* não compreendemos que cada um só dá do que possui.
* nosso orgulho é grande, e sente-se humilhado facilmente.
* nosso egoísmo só vê a própria dor, não a alheia.
* não cremos que Deus é justo, absorvemos o direito de cobrar o outro.
* não cremos que Deus é Pai, pois destratamos nossos irmãos.
* não sabemos amar, porque o verdadeiro amor não se ofende nem julga.
* esquecemos de fazer ao próximo o que gostaríamos que nos fizessem.




Amigos e Filósofos-Visitantes...

• Vocês já conseguiram perdoar?
• Este perdão foi sincero?
• Esqueceram a ofensa recebida?
• Não se regojizaram quando o outro sofreu também?
• Conseguiram avaliar a situação em que o outro estava ao errar?
• Se sim, agiriam diferente dele? Com certeza?
• Lembraram que também necessitaram do perdão alheio em algum momento?
• Avaliaram as lições de Jesus a respeito, neste contexto?
• Acreditam que perdoar é a mesma coisa que esquecer?





Boas reflexões!
E será muito bom se as dividirem conosco...





Ao comentar, lembrem de registrar o link do blog ou e-mail (abaixo do comentário) para retribuirmos a visita.

Grande abraço!



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enviada por Vania


02/03/2006 11:20


CRISTO ESPERA POR TI



Com grande freqüência, ao analisar a vida humana, nos focamos em suas mazelas, limitações, defeitos, dificuldades e sofrimentos. Quase sempre esquecemos de quem somos criação, constantemente nem pensamos ter um valor real, um objetivo de vida mais amplo.

Ao ler o texto abaixo, imediatamente veio-me a vontade de dividi-lo com os filósofos-amigos. Ele nos estimula a reconhecer em nós o valor intrínseco que temos e, a partir daí, a agir no bem, pois diferentemente do que possa parecer, nós podemos mudar o mundo.

Convido-os a ler. Mais que isso. Convido-os a refletir, trazendo a nós que partilhamos deste cantinho, suas opiniões, conclusões. Se todos podemos mudar o mundo, também podemos começar já, auxiliando os outros com nossas análises e experiências.

De minha parte, confesso que ainda tenho dificuldade de reconhecer o meu valor perante Deus. Mas, felizmente, já me integrei às fileiras dos que não jazem estacionados, esperando o universo conspirar por eles, procurando eu mesma, fazer parte desta conspiração.

Grande abraço, cheio de amizade e carinho!




Todas as criaturas são iguais perante o Princípio dos Princípios e o Fim dos Fins: guardam idênticos direitos, obrigam-se aos mesmos deveres, todavia, são diferentes em si, nas tendências e aptidões.

À vista disso, és uma individualidade, um ser único: reténs características particularíssimas que te distinguem de todas as demais criaturas diante de Deus (...).

Já pensaste nisso?

Somos, cada um de nós, criação personalíssima do Pai, como jamais existiu, não existe e nem existirá nenhuma outra, em qualquer parte do Existente. Por isso, nunca serás demais no mundo. Vives predestinado por Deus a um lugar definido, a um posto definidamente reservado na Vida Universal.

Não só do Criador, mas também de ti depende o equilíbrio do Universo. Se desaparecesses haveria uma lacuna impreenchível (...).Já ponderaste no valor que te foi atribuído?

Existes, eis a verdade mais próxima.
E tens qualidades únicas.

Não te perturbes ao sopro da adversidade! A Sabedoria Eterna te garante para que possas suportar muito mais e vencer. Não te rendas aos golpes do desencanto! Possuis em ti potencialidades imensas para alcançar vitórias sempre maiores.

A Humanidade não te dispensa, o progresso terrestre carece de tua colaboração, a evolução das almas te exige os esforços. Podes alterar, melhorando, centenas de destinos. Já refletistes nessa realidade?

Não te amesquinhes na inutilidade, não te inferiorizes no desânimo!

O que admiras? Monumentos? Descobertas? Invenções? Obras-primas? Não te confundas! Tudo isso começou em vidas iguais ou piores que a tua vida de hoje!

O que lastimas? Cansaço? Ignorância? Doença? Incompreensão? Necessidades? Não te compliques! Existe normalidade em tudo isso e o que haverá de estranhável, em qualquer circunstância, será tão-somente o teu mundo íntimo; oferece de ti algo de bom, expondo-te aos outros: compreende, perdoa, ensina, ajuda, trabalha.

Foste criado e colocado na vida por Deus e Deus não se engana!


Trecho do livro CRISTO ESPERA POR TI
De Honoré de Balzac (Espírito), por Waldo Vieira (Médium)



Obrigada pelo carinho e atenção!

Comentem, por favor! E ao fazê-lo, lembrem de registrar o link do blog ou e-mail (abaixo do comentário) para retribuirmos a visita.

Grande abraço!



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enviada por Vania


04/02/2006 11:27

AMARGO SUICÍDIO

Todo suicida presume que a morte é o fim do amargor,
sem saber que o desespero é a porta para outra dor.
(Casimiro Cunha)




SUICIDIO: ato de matar a si próprio.
SUICIDA: todo aquele que comete o ato de se matar.




CAUSAS IMEDIATAS

Muitas vezes suportamos golpes duros, mais graves, no entanto sucumbimos a questões que um pouco mais de tolerância ou paciência colocariam sob sua perspectiva verdadeira. Problemas financeiros, amorosos, de consciência são considerados causas imediatas. Estas causas são sempre secundárias, como uma gota d’água a transbordar o copo.

Se questionarmo-nos quais mágoas nos atingiram duramente há um ano, ou três, ou cinco, por exemplo, não é certo que mesmo as mais graves não nos ferem como antes? E se, mudando o foco para o tempo presente, perguntarmo-nos: “que diferença isso fará daqui a dez anos?”, perceberíamos o verdadeiro valor daquele mal que nos assola.

Muitos fatos que consideramos fundamentais para nossa infelicidade são apenas fatos exaltados pela imaginação, pelo cansaço, pelas paixões ou pelo simples desconhecimento da verdade.




CAUSAS PROFUNDAS

São geradas pelo que se considera como “ilusão do suicida”: a ignorância do homem diante de sua natureza espiritual.

O suicídio é uma tentativa de fuga: de situações embaraçosas, de desgostos, de pessoas, de mágoas que não se sente coragem de suportar, de si mesmo. Ora, sendo (como somos) espíritos imortais, a morte do corpo físico não nos traz o fim, mas a continuação da vida, e com ela... a continuação do que somos e sentimos.

Nem mesmo a busca da morte para reencontrar amados que partiram antes, transforma-se em alegria. Deus não pode premiar aqueles que desertaram da vida por falta de resignação. A morte do suicida para reencontrar um ser amado só o afasta dele por mais tempo, fazendo ambos sofrerem mais. Isso se chama justiça, pois todos perdem entes queridos, aguardando o dia em que a lei divina os reaproximará.

Mas como ter tanta certeza de que a vida continua? Muitas respostas cabem aqui: a intuição inata da divindade, perfeita em seus atributos de amor, justiça e bondade; fé; comprovação científica; raciocínio filosófico; a lógica, afirmações de Jesus... Na prática, no entanto, pessoas de todas as épocas, religiões e lugares já tiveram oportunidade de contatar seus entes queridos que partiram através da porta da morte.

Com o desencarne (*), algo deixa o corpo: seu princípio imaterial, o Espírito. Sendo a parte inerte só matéria, com o desgaste da matéria o espírito liberta-se mas não deixa de existir.

Uma vez que o espírito é imortal (quão injusto seria Deus se não fosse!), a morte não modifica o que somos; mágoas e sofrimentos são carregados através da morte tanto quanto sentimentos de paz, alegria, amor.

Não podendo fugir, pois o nada não existe, o espírito do suicida encontra-se mais uma vez frente a frente com seus sentimentos dolorosos, sua consciência culpada pela deserção da vida, dores triplicadas pela morte violenta, as quais também refletem no perispírito (*). A dor enfrentada na vida do corpo acaba com a morte natural. Mas a dor moral do suicida a ele parece infinita e superlativa.

Já no ato da morte há o agravamento dos problemas íntimos, motivado pela imediata consciência de que não existe o nada, pelo desperdício de valiosa oportunidade de evolução, pela mágoa de pessoas que o amavam, pela destruição de um patrimônio emprestado pelo Criador, percebendo tarde demais que seus motivos necessitavam apenas de um pouco mais de persistência, resignação e fé.

O suicida é uma pessoa egoísta. Egoístas, de certo modo, todos ainda somos, mas no suicida este defeito moral é patente: só pensa em si, no seu mal estar, na sua miséria, na sua dor, no seu medo, na sua angústia, na sua falta de saída aparente; enfim, não vê o outro, não pensa nos sentimentos dos outros, não vê nada além de si e de sua dor. Todo aquele que ousar sair de si em meio a uma tempestade moral passageira, verá que há dores maiores, mais pungentes, e que deve confiar mais na sabedoria das leis divinas, que lhe deu provas suportáveis.

Ora... Existindo Deus, existe justiça. Existindo justiça, não há quem sofra sem merecer, mesmo que a lei de misericordioso esquecimento nos faça não recordar tais motivos enquanto encarnados (*). Deus jamais cobraria algo daquele que não deve à sua Lei.

Desta forma, interferindo violentamente no mecanismo das leis supremas, o suicídio agrava os problemas em vez de resolvê-los. Todas as religiões condenam essa loucura abominável.




SUICIDIO CONSCIENTE OU INCONSCIENTE

SUICIDIO CONSCIENTE é aquele em que a pessoa toma a decisão de se matar, pega um instrumento qualquer e agride seu corpo perdendo a vida corporal. Este tipo de violência rompe abruptamente com o cordão que liga o espírito ao corpo, geralmente no auge da vitalidade, trazendo graves reflexos a seu perispírito.

SUICIDIO INCONSCIENTE é aquele cometido por milhões de pessoas diariamente, ao fazer violências e abusos contra seu corpo físico. Alcoolismo, tabagismo, drogas, excessos alimentares, sexuais, são considerados tipos de suicídio, uma vez que estas ações humanas lesam, desgastam a energia vital, alterando o prazo de vida física, antecipando a morte.

Em qualquer situação, mas sempre de acordo com o grau de conhecimento e intenção, o suicídio é sempre um crime de lesa-natureza, um ato imponderado, do qual todo aquele que ousa praticar muito se arrependerá.

O tema é vasto, há livros, exemplos, explicações que não cabem em tão exíguo espaço. Mas nos vemos obrigados pela consciência a trazer este assunto a tona, para alertar que nenhuma dor na terra é tão amarga quanto a dor do espírito do suicida.

Ninguém burla a Lei divina. O que plantarmos, colheremos; portanto, não adianta queremos fugir dos compromissos assumidos.




Se a dor o visita. Se o desespero o busca. Se a vontade de desistir tem sido forte. Se se sente desamado. Se a fé lhe é fraca. Lembra que Deus nos deu o dom da Caridade. Através da Caridade saímos do egoísmo que nos sufoca e deixamos de tanto sofrer.

Emmanuel, espírito de escol que orientava Francisco Cândido Xavier, nos diz que:

Caridade é, sobretudo, amizade.
Para o faminto -- é o prato de sopa.
Para o triste -- é a palavra consoladora.
Para o mau -- é a paciência com que nos compete auxiliá-lo.
Para o desesperado -- é o auxílio do coração.
Para o ignorante -- é o ensino despretencioso.
Para o ingrato -- é o esquecimento da ingratidão.
Para o enfermo -- é a visita pessoal.
Para o estudante -- é o concurso no aprendizado.
Para a criança -- é a proteção construtiva.
Para o velho -- é o braço irmão.
Para o inimigo -- é o perdão.
Para o amigo -- é o estímulo.
Para o transviado -- é o entendimento.
Para o orgulhoso -- é a humildade.
Para o colérico -- é a calma.
Para o preguiçoso -- é o trabalho.
Para o impulsivo -- é a serenidade.
Para o leviano -- é a tolerância.
Para o deserdado da Terra -- é a expressão de carinho.

Caridade é amor, em manifestação incessante e crescente. É o sol de mil faces, brilhando para todos, e o gênio de mil mãos, amparando, indistintamente, na obra do bem, onde quer que se encontre, entre justos e injustos, bons e maus, felizes e infelizes, porque, onde estiver o Espírito do Senho