Cantinho de assuntos espiritualistas e espíritas, onde amigos trocam experiências, opinam, complementam, discordam construtivamente, objetivando de alcançar mais amadurecimento moral.

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Viagens Filosóficas

by Vania Vasconcelos   

12/11/2007 19:07



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AMIGOS!

============================
ESTAMOS EM NOVO ENDEREÇO:
============================

http://espiritismosemmelin dres.blog.terra.com.br/

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Os esperamos por lá!


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enviada por Vania


13/02/2007 11:36





ATÉ BREVE, EM OUTRO ENDEREÇO!


Há um tempo para tudo.

Para nascer, para morrer.
Para chegar, para partir.
Para semear, para colher.

A vida segue em ciclos.
O que é bom hoje, talvez não seja tão útil amanhã.

É necessário nos adaptar às mudanças.
Resistir às transformações só traz sofrimentos.
Quem se adapta às novas condições, aproveita mais, sofre menos.

Estamos aqui, de bagagem na mão.
Viemos dizer “até breve”.

Durante mais de dois anos, viemos dividindo nossas idéias e conhecimentos com os amigos que nos visitaram. Mas o tempo exige de nós a otimização de cada minuto, e a finalidade do Viagens Filosóficas, por atingir a cada vez menos pessoas, se extinguiu.

Graças a Deus fizemos alguns poucos e sinceros amigos durante esta jornada. Mas o objetivo do Viagens nunca foi só fazer amizades. Este blog teve como objetivo principal falar de Deus, de vida imortal, de espiritualidade, de Espiritismo.

Através dele, procuramos participar das vidas daqueles que tinham dúvidas, medos, que ansiavam pelos esclarecimentos que podíamos dar. Mas, como o que nasce também deve morrer para que haja renascimento (é preciso a destruição que renova), mudamos de ares, mudamos de rumos.

Estamos fechando – talvez temporariamente, quem sabe? – esta casinha, este lar chamado Viagens Filosóficas. Mas não estamos indo embora, apenas mudando de endereço.

Nosso trabalho tem sido focado no ORKUT, através de nosso perfil pessoal e de várias comunidades espíritas, especialmente a ESPIRITISMO SEM MELINDRES, de nossa propriedade.

Aos que ainda aparecem por aqui, deixamos este convite, para que apareçam também lá, para conhecer nosso trabalho. Nas comunidades há boas informações, pessoas com conhecimento, prontas para ouvir e esclarecer, amigos a fazer e, sobretudo, podemos atingir a um número maior de interessados em estudar a Doutrina Espírita e a vida imortal, tendo trocas de conhecimentos e opiniões, muito mais produtivas.







Nossa gratidão aos que nos acompanharam nestes quase 3 anos, a serem completados em maio de 2007. Esperamos vê-los em breve nestes endereços do Orkut:

Vania Loir@ Vasconcelos
http://www.orkut.com/Profi le.aspx?uid=14198707348697951315


Comunidade Espiritismo Sem Melindres
http://www.orkut.com/Commu nity.aspx?cmm=24246365







Ninguém acende uma candeia para pô-la debaixo do alqueire; põe-na, ao contrário, sobre o candeeiro, a fim de que ilumine a todos os que estão na casa. (Jesus, em Mateus).





enviada por Vania


20/12/2006 11:37

O REAL ESPÍRITO NATALINO

Época feliz... reuniões familiares, fartura, presentes.
Para alguns.
Época triste... solidão, necessidades, mágoas, saudades.
Para outros.

Papai Noel é a palavra da moda, presentes são os objetivos finais. Sem dúvida, muitos falam de Jesus e de sua mensagem, sem no entanto sentí-Lo profundamente no coração.

Vemos na TV, na Internet, nas ruas, pessoas em desespero, sofrendo as milhares de dores que este planeta de expiação e provas oferece. E se não passamos por elas indiferentes, recordamos Jesus pedindo a Ele que ajude estes nossos irmãos.

Mas as leis divinas, naturais, contam com nossa participação. COLABORAR (CO - LABORAR) é trabalhar junto, e Jesus não faz por nós a nossa parte.

O verdadeiro espírito natalino exige de nós, cristãos, uma postura mais firme, mais ousada, mais direta. Sem omissões, sem deixar para depois, AGORA é o momento.

Um sorriso para dar.
Um minuto para ouvir.
Um ombro para emprestar.
Um alimento para doar.
Uma roupa para distribuir.
Um diálogo para compartilhar.
Um perdão para oferecer.
Um obrigado para dizer.
Um conte comigo para falar.

Jesus nasceu há mais de dois mil anos, e nos ensinou a amar.
AMAR é verbo, e verbo significa AÇÃO.

Ninguém ama sentado na sua cadeira do escritório ou do lar.
Ninguém ama dando só dos restos do que não lhe serviu.
Ninguém ama esperando que o outro dê o primeiro passo.
Ninguém ama se cumprir rituais religiosos sem o coração participar.
Ninguém ama de mãos paradas...

Hoje, amanhã, no dia do Natal, em todos os dias do próximo ano...
AMEMOS!

Amemos perdoando, doando, fazendo, dizendo, agindo, calando, aceitando, compreendendo, libertando, orando, sorrindo...

FAÇAMOS de todos os dias o dia de NATAL, o verdadeiro Natal, trazendo Jesus para nossos pensamentos, ações e palavras, fazendo com que o próximo (o mais próximo e o mais distante) veja em nós um irmão com que pode contar.

Deus os ilumine, amigos, que a PAZ que almejam seja fato em suas vidas, começando dentro de vocês através do dever cumprido. Que sua Luz seja Luz no caminho de seu irmão, assim como Jesus ensinou.

FELIZ NATAL TODOS OS DIAS!
Um abraço carinhoso da amiga virtual!

Vania Vasconcelos



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No Orkut:
Vania Loira Vasconcelos
Espiritismo Sem Melindres
Amiga Luz






enviada por Vania


20/12/2006 11:02

ABSURDOS DA HUMANIDADE:
ESCRAVIDÃO E ABORTO







A Doutrina Espírita, em O Livro dos Espíritos, aborda os assuntos deste post, a ESCRAVIDÃO e do ABORTO.

Sobre ESCRAVIDÃO, a doutrina diz que “toda sujeição absoluta de um homem a outro é contrária a Lei de Deus. Sendo Deus Justo e Bom, cria todos os espíritos iguais, simples e ignorantes, dando-lhes infinitas oportunidades encarnatórias as quais lhes trarão experiências, fazendo-os progredir. Sendo assim, somos todos iguais, com um único diferencial: aquilo que aprendemos. Espírito não tem sexo nem cor, as características físicas e fisiológicas apenas diferenciam através das encarnações, para que cada um seja direcionado às experiências que necessitam passar. Assim, a ESCRAVIDÃO é contra a natureza, mesmo que seja permitida ou acobertada pelas leis humanas.

A desigualdade natural das aptidões coloca algumas pessoas ou raças sob dependências de outras pessoas ou raças, mas Deus o permite para que uns elevem os outros, e não os rebaixe, embruteça e nivele ao grau de irracionais. Aquele que se acha mais puro, mais digno que outros, envergonhar-se-á de si ao devolver o corpo que lhe foi emprestado, pois na espiritualidade não usamos máscaras, não existem posses materiais, possuímos só o que somos. Se algo pode ser mais ou menos puro, este é o Espírito, e não a matéria perecível.

Quanto ao ABORTO, diz-nos o Espiritismo e diversas religiões cristãs: “há sempre crime quando se transgride a Lei de Deus”. Tirar a vida de uma criança, com a desculpa de não ser ainda nascida, é impedi-la de cumprir metas espirituais que a encarnação oferece, como expiar seus erros, redimir a consciência, provando que melhorou ao vencer as tentações, e/ou atender a missões pré-estabelecidas, que podem ser desde cuidar de uma família até descobrir a cura para um grande mal da humanidade.

Ao optar pelo ABORTO, podemos estar matando o corpo de uma vítima de nossos enganos, hoje inimigo a ser transformado em amigo, o qual se tornará, talvez, implacável em sua vingança. Ou podemos estar impedindo um amigo de aproximar-se de nós, alguém a quem já amamos e que será, muito certamente, um esteio nos momentos difíceis. Sem contar a questão óbvia de destruirmos algo que não nos pertence já que não podemos criar, um corpo humano.

Dizem-nos os Espíritos, que “o mal é sempre o mal e todos os sofismas não farão com que uma má ação se torne boa”. Somos recompensados por nossos esforços e cobrados na medida em que nossa consciência acusar os desvios das leis divinas, proporcionalmente ao nosso conhecimento e intenção.

A ESCRAVIDÃO (hoje mais dissimulada, porém não menos real) e o ABORTO (que se tenta legalizar neste país como fosse um progresso), são duas afirmações claras de que somos ainda muito atrasados moralmente, já que as duas forças propulsoras do progresso, INTELIGÊNCIA e MORAL, ainda não estão em equilíbrio, sendo, portanto, natural que ainda vivamos no que certas pessoas chamam de “vale de lágrimas”.

Pensemos nisso, e nas nossas cotas individuais de responsabilidade, pelo gesto declarado ou a omissão velada, lembrando o que os Espíritos responderam a Allan Kardec, que lhes questionou “por que, no mundo, os maus têm geralmente maior influência sobre os bons?”.

A resposta nos alerta e assusta pela sua veracidade indiscutível: “É pela fraqueza dos bons; os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos; quando estes últimos quiserem, dominarão”.




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enviada por Vania


15/10/2006 15:59

FISSURAS

A parede era robusta, aparentemente inabalável. Fazia parte de uma grande fortaleza, a qual ninguém arriscava atacar porque parecia ser intransponível. No entanto, na sua face sul, onde o sol raramente tocava havia uma irregularidade quase imperceptível. Era o resultado da pressa em sua execução ou, quem sabe, do descuido de um dos executores da obra. Aquela imperfeição ao longo dos anos acabou servindo de depósito natural da água da chuva e dos detritos trazidos pelo vento.

Aos poucos a água foi se infiltrando no muro e trilhando um caminho próprio em busca de uma saída entre as rochas reunidas por espessa argamassa. Com o passar do tempo, uma fissura surgiu onde antes havia apenas uma depressão quase invisível. Essa fissura, alimentada pelas águas das chuvas e pelo limo que invadira a parede úmida e fria, foi se expandindo, até tornar-se uma assustadora rachadura. Agora, era vista mesmo à distância, e parecia ameaçar a solidez daquela estrutura.

O tempo corria veloz sem que providência alguma fosse tomada. A rachadura já corrompia a parte inferior do muro que, atingida pela umidade, deteriorava-se a olhos vistos.

Em uma noite fria, quando o temporal ruidoso e inclemente avançava sobre a praia próxima, a ventania atingiu a muralha com violência, que desta vez não resistiu. Corrompida pela água, que durante anos deteriorou sua base e parte de seus materiais, a grande parede cedeu. Tombou pesadamente como se estivesse cansada de resistir em vão, traída pela pequena fissura, entregou-se à ação do tempo.

Uma simples fissura, decorrente de uma imperfeição aparentemente insignificante, causou a queda do grande muro. E hoje, os que passam ao lado das ruínas daquilo que um dia já foi uma imponente fortaleza, ignoram que a destruição daquele monumento grandioso iniciou-se com uma mera e banal rachadura.


Adaptado do Site Momento Espírita
(momento.com.br)






Não são assim também são os vícios humanos?

O que pensamos ser atitudes corriqueiras e comuns na sociedade, se tornarão hábitos infelizes a corromper as mentes.

O que são apenas comentários “sem maldade”, a respeito da vida alheia, tornar-se-ão mentiras ardilosas a destruir lares e prejudicar vidas.

O que são goles de bebidas alcoólicas para descontrair e passar o tempo na alegria pura, será vício que possivelmente levará a drogas ainda mais pesadas a destruir destinos.

O que são trocas inocentes para que as crianças obedeçam sem resistência, resultarão em pessoas interesseiras ou corrompidas por subornos para realizar o dever com base na honestidade.

Vícios morais e físicos surgem primeiramente como pequenas rachaduras, são fissuras quase imperceptíveis na conduta humana. Não despertam grandes receios em seu princípio, sendo frequentemente ignorados pelos invigilantes da alma. Porém crescem, invadem o espaço que deveria ser da virtude, abalando estruturas morais, destruindo futuros venturosos para a alma em prova.

Entendendo as fissuras pequeninas da alma como perigosas e potenciais dores futuras, que levarão ao arrastamento da culpa e ao arrependimento, entendemos melhor a Jesus que nos recomendou seriamente a “orar e vigiar”, através do pensamento e do trabalho voltado ao bem de todos, sem descuidar da própria fortaleza interior.






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enviada por Vania


19/09/2006 09:48

NO CAMINHO DO AMOR

Em Jerusalém, nos arredores do Templo, adornada mulher encontrou um nazareno, de olhos fascinantes e lúcidos, de cabelos delicados e melancólico sorriso, e fixou-o estranhamente. Arrebatada na onda de simpatia a irradiar-se dele, corrigiu as dobras da túnica muito alva, colocou no olhar indizível expressão de doçura e, deixando perceber, nos meneios do corpo frágil, a visível paixão que possuíra de súbito, abeirou-se do desconhecido e falou, ciciante:
- Jovem, as flores de Séforis encheram-me a ânfora do coração com deliciosos perfumes. Tenho felicidade ao teu dispor, em minha loja de essências finas...

Indicou extensa vila, cercada de rosas, à sombra de arvoredo acolhedor, e ajuntou:
- Inúmeros peregrinos cansados me buscam a procura do repouso que reconforta. Em minha primavera juvenil, encontram o prazer que representa a coroa da vida. É que o lírio do vale não tem a carícia dos meus braços e a romã saborosa não possui o mel dos meus lábios. Vem e vê! Dar-te-ei leito macio, tapetes dourados e vinho capitoso... Acariciar-te-ei a fronte abatida e curar-te-ei o cansaço da viagem longa! Descansarás teus pés em água de nardo e ouvirás, feliz, as harpas e os alaúdes de meu jardim. Tenho a meu serviço músicos e dançarinas, exercitados em palácios ilustres!...

Ante a incompreensível mudez do viajor, tornou, súplice, depois de leve pausa:
- Jovem, por que não me respondes? Descobri em teus olhos diferente chama e assim procedo por amar-te. Tenho sede de afeição que me complete a vida. Atende! Atende!...

Ele parecia não perceber a vibração febril com que semelhantes palavras eram pronunciadas e, notando-lhe a expressão fisionômica indefinível, a vendedora de essências acrescentou uma tanto agastada:
- Não virás?

Constrangido por aquele olhar esfogueado, o forasteiro apenas murmurou:
- Agora, não. Depois, no entanto, quem sabe?...

A mulher, ajaezada de enfeites, sentindo-se desprezada, prorrompeu em sarcasmos e partiu.

* * *

Transcorridos dois anos, quando JESUS levantava paralíticos, ao pé do Tanque de Betesda, venerável anciã pediu-lhe socorro para infeliz criatura, atenazada de sofrimento. O Mestre seguiu-a, sem hesitar. Num pardieiro denegrido, um corpo chagado exalava gemidos angustiosos.

A disputada mercadora de aromas ali se encontrava carcomida de úlceras, de pele enegrecida e rosto disforme. Feridas sanguinolentas pontilhavam-lhe a carne, agora semelhante ao esterco da terra. Exceção dos olhos profundos e indagadores, nada mais lhe restava da feminilidade antiga. Era uma sombra leprosa, de quem ninguém ousava aproximar.

Fitou o MESTRE e reconheceu-o. Era o mesmo mancebo nazareno, de porte sublime e atraente expressão.

O CRISTO estendeu-lhe os braços, tocado de intraduzível ternura e convidou:
- Vem a mim, tu que sofres! Na Casa de Meu Pai, nunca se extingue a esperança.

A interpelada quis recuar, conturbada de assombro, mas não conseguiu mover os próprios dedos, vencida de dor. O MESTRE, porém, transbordando compaixão, prosternou-se fraternal, e aconchegou-a, de manso...

A infeliz reuniu todas as forças que lhe sobravam e perguntou, em voz reticenciosa e dorida:
- Tu?...O Messias Nazareno?... O Profeta que cura, reanima e alivia?!...Que vieste fazer, junto de mulher tão miserável quanto eu?

Ele, contudo, sorriu benevolente, retrucando apenas:
- Agora, venho satisfazer-te os apelos.

E, recordando-lhe as palavras do primeiro encontro, acentuou, compassivo:

- DESCUBRO EM TEUS OLHOS DIFERENTE CHAMA E ASSIM PROCEDO POR AMAR-TE.


(Espírito Irmão X – Livro Contos e Apólogos – Por Chico Xavier)






Jesus nos ama de forma profunda e racional, estando a postos, como Bom Pastor que é, aguardando a melhor oportunidade de trazer definitivamente aos seus cuidados, cada ovelha desgarrada. É como um pai que deseja abraçar carinhosamente seus filhos pródigos.

Jesus não nos força a encontrá-Lo. Ele não nos desvia do caminho equivocado que insistimos em trilhar, pois o Livre-arbítrio é dom divino e nos faz crescer com as experiências que vivenciamos.

Jesus nos espera amadurecer. Ama-nos sempre e, alerta à menor demonstração de que há em nós “diferente chama”, vem imediatamente a nosso encontro, estendendo-nos as mãos delicadas e firmes, para nos mostrar o caminho correto.

Simples, pois, é a mensagem do Cristo: Amar.
Amar a Deus. Amar a si. Amar ao próximo.

E por não amarmos, sofremos. Por não amarmos enfrentamos a dor tantas vezes. Porque nos recusamos a fazer o que é simples. E é quando complicamos tudo, que o sofrimento - processo educativo, não punitivo - nos acorda e diz:

“Atenção! Você está fora da estrada, o precipício ao qual se arroja lhe trará mais dor. Volta! Volta aos que te amam! Vem e aprende a amar!”.





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enviada por Vania


17/08/2006 15:34

A OMISSÃO É ALIADA DO MAL

OMITIR = Deixar, voluntária ou involuntariamente, de dizer ou fazer qualquer coisa que era de seu dever ou obrigação; não mencionar; olvidar; postergar; preterir; negligenciar.


Os homens neutros são aliados do demônio.
(Edwin Chapin) - vide explicação abaixo, sobre a palavra demônio.


O que mais preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter, dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons.
(Martin Luther King)


Por que, no mundo, os maus têm geralmente maior influência sobre os bons?
É pela fraqueza dos bons; os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos; quando estes últimos quiserem, dominarão.
(Pergunta 932 de O Livro dos Espíritos, formulada por Allan Kardec e respondida por Espíritos Superiores)


(*) Explicação: A Doutrina Espírita nega racionalmente a existência de demônios como seres votados eternamente ao mal, mas reconhece a existência de espíritos ainda atrasados moralmente, que vivem temporariamente na ausência do bem, por ignorância e falta de compreensão das leis divinas. Estes espíritos – como nós também os somos, porém encarnados – progredirão como tudo na obra do Criador sendo, então, que o mal neles não é eterno.





Gostaria de acreditar que estas três afirmações acima seriam suficientes para mostrar o rumo que toma o indivíduo com suas omissões, e por conseqüência o planeta, desde a célula básica da família até a maior potencia econômica, sem precisar explicá-las.


Mas infelizmente vemos a insistente repetição de valores invertidos, o espaço que o mal conquista a cada dia, deixado para ser usado livremente pelos que se dizem bons mas não agem como tal, ou calam-se como se o que é bom fosse transformar o mundo sem nossa participação.


PORQUE a neutralidade é aliada do mal?
PORQUE o silêncio dos bons é aliado do mal?
PORQUE a fraqueza (ou timidez) dos bons é aliada do mal?


Cada um sabe a resposta.


O homem de bem não pode ser neutro, não pode silenciar, não pode ser fraco, nem tímido. A malícia, a ousadia dos perversos é astuta, sagaz, e devora a fé e a boa vontade ainda frágil que alimentamos.


Sem ACREDITAR no direito de justiça e harmonia para todos, nos omitimos, e passamos a ser co-responsáveis pelo mal que assola o planeta, e pela protelação da justiça e da harmonia. Dessa forma, dificultamos a instalação definitiva da fraternidade e da felicidade relativa que é possível ter neste mundo.


Ao ver o mal agindo, lembre-se:


Sempre é tempo de decidir.
Deixar para depois é omissão e fraqueza.


Sempre é tempo de falar.
Calar quando tem o que dizer é omissão e fraqueza.


Sempre é tempo de agir.
Estagnar quando se pode construir é omissão e fraqueza.


Quer viver em um mundo melhor?
Quer sentir com a consciência tranqüila dos bons?
Quer suprimir o mal, transformando-o em Bem?


Sejam bons em pensamentos, atos e palavras.
Não deixem para amanhã, pois a cada um será dado segundo as suas obras.





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enviada por Vania


20/07/2006 12:09

MATEMÁTICA DO VIVER MELHOR

Comumente dificultamos tanto as nossas relações entre os outros seres, sem notar que tudo seria mais produtivo e belo se aplicássemos em nossa vida moral as operações matemáticas mais simples.

Se nas nossas ações cotidianas, somássemos, subtraíssemos, dividíssemos e multiplicássemos corretamente, teríamos resultados superiores em qualidade, naquilo que representamos aqui como a matemática do viver melhor.

Se subtraíssemos algumas horas do nosso conforto, em benefício do próximo... somaríamos méritos espirituais e morais para nós mesmos.

Se subtraíssemos o orgulho do nosso coração... somaríamos força na conquista da humildade indispensável ao amor fraterno.

Se subtraíssemos a maldade e o rancor do nosso coração... somaríamos amor e bondade à nossa vida.

Se subtraíssemos o desespero e a preguiça no cumprimento de tarefas... somaríamos esperança e renúncia, obtendo dias de mais ventura.

Se subtraíssemos o ódio dos nossos passos... somaríamos dedicação ao serviço do bem.

Se subtraíssemos a ironia dos nossos lábios... somaríamos piedade às nossas palavras, dando - e recebendo - compreensão a nosso semelhante.

Se subtraíssemos a inveja dos nossos olhos... somaríamos caridade às vidas alheias, e às nossas.

Ao contabilizar subtrações de nossos maus atos, palavras e pensamentos, minimizamos instintos que infelicitam a nós e ao próximo, passando a somar esforços na ternura e respeito humanos, o que resultará num saldo de conquistas valiosas na operação final da existência.

* Mais lutas redentoras, menos dores nos alcançarão na vida.

* Mais disposição para renovação, menos inquietude em nossas noites.

* Mais esforço pessoal, menos desespero em nosso trabalho diário.

* Mais amor em nossos dias, menos tortura a afligir os corações.

* Mais confiança na capacidade de auto-superação, mais força e amparo de Deus nas nossas boas escolhas.

Aprendendo a multiplicar sentimentos e gestos positivos, a subtrair ações, palavras e pensamentos negativos, determinaremos o padrão de nossas vidas. A partir de um padrão elevado é que conquistamos harmonia e nos habilitamos a grandes vôos espirituais em direção ao Criador.

Inspirado em texto do site Momento Espírita, baseado no livro Ementário Espírita, de Divaldo Pereira Franco, cap. "Na subtração e na soma".




Que tal agora DIVIDIR sua opinião a respeito conosco?
Vamos apreciar SOMAR o seu conhecimento ao nosso!
Poderemos assim SUBTRAIR nossas diferenças...
E agir MULTIPLICANDO o bem por ai afora!




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enviada por Vania


23/06/2006 14:50

SEPULCROS CAIADOS



“Sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos de cadáveres e de toda espécie de podridão” (Mateus)





O mal apresenta-se, a cada dia e sob todas as formas, aparentemente mais poderoso. Parecemos estar sendo engolidos pela corrupção moral, a ponto de o assumir como "normal", quando tornou-se comum devido a nossa liberalidade excessiva em aceitar que o mal esteja em tudo.

Em toda a humanidade, é grandioso o número dos que dizem crer em uma força superior que rege o espírito e o universo, independente da destinação que preguem para a alma liberta do corpo.

Portanto, o mal está ai por opção e permissão nossa, dos que crêem, ou seja, a maioria. Ele conquista o espaço que lhe ofertamos permissivamente, começando dentro do próprio coração.

* QUANTOS DE NÓS vamos à casa espírita, sugerimos ao próximo renovação através de transformação íntima, mas em casa desdenhamos os melhores esforços dos entes queridos?

* QUANTOS DE NÓS falamos em perdão na igreja ou no templo, mas não deixamos de cruzar a rua ao ver na mesma calçada um desafeto?

* QUANTOS DE NÓS criticamos a desonestidade, a injustiça, mas lesamos os outros dizendo que o mundo é dos espertos, e julgamos o pedinte como vagabundo quando pode ser só mais um necessitado?

O tempo passa rapidamente. Começamos a morrer no dia em que nascemos, e cada minuto vivido nos deixa mais perto do momento em que estaremos frente a frente com a morte do corpo físico, e a consciência de nossos feitos.

Se formos cristãos – aqueles que seguem as máximas morais do Cristo – o sejamos efetivamente, em ações além de palavras, em exemplos além de afirmativas vazias de verdade por não serem usadas primeiro em nós mesmos.

Antes de criticar o mal vejamos se ele não começa em nós. Chega de tanto auto-engano! Isso é orgulho, falsa superioridade. Tenhamos coragem de olhar para dentro de nós e ponderar se não somos "sepulcro caiado", apresentando-nos à sociedade como pessoas de bem, quando dentro de nós há a podridão dos vícios morais e da falta de vontade de mudar.

A grandeza da Lei de Deus está na sua justiça absoluta e amorosa: “a cada um segundo suas obras” .

Essa afirmativa contém em si o peso da intenção e do conhecimento. Aquele a quem falta ação no bem está cego pelo egoísmo, pois basta viver em relação com outra pessoa para ter oportunidade de ser cristão de verdade.






É impossível alguém começar a aprender o que ACHA que JÁ sabe.
(Epíteto)


* EPÍTETO: filósofo grego, nascido escravo por volta do ano 55 d.C. Para Epíteto, uma vida feliz e uma vida virtuosa são sinônimos. Felicidade e realização pessoal são consequências naturais de atitudes corretas.






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17/05/2006 11:53

POST DE ANIVERSÁRIO – dois anos de VIAGENS!

Hoje, 17 de maio, o VIAGENS FILOSÓFICAS completa dois anos de vida.
Permanecemos firmes em nosso intuito inicial de trocar idéias, estimulando o raciocínio lógico e voltado para o desenvolvimento da moral espiritual, a fim de dar um sentido real às nossas vidas.

Falamos sobre Espiritismo e viver bem.
Falamos sobre Deus e Amor.
Falamos sobre Responsabilidade e Fé.

E, se Deus permitir, continuaremos falando, filosofando, e contando com os amigos para que estejam conosco por mais um ano, contribuindo com este trabalho.







DURANTE ESTES DOIS ANOS...

Houve quem dissesse que fizemos um bom trabalho, e agradecidos reforçamos que “Sempre recebi os elogios como incentivos dos amigos para que eu venha a ser o que tenho consciência do que ainda não sou” (Chico Xavier).

Mostramos que não acreditamos na força aparente do mal que se generaliza, pois “O poder fazer o mal não é triunfo, pois só na justiça há vitória” (Camões). Isso porque temos como certo que “A força do direito deve superar o direito da força” (Rui Barbosa) e isso extrapola a efêmera vida material.

Muitas vezes nesse período, em face de nossos enganos, pensamos: “Oh! Quanto me pesa este coração, que é de pedra” (Cecília Meirelles), no entanto, felizmente consideramos como verdade a afirmação que diz “Para ser grande, sê inteiro. Nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes” (Fernando Pessoa). Quando damos o melhor de nós há em nós um pouco de Deus.

Nosso lema sempre foi “Ser sempre verdadeiro, sincero e lógico” (dos Mandamentos do Advogado). Temos certeza que “Nenhum esconderijo me pode proteger contra as conseqüências dolorosas dos males que vier a praticar. Nenhuma potência, terrena ou não, poderá deter a mão-carícia de Deus a procurar-me pelo que eu tiver feito de bom. A isso chamo justiça” (Hermógenes).

Sim, nestes dois anos concluímos que “O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença” (Érico Veríssimo) e sabemos que, como cristãos, não podemos nos eximir de amar sempre.

Falamos aqui de perdão. “Eu não acho que alguém queira viver com raiva, ressentimento, vergonha e culpa. No entanto, a maioria das pessoas não conhece o perdão como opção real” (Terapeuta Robin Casarjian). Triste ironia, sofrer com o remédio em mãos. Por isso é preciso perdoar enquanto estamos a caminho...

Explicamos aqui que “Os mortos são apenas invisíveis, mas não ausentes” (Leonardo Boff), pois a morte não existe para o espírito. “O tiro que mata o criminoso não mata o crime. Na forca só se pendura um cadáver” (Otto Lara Resende).

Nestes dois anos estudamos o sofrimento, a dor, o mal em nós e nos outros, entendendo que “Não existe nas soberanas leis da vida, fatalidade para o mal. O que ao ser acontece é resultado do que ele fez de si mesmo e nunca do que Deus lhe faz, como apraz aos pessimistas, aos derrotistas e cômodos afirmar” (Joanna de Angelis).

Procuramos mostrar que “O bem que praticares em algum lugar é teu advogado em toda a parte” (Chico Xavier). E que “A condição moral da terra é o nosso reflexo coletivo. Todos temos acertos e desacertos. Todos possuímos sombra e luz” (Emmanuel). Por isso sempre convidamos ao “Vigiai e orai para que não entreis em tentação” (Jesus).

Por isso, amigos-filósofos, para iniciar nosso terceiro ano de VIAGENS FILOSÓFICAS, lembramos que “Não importa o que você realize ou adquira na vida, isso não poderá substituir sua necessidade básica de amor” (John Gray).

Amemo-nos ainda mais!
Obrigada pela parceria!





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enviada por Vania


28/04/2006 13:25

O QUE DIZEM AS RELIGIÕES...

Embora ainda nos surpreendamos com tantas coisas terríveis feitas pelo ser humano neste lindo planetinha azul, Deus jamais desamparou a nenhum de seus filhos.

Em todo lugar do mundo, através de toda religião (e mesmo fora das religiões, pois que Deus não exclui nem tem preferências), a todo tempo chegaram até nós missionários divinos trazendo a luz da verdade e mostrando o caminho do amor para a humanidade.

Não podemos, portanto, simplesmente achar que o mundo vai mal porque desconhece Deus ou o caminho até Ele, qualquer que seja o nome pelo qual O designemos.

O mundo vai mal porque quase todos nós nos omitimos quanto ao exercício - aplicação cotidiana e habitual - das regras básicas da Caridade e da Fraternidade.

Pensemos nisso, porque, como disse bem uma das religiões abaixo, todo o resto é comentário.

Falando em comentário, deixem os seus!



O QUE DIZEM AS RELIGIÕES...

BRAMANISMO - Esta é a súmula do dever: Não faças nada a outrem que te causaria dor se fosse feito a ti. (Mahabharata 5,1517)

BUDISMO - Não ofendas os outros por formas que julgarias ofensivas a ti mesmo. (Udanavarga 5,18)

CONFUCIONISMO - Existe máxima pela qual devemos reger-nos durante toda a nossa vida? Sem dúvida, é a máxima da bondade e do amor: Não faças a outrem o que não quererias que eles fizessem a ti. (Anacleto 15,23)

TAOÍSMO - Considera o ganho do próximo como teu próprio ganho e a perda do próximo como a tua própria perda. (Tai-Shang Kan-Ing Pten)

JUDAÍSMO - O que é odioso para ti não o faças ao teu próximo. Essa é toda a Lei; todo o resto é comentário. (Talmud, Shabbat 31a)

ISLAMISMO - Nenhum de vós será crente enquanto não desejar para seu irmão o que deseja para si mesmo. (Sunan)

CRISTIANISMO - Tudo o que vós quereis que os homens vos façam fazei-lho também vós, porque esta é a Lei e os Profetas. (Mateus 7,12)




Amigos e Filósofos-Visitantes...

• O mundo seria melhor se seguíssemos estas regras morais?
• Suas ações pessoais passam perto ou longe destes conceitos?
• É mais fácil fazer a Caridade material ou a Caridade moral?




EM TEMPO!!!

Estou em falta com as visitas, mas regularizando... Não esqueçam de anotar seus links após os comentários, para minha carinhosa retribuição!

Alguns recados do post anteriores não apareceram até o presente momento, mas consegui visualizá-los durante a edição do post. Obrigada amigos!

Abraços fraternos!




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enviada por Vania


21/03/2006 10:32

QUEM SABE NÃO PERDOA

O homem aproximou-se do espinheiro. Ergueu a mão para tocá-lo e um "ai!" de dor brotou de seus lábios. Um rubi de sangue brilhou no seu dedo. O homem limpou o sangue e disse fitando o espinheiro: - Eu te perdôo!

Admirei e louvei dentro de mim aquele homem que possuía o doce dom de perdoar.

E aconteceu que veio outro homem. Parou junto ao espinheiro, ergueu a mão para tocá-lo, e o espinho o picou. O homem limpou a ferida, contemplou com amor o espinheiro, e não disse "Eu te perdôo!". Tive, então, este pensamento: "O primeiro homem era um santo: sabia perdoar! Este outro não sabe!".

Mas o meu Senhor, interrompendo a minha cisma, disse:

- Quem não sabe é você!
- Como, Senhor? Então aquele homem...
- Sim, é um santo, porque perdoou quando foi preciso!
- E o segundo?
- É mais santo ainda, porque não tem necessidade de perdoar.

E como eu ficasse perplexo, com o olhar perdido na incompreensão e na dúvida, o Senhor me disse:

- O espinheiro fere, porque é espinheiro. Ainda que ele quisesse jamais poderia perfumar. O primeiro homem sentiu a dor da picada, e como não sabia nada, atribuiu a culpa ao espinheiro. Mas, como era puro de coração, perdoou. O outro homem sentiu a mesma dor, mas como sabia que todo espinheiro fere, pois o espinheiro é assim, não se sentiu ofendido. E como nada tinha a perdoar, não perdoou.

Desde então sofro menos quando os espinhos me ferem. Dói-me na alma a ferida, mas minha alma sabe que não há ofensa. E como não há ofensa, não há perdão. É assim que do meu peito brota um piedoso amor pelo espinho que não chegou a ser flor. Meu sofrimento se transforma em ternura porque já aprendi a não perdoar!

(Santiago Argüello)




Sabemos que perdoar não é fácil, mas porque?
Acredito em algumas respostas:

Não perdoamos porque:

* esquecemos que também erramos e necessitamos perdão.
* não compreendemos que cada um só dá do que possui.
* nosso orgulho é grande, e sente-se humilhado facilmente.
* nosso egoísmo só vê a própria dor, não a alheia.
* não cremos que Deus é justo, absorvemos o direito de cobrar o outro.
* não cremos que Deus é Pai, pois destratamos nossos irmãos.
* não sabemos amar, porque o verdadeiro amor não se ofende nem julga.
* esquecemos de fazer ao próximo o que gostaríamos que nos fizessem.




Amigos e Filósofos-Visitantes...

• Vocês já conseguiram perdoar?
• Este perdão foi sincero?
• Esqueceram a ofensa recebida?
• Não se regojizaram quando o outro sofreu também?
• Conseguiram avaliar a situação em que o outro estava ao errar?
• Se sim, agiriam diferente dele? Com certeza?
• Lembraram que também necessitaram do perdão alheio em algum momento?
• Avaliaram as lições de Jesus a respeito, neste contexto?
• Acreditam que perdoar é a mesma coisa que esquecer?





Boas reflexões!
E será muito bom se as dividirem conosco...





Ao comentar, lembrem de registrar o link do blog ou e-mail (abaixo do comentário) para retribuirmos a visita.

Grande abraço!



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enviada por Vania


02/03/2006 11:20


CRISTO ESPERA POR TI



Com grande freqüência, ao analisar a vida humana, nos focamos em suas mazelas, limitações, defeitos, dificuldades e sofrimentos. Quase sempre esquecemos de quem somos criação, constantemente nem pensamos ter um valor real, um objetivo de vida mais amplo.

Ao ler o texto abaixo, imediatamente veio-me a vontade de dividi-lo com os filósofos-amigos. Ele nos estimula a reconhecer em nós o valor intrínseco que temos e, a partir daí, a agir no bem, pois diferentemente do que possa parecer, nós podemos mudar o mundo.

Convido-os a ler. Mais que isso. Convido-os a refletir, trazendo a nós que partilhamos deste cantinho, suas opiniões, conclusões. Se todos podemos mudar o mundo, também podemos começar já, auxiliando os outros com nossas análises e experiências.

De minha parte, confesso que ainda tenho dificuldade de reconhecer o meu valor perante Deus. Mas, felizmente, já me integrei às fileiras dos que não jazem estacionados, esperando o universo conspirar por eles, procurando eu mesma, fazer parte desta conspiração.

Grande abraço, cheio de amizade e carinho!




Todas as criaturas são iguais perante o Princípio dos Princípios e o Fim dos Fins: guardam idênticos direitos, obrigam-se aos mesmos deveres, todavia, são diferentes em si, nas tendências e aptidões.

À vista disso, és uma individualidade, um ser único: reténs características particularíssimas que te distinguem de todas as demais criaturas diante de Deus (...).

Já pensaste nisso?

Somos, cada um de nós, criação personalíssima do Pai, como jamais existiu, não existe e nem existirá nenhuma outra, em qualquer parte do Existente. Por isso, nunca serás demais no mundo. Vives predestinado por Deus a um lugar definido, a um posto definidamente reservado na Vida Universal.

Não só do Criador, mas também de ti depende o equilíbrio do Universo. Se desaparecesses haveria uma lacuna impreenchível (...).Já ponderaste no valor que te foi atribuído?

Existes, eis a verdade mais próxima.
E tens qualidades únicas.

Não te perturbes ao sopro da adversidade! A Sabedoria Eterna te garante para que possas suportar muito mais e vencer. Não te rendas aos golpes do desencanto! Possuis em ti potencialidades imensas para alcançar vitórias sempre maiores.

A Humanidade não te dispensa, o progresso terrestre carece de tua colaboração, a evolução das almas te exige os esforços. Podes alterar, melhorando, centenas de destinos. Já refletistes nessa realidade?

Não te amesquinhes na inutilidade, não te inferiorizes no desânimo!

O que admiras? Monumentos? Descobertas? Invenções? Obras-primas? Não te confundas! Tudo isso começou em vidas iguais ou piores que a tua vida de hoje!

O que lastimas? Cansaço? Ignorância? Doença? Incompreensão? Necessidades? Não te compliques! Existe normalidade em tudo isso e o que haverá de estranhável, em qualquer circunstância, será tão-somente o teu mundo íntimo; oferece de ti algo de bom, expondo-te aos outros: compreende, perdoa, ensina, ajuda, trabalha.

Foste criado e colocado na vida por Deus e Deus não se engana!


Trecho do livro CRISTO ESPERA POR TI
De Honoré de Balzac (Espírito), por Waldo Vieira (Médium)



Obrigada pelo carinho e atenção!

Comentem, por favor! E ao fazê-lo, lembrem de registrar o link do blog ou e-mail (abaixo do comentário) para retribuirmos a visita.

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enviada por Vania


04/02/2006 11:27

AMARGO SUICÍDIO

Todo suicida presume que a morte é o fim do amargor,
sem saber que o desespero é a porta para outra dor.
(Casimiro Cunha)




SUICIDIO: ato de matar a si próprio.
SUICIDA: todo aquele que comete o ato de se matar.




CAUSAS IMEDIATAS

Muitas vezes suportamos golpes duros, mais graves, no entanto sucumbimos a questões que um pouco mais de tolerância ou paciência colocariam sob sua perspectiva verdadeira. Problemas financeiros, amorosos, de consciência são considerados causas imediatas. Estas causas são sempre secundárias, como uma gota d’água a transbordar o copo.

Se questionarmo-nos quais mágoas nos atingiram duramente há um ano, ou três, ou cinco, por exemplo, não é certo que mesmo as mais graves não nos ferem como antes? E se, mudando o foco para o tempo presente, perguntarmo-nos: “que diferença isso fará daqui a dez anos?”, perceberíamos o verdadeiro valor daquele mal que nos assola.

Muitos fatos que consideramos fundamentais para nossa infelicidade são apenas fatos exaltados pela imaginação, pelo cansaço, pelas paixões ou pelo simples desconhecimento da verdade.




CAUSAS PROFUNDAS

São geradas pelo que se considera como “ilusão do suicida”: a ignorância do homem diante de sua natureza espiritual.

O suicídio é uma tentativa de fuga: de situações embaraçosas, de desgostos, de pessoas, de mágoas que não se sente coragem de suportar, de si mesmo. Ora, sendo (como somos) espíritos imortais, a morte do corpo físico não nos traz o fim, mas a continuação da vida, e com ela... a continuação do que somos e sentimos.

Nem mesmo a busca da morte para reencontrar amados que partiram antes, transforma-se em alegria. Deus não pode premiar aqueles que desertaram da vida por falta de resignação. A morte do suicida para reencontrar um ser amado só o afasta dele por mais tempo, fazendo ambos sofrerem mais. Isso se chama justiça, pois todos perdem entes queridos, aguardando o dia em que a lei divina os reaproximará.

Mas como ter tanta certeza de que a vida continua? Muitas respostas cabem aqui: a intuição inata da divindade, perfeita em seus atributos de amor, justiça e bondade; fé; comprovação científica; raciocínio filosófico; a lógica, afirmações de Jesus... Na prática, no entanto, pessoas de todas as épocas, religiões e lugares já tiveram oportunidade de contatar seus entes queridos que partiram através da porta da morte.

Com o desencarne (*), algo deixa o corpo: seu princípio imaterial, o Espírito. Sendo a parte inerte só matéria, com o desgaste da matéria o espírito liberta-se mas não deixa de existir.

Uma vez que o espírito é imortal (quão injusto seria Deus se não fosse!), a morte não modifica o que somos; mágoas e sofrimentos são carregados através da morte tanto quanto sentimentos de paz, alegria, amor.

Não podendo fugir, pois o nada não existe, o espírito do suicida encontra-se mais uma vez frente a frente com seus sentimentos dolorosos, sua consciência culpada pela deserção da vida, dores triplicadas pela morte violenta, as quais também refletem no perispírito (*). A dor enfrentada na vida do corpo acaba com a morte natural. Mas a dor moral do suicida a ele parece infinita e superlativa.

Já no ato da morte há o agravamento dos problemas íntimos, motivado pela imediata consciência de que não existe o nada, pelo desperdício de valiosa oportunidade de evolução, pela mágoa de pessoas que o amavam, pela destruição de um patrimônio emprestado pelo Criador, percebendo tarde demais que seus motivos necessitavam apenas de um pouco mais de persistência, resignação e fé.

O suicida é uma pessoa egoísta. Egoístas, de certo modo, todos ainda somos, mas no suicida este defeito moral é patente: só pensa em si, no seu mal estar, na sua miséria, na sua dor, no seu medo, na sua angústia, na sua falta de saída aparente; enfim, não vê o outro, não pensa nos sentimentos dos outros, não vê nada além de si e de sua dor. Todo aquele que ousar sair de si em meio a uma tempestade moral passageira, verá que há dores maiores, mais pungentes, e que deve confiar mais na sabedoria das leis divinas, que lhe deu provas suportáveis.

Ora... Existindo Deus, existe justiça. Existindo justiça, não há quem sofra sem merecer, mesmo que a lei de misericordioso esquecimento nos faça não recordar tais motivos enquanto encarnados (*). Deus jamais cobraria algo daquele que não deve à sua Lei.

Desta forma, interferindo violentamente no mecanismo das leis supremas, o suicídio agrava os problemas em vez de resolvê-los. Todas as religiões condenam essa loucura abominável.




SUICIDIO CONSCIENTE OU INCONSCIENTE

SUICIDIO CONSCIENTE é aquele em que a pessoa toma a decisão de se matar, pega um instrumento qualquer e agride seu corpo perdendo a vida corporal. Este tipo de violência rompe abruptamente com o cordão que liga o espírito ao corpo, geralmente no auge da vitalidade, trazendo graves reflexos a seu perispírito.

SUICIDIO INCONSCIENTE é aquele cometido por milhões de pessoas diariamente, ao fazer violências e abusos contra seu corpo físico. Alcoolismo, tabagismo, drogas, excessos alimentares, sexuais, são considerados tipos de suicídio, uma vez que estas ações humanas lesam, desgastam a energia vital, alterando o prazo de vida física, antecipando a morte.

Em qualquer situação, mas sempre de acordo com o grau de conhecimento e intenção, o suicídio é sempre um crime de lesa-natureza, um ato imponderado, do qual todo aquele que ousa praticar muito se arrependerá.

O tema é vasto, há livros, exemplos, explicações que não cabem em tão exíguo espaço. Mas nos vemos obrigados pela consciência a trazer este assunto a tona, para alertar que nenhuma dor na terra é tão amarga quanto a dor do espírito do suicida.

Ninguém burla a Lei divina. O que plantarmos, colheremos; portanto, não adianta queremos fugir dos compromissos assumidos.




Se a dor o visita. Se o desespero o busca. Se a vontade de desistir tem sido forte. Se se sente desamado. Se a fé lhe é fraca. Lembra que Deus nos deu o dom da Caridade. Através da Caridade saímos do egoísmo que nos sufoca e deixamos de tanto sofrer.

Emmanuel, espírito de escol que orientava Francisco Cândido Xavier, nos diz que:

Caridade é, sobretudo, amizade.
Para o faminto -- é o prato de sopa.
Para o triste -- é a palavra consoladora.
Para o mau -- é a paciência com que nos compete auxiliá-lo.
Para o desesperado -- é o auxílio do coração.
Para o ignorante -- é o ensino despretencioso.
Para o ingrato -- é o esquecimento da ingratidão.
Para o enfermo -- é a visita pessoal.
Para o estudante -- é o concurso no aprendizado.
Para a criança -- é a proteção construtiva.
Para o velho -- é o braço irmão.
Para o inimigo -- é o perdão.
Para o amigo -- é o estímulo.
Para o transviado -- é o entendimento.
Para o orgulhoso -- é a humildade.
Para o colérico -- é a calma.
Para o preguiçoso -- é o trabalho.
Para o impulsivo -- é a serenidade.
Para o leviano -- é a tolerância.
Para o deserdado da Terra -- é a expressão de carinho.

Caridade é amor, em manifestação incessante e crescente. É o sol de mil faces, brilhando para todos, e o gênio de mil mãos, amparando, indistintamente, na obra do bem, onde quer que se encontre, entre justos e injustos, bons e maus, felizes e infelizes, porque, onde estiver o Espírito do Senhor aí se derrama a claridade constante dela, em benefício do mundo inteiro.



Ao invés de fugir da vida para encontrar o sofrimento pelas portas da morte antecipada, abracemos a vida, para viver mais, evoluir mais, amando mais, pois Deus conta com todos nós.




SE VOCÊ TEM TENDÊNCIAS SUICIDAS, ou conhece alguém que tenha, procure já um amigo, alguém em quem confie. Existe também um serviço chamado Centro de Valorização da Vida, o CVV, sem caráter religioso mas com profundo amor pela vida humana. Mais informações através do link: http://www.cvv.com.br.




(*) Explicações:

* O Livro dos Espíritos, questão 135, nos explica que o homem é formado de três partes essenciais: CORPO , ALMA e PERISPÍRITO.

* ALMA: espírito encarnado.

* PERISPÍRITO: princípio intermediário, substância semimaterial que serve de primeiro envoltório ao Espírito e liga a alma ao corpo.

* ENCARNADO: que vive no corpo físico, pessoa viva.

* DESENCARNADO: que vive fora do corpo físico, espírito.

* DESENCARNE: morte física.




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enviada por Vania


13/01/2006 13:43

Depois de muita dor de cabeça, muitas tentativas para consertar o Viagens, com a ajuda imprescindível do amigo André Luiz do Espírita.com, consegui finalmente fazer o Viagens funcionar novamente. A causa do problema foi um pouco do Blig, e muito do meu PC... Portanto, nada de template bonito!

Enfim, ficarei neste mesmo endereço por mais um tempo. Peço desculpas pelo transtorno, e peço também que os amigos que linkaram o Viagens no Aol retornem ao Blig, por favor.

Continuem conosco para o que der e vier de bom em 2006!






O SENTIDO DA PRECE

As religiões incentivam seus seguidores a orar. Ensinam preces, roteiros, fórmulas, de modo que, ao repeti-las, quem ora seja ouvido por Deus, ou por algum espírito de sua devoção que O represente.

PRECEé o ato da comunicação do homem com Deus, ou com seres espirituais aos quais devote confiança e submissão.

Através da preceLOUVAMOS a Deus, reconhecendo sua bondade, perfeição e justiça; AGRADECEMOS por tudo quanto recebemos e possuímos; e PEDIMOS o que consideramos necessário para nossa existência material, física e espiritual.

A prece só atinge seus objetivos através da elevação do pensamento; se dissermos palavras decoradas como fórmulas, sem sentimento, não importa quanto as repetimos, não seremos ouvidos.

Os Espíritos dizem sempre que "a forma nada vale, o pensamento é tudo. Ore, pois, cada um segundo suas convicções e da maneira que mais o toque. Um bom pensamento vale mais do que grande número de palavras com as quais nada tenha o coração."

Qualquer modelo de oração tal como ofertou-nos Jesus, tem como meta somente auxiliar na compreensão do melhor modo de comunicarmo-nos com o Pai Maior, facilitando também para aqueles que tem dificuldade de expressar-se. Assim, nem mesmo o Pai Nosso, ensinado por Jesus, se repetido pela boca sem participação do coração, terá algum valor espiritual.

O Espiritismo reconhece como boas as preces de todos os cultos, quando ditas de coração e não de lábios somente. Nenhuma impõe, nem reprova nenhuma. Deus, segundo ele, é sumamente grande para repelir a voz que lhe suplica ou lhe entoa louvores, porque o faz de um modo e não de outro. (Evangelho Segundo O Espiritismo, cap XXVIII, Preâmbulo).

Preces devem ser compreensíveis (idioma próprio, palavras simples, forma objetiva e sincera). Cada palavra deve despertar uma idéia, pôr em vibração uma fibra da alma, deve fazer refletir. Somente assim a prece alcançará seu objetivo ou não passará de ruído, onde os lábios mexem, mas o pensamento permanece intocado pela fé.


É pelo pensamento que nos colocamos em sintonia com outros seres, tanto encarnados como desencarnados. Por intermédio de nossas ondas mentais, podemos auxiliar e ser auxiliados pelas outras mentes que entram em contato conosco. Assim, o melhor meio de orar é dizendo (ou pensando) o que o sentimos, não importando a hora, o local, a posição, o vestuário, nem necessitando que seja repetida muitas vezes.

Seguindo o sábio conselho de Jesus, ORAR E VIGIAR, nos fortalecemos para enfrentar as dificuldades da vida encarnada (no corpo físico).

ORANDO nos vinculamos a energias do Bem, enviadas a nós em nome de Deus, por amigos da espiritualidade. Enfrentamos com mais coragem as provas cotidianas, vemos com mais clareza as oportunidades de melhoria material e moral.

VIGIANDO (ação) contribuímos com esta proteção, minimizando a atuação do mal em nós, mal este que pode vir tanto de dentro (através de nossas más tendências) quanto de fora de nós (através dos sentimentos inferiores provocados por irmãos espirituais ainda afastados de Deus, como pelos que caminham conosco na jornada da vida, pelos meios de comunicação, etc).



Para refletir:

* Você faz preces diárias?
* Já percebeu que era ouvido quando sentia a oração?
* Acredita que a simples repetição de palavras faz Deus ouvi-lo melhor?



Obrigada pela presença amiga!

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enviada por Vania


14/12/2005 18:20

QUANDO JESUS NASCEU?
(Baseado em texto de Chico Xavier)

SE PERGUNTÁSSEMOS a Maria de Magdala, quando nasceu Jesus, ela nos responderia:
- Nasceu certa vez que sua doce voz despertou em mim a sensação de uma vida nova com a qual até então jamais sonhara.

SE PERGUNTÁSSEMOS a Francisco de Assis quando nasceu Jesus, ele nos responderia:
- Nasceu no dia em que entreguei minha bolsa, minhas roupas e meu nome para segui-lo incondicionalmente, pois sabia que somente ele é fonte inesgotável de amor.

SE PERGUNTÁSSEMOS a Pedro quando nasceu Jesus, ele nos responderia:
- Nasceu na noite em que o galo cantou pela terceira vez, no momento em que eu o havia negado. Foi nesse instante que acordou minha consciência para a verdadeira vida.

SE PERGUNTÁSSEMOS a Paulo de Tarso, quando nasceu Jesus, ele nos responderia:
- Nasceu quando, envolvido por intensa luz que me deixou cego, pude ver a figura nobre e serena que me perguntava “- Saulo, Saulo porque me persegue?” E na cegueira passei a enxergar um mundo novo, e eu lhe disse: - Senhor o que queres que eu faça?

SE PERGUNTÁSSEMOS a Joana de Cusa quando nasceu Jesus, ela nos responderia:
- Nasceu no dia em que, amarrada ao poste do circo em Roma, ouvia o povo gritar “negue!”, o soldado com a tocha acesa a dizer-me “- Este teu Cristo ensinou-lhe apenas a morrer?” e sentindo o fogo subir pelo meu corpo, pude com sinceridade responder: “- Não, Jesus ensinou-me também a amá-lo”.

SE PERGUNTÁSSEMOS a Tomé quando nasceu Jesus, ele nos responderia:
- Nasceu no dia inesquecível em que me pediu para tocar suas chagas e me foi dado testemunhar que a morte não tinha poder sobre o filho de Deus. Só então compreendi o sentido de suas palavras “- Sou o caminho, a verdade e a vida”.

SE PERGUNTÁSSEMOS à mulher da Samaria quando nasceu Jesus, ela nos responderia:
- Jesus nasceu junto à fonte de Jacob na tarde em que me pediu de beber e me disse “- Mulher eu posso te dar a água viva que sacia toda a sede, pois vem do amor de Deus e santifica as criaturas”. Naquela tarde soube que Jesus era realmente um profeta de Deus e lhe pedi “- Senhor, dá-me desta água”.

SE PERGUNTÁSSEMOS a João Batista quando nasceu Jesus, ele nos responderia:
- Nasceu no instante em que, chegando ao rio Jordão, pediu-me que o batizasse. E ante a meiguice do seu olhar e a majestade da sua figura compreendi que chegara o momento de ele crescer e eu diminuir, para a glória de Deus.

SE PERGUNTÁSSEMOS a Lázaro quando nasceu Jesus, ele nos responderia:
- Nasceu na tarde em que visitou o meu túmulo e disse: “- Lázaro! Levanta”. Neste momento compreendi finalmente quem Ele era... A Vida!

SE PERGUNTÁSSEMOS a Judas Iscariotes quando nasceu Jesus, ele nos responderia:
- Nasceu no instante em que eu assistia a seu julgamento e condenação, e compreendi que Jesus estava acima de todos os tesouros terrenos.

SE PERGUNTÁSSEMOS a Bezerra de Menezes quando nasceu Jesus, ele nos responderia:
- Nasceu no dia em que um homem se aproximou dizendo “- Vim devolver-lhe o abraço que me deste em nome de Maria, porque renovei minha fé e a confiança em Deus”. Foi naquele instante que percebi a Sua misericórdia e o Seu imenso amor pelas criaturas.

SE PERGUNTÁSSEMOS a Maria de Nazaré quando nasceu Jesus, ela nos responderia:
- Nasceu quando o segurei em meus braços pela primeira vez e senti se cumprir a promessa de um novo tempo através daquele Menino que Deus enviara ao mundo, para ensinar aos homens a lei maior do amor.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

E SE NOS PERGUNTÁSSEMOS:

Para mim, quando Jesus nasceu?
E se descobrirmos que ele ainda não nasceu?


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PARA MIM Jesus nasceu quando eu tinha 12 anos, e comecei a questionar a fé que sentia. Eu O encontrei em um livro chamado “Lindos Casos de Chico Xavier” . Neste livro conheci Jesus, pois cada fato narrado da vida de Chico Xavier demonstrava a coragem, a simplicidade, o amor, o desprendimento, a humildade, a certeza, a alegria em servir.

A vida de Chico me ensinou que Jesus está mais próximo do que pensamos, e que podemos ser discípulos de Jesus a qualquer tempo e em qualquer lugar. E neste dia, embora na infância do corpo material que Deus me emprestou, meu espírito imortal conheceu e permitiu que Jesus nascesse. Desde então, abracei o Espiritismo como o caminho, entre tantos, de manter-me a aproximar-me deste Irmão Maior que amo e, através Dele, de Deus!

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É época de Natal. O Natal é um símbolo que nos remete a reflexões íntimas, se formos corajosos para fazê-las. Perguntar quando Jesus nasceu em nós e responder como reconhecemos Jesus agindo em e através de nós, é algo que só espíritos corajosos - que buscam em si a essência do Amor - procuram fazer.

Jesus nasce a cada dia nos corações humanos, quando tocados pela sua sublime e singela energia de amor. Não importa quantos enganos já cometemos, quantos cometeremos ainda, importa deixar Jesus nascer em nós, para que sejamos capazes de, pouco a pouco, tornarmo-nos seus discípulos, corrigindo-nos e transformando-nos em luzes ambulantes iluminando vidas por onde passamos.

Feliz NATAL amigos, obrigada pela companhia durante este ano!

Que possamos continuar filosofando juntos em 2006, fortalecendo-nos mutuamente, na troca construtivas de idéias, ideais, conhecimentos, reflexões, ampliando a consciência e o valor de nossas vidas neste mundo.

Espero-os em 2006 com o mesmo empenho e carinho!


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enviada por Vania


29/11/2005 11:07

OS SETE PECADOS CAPITAIS

Certo dia um casal encontrou pessoas dentro de sua casa. Assustaram-se, acharam que eram ladrões, mas um deles lhes disse:

- Calma! Somos velhos conhecidos, estamos em toda parte do mundo. Viemos para que vocês escolham um de nós para sair definitivamente de suas vidas.
- Mas quem são vocês? – pergunta a mulher.

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- EU SOU A PREGUIÇA – responde um homem forte e saudável, com corpo de halterofilista.
- Como pode ser, se tem um corpo de atleta, de quem faz muitos esportes? – pergunta a mulher.
- A preguiça é forte como um touro, e pesa toneladas nos ombros dos preguiçosos, com ela ninguém pode chegar a ser um vencedor.

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Uma mulher velha, encurvada, com a pele muito enrugada e que mais parecia uma bruxa diz:

- EU SOU A LUXÚRIA, meus filhos.
- Não é possível! – diz o homem. Você não pode atrair ninguém com essa feiúra.
- Não há feiúra para a luxúria, queridos. Sou velha porque existo há muito tempo entre os homens; sou capaz de destruir famílias inteiras, perverter crianças e trazer doenças para todos, até a morte. Sou astuta e posso me disfarçar no mais belo ser humano.

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Um mal cheiroso homem, vestindo trapos de roupas, que mais parecia um mendigo, diz:

- SOU A COBIÇA. Por mim, muitos já mataram, abandonaram famílias e pátrias, sou tão antigo quanto a luxúria, mas não dependo dela para existir.

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- SOU A GULA – diz uma lindíssima mulher, com corpo escultural e cintura finíssima, cujos contornos eram perfeitos e tudo no corpo dela tinha harmonia de forma e movimentos.
- Mas sempre pensei que a gula fosse gorda! – disse a mulher.
- Sou bela e atraente porque se assim não fosse, seria muito fácil livrarem-se de mim. Minha natureza é delicada, normalmente sou discreta, quem tem a mim não se apercebe, mostro-me sempre disposta a ajudar na busca da luxúria.

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Sentado em uma cadeira ao canto da casa, um senhor bem idoso, com o semblante sereno, voz doce e movimentos suaves diz:

- SOU A IRA. Alguns me conhecem como Cólera. Tenho muitos milênios também. Não sou homem, nem mulher, assim como meus companheiros que aqui estão.
- Ira??? Parece mais o vovô que todos gostaríamos de ter! – diz o dono da casa.
- E a grande maioria tem me tem, responde o vovô. Matam com crueldade, provocam brigas horríveis e destroem cidades quando me aproximo. Sou capaz de eliminar qualquer sentimento diferente de mim, posso estar em qualquer lugar e penetrar nas mais protegidas casas. Mostro-me calmo e sereno para mostrar-lhes que a ira pode estar no aparentemente manso. Posso também ficar contido no íntimo das pessoas sem me manifestar, provocando úlceras, câncer, e as mais temíveis doenças.

* * *

- SOU A INVEJA. Faço parte da história do homem desde a sua criação – diz uma jovem que ostentava uma coroa de ouro cravada de diamantes, usava braceletes de brilhantes e roupas de fino tecido, assemelhando-se a uma princesa rica e poderosa.
- Como? Mas se é rica, bonita e parece ter tudo o que deseja... diz a mulher da casa.
- Há os que são ricos, os que são poderosos, os que são famosos e os que não são nada disso, mas estou entre todos. A inveja surge pelo que não se tem e o que não se tem é a felicidade. Felicidade depende de amor, e isso é o que mais falta na humanidade. Onde estou está também a Tristeza.

* * *

Enquanto os invasores se explicavam, um garoto que aparentava cerca de cinco anos, brincava pela casa. Sorridente, de aparência inocente como toda criança, sua face delicada mostrava jovialidade e olhos vívidos.
- E você, garoto, que faz junto a esses que parecem ser a personificação do mal? - pergunta o homem.

O garoto responde com um sorriso largo e um olhar profundo:

* * *

- SOU O ORGULHO...
- Orgulho? Mas você é apenas uma criança! Tão inocente!

O semblante do garoto tomou um ar de seriedade que assustou o casal, e disse:
- O orgulho é como uma criança mesmo, mostra-se inocente e inofensivo, mas não se enganem, sou tão destrutível quanto todos aqui. Querem brincar comigo?

* * *

A Preguiça interrompe a conversa e diz:
- Vocês devem escolher quem de nós sairá definitivamente de suas vidas. Queremos uma resposta. Têm 10 minutos para pensar.

O casal se dirige para o quarto, fazem várias considerações e retornam.
- E então, pergunta a Gula.
- Decidimos que queremos que o Orgulho saia de nossas vidas.

O garoto dá um olhar fulminante para o casal, pois queria continuar ali. Porém, respeitando a decisão, dirige-se à saída. Em silêncio, os outros iam acompanhando o garoto, quando o homem pergunta:
- Ei! Mas vocês também vão embora? Porque?

O menino, agora com ar severo e voz forte de um orador experiente, diz:

Onde não há Orgulho, não há Preguiça, pois os preguiçosos são aqueles que se orgulham de nada fazer para viver, não percebendo que na verdade vegetam.

Onde não há Orgulho, não há Luxúria, pois aqueles que alimentam a luxúria são os orgulhosos que corrompem e se corrompem por vaidade.

Onde não há Orgulho, não há Cobiça, pois os cobiçosos têm orgulho das migalhas que possuem, juntando tesouros na terra e invejando a felicidade alheia, não percebendo que são meros instrumentos do dinheiro, não possuem, são possuídos.

Onde não há Orgulho, não há Gula, pois os gulosos se orgulham de suas condições e jamais admitem que o são, arrumam desculpas para justificar a gula, não percebendo que, na verdade, são marionetes do desejo.

Onde não há Orgulho, não há Ira, pois os irados atacam com facilidade àqueles que, segundo o próprio julgamento, não são perfeitos, não percebendo que na verdade sua ira é resultado de suas próprias imperfeições.

Onde não há Orgulho, não há Inveja, pois os invejosos sentem o orgulho ferido ao verem o sucesso alheio, seja ele qual for, precisam constantemente superar os demais nas conquistas, não percebendo que, na verdade, são ferramentas da insegurança.

* * *

Saíram todos sem olhar para trás, e ao baterem a porta, um fulgurante raio de luz invadiu o recinto...

* * *

PARA NOSSA REFLEXÃO:

* Que outros vicios morais temos, vinculados ao orgulho?
* Que descobrimos sobre nós mesmos, com esta fábula?
* Se fosse conosco, quem teríamos escolhido para sair de nossas vidas?
* Dominamos ou somos dominados por nossos defeitos?

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enviada por Vania


01/11/2005 13:27

HIPOCRISIA E DESCULPISMO

- (...) Quantos pretextos são inventados pelas criaturas terrestres por fugir ao testemunho da verdade divina, nas tarefas que lhes são próprias. Os mordomos da responsabilidade alegam excesso de deveres, os servidores da obediência afirmam ausência de ensejo. Os que guardam possibilidades financeiras montam guarda ao patrimônio amoedado, os que receberam a benção da pobreza de recursos monetários aconselham-se com a revolta. Os moços declaram-se muito jovens para cultivar as realidades sublimes, os mais idosos afirmam-se inúteis para servi-las. Os casados reclamam quanto à família, os solteiros queixam-se da ausência dela. Dizem que os doentes não podem, comentam os sãos que não precisam. Raros companheiros encarnados conseguem viver sem a contradição.

(Espírito André Luiz, em “Os Mensageiros”, psicografia de Francisco Cândido Xavier)

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Quase todo mundo possui um tipo de fé que os leva a ponderar a existência de um Criador. Com esta concepção, encerra-se a ingênua idéia de uma vida sem sentido, resultante do acaso, como também acaba a ilusória gestão do acaso na existência de situações de “sorte” ou “azar” em nossas vidas.

Antes de nascer nos comprometemos em progredir moral e intelectualmente. Definimos metas, provas e expiações que nos ensinam a ser melhor, para que, ao retornar ao lar espiritual, pudéssemos fazê-lo com méritos, e não como um favor recebido por piedade divina.

À parte do fato de quem nem todos crêem em reencarnação, e em salvação pelo esforço próprio, cremos que quase todos reconhecem a existência de Deus, Ser de ilimitada bondade, sabedoria e justiça e, assim, têm que ter em mente, e nas mãos, o trabalho no bem, o qual constrói vidas e sociedades melhores.

Devemos preocupamo-nos com questões transcendentes, mas não esqueçamos coisas elementares.

A honestidade é uma das primeiras virtudes a serem conquistadas por quem deseja evoluir em moral, na paz e na felicidade. O céu é um estado de consciência, de harmonia com as leis divinas. Mas não há harmonia sem o rigoroso atendimento dos próprios deveres. Ser honesto implica demonstrar lealdade em todos os aspectos da existência. O homem honesto realiza as tarefas que lhe cabem, com ou sem testemunhas. Ele não inventa desculpas para avançar sobre o patrimônio do vizinho.

A sociedade vive uma grande crise ética. Ao tempo em que demonstram indignação com a desonestidade alheia, os indivíduos são, com freqüência, desleais em seus negócios particulares. Muitas vezes, quem reclama dos políticos não paga corretamente seus impostos. Inúmeros estudantes bradam contra a falta de ética de governantes e empresários, mas colam nas provas e copiam as tarefas dos colegas.

Esse gênero de conduta sinaliza apenas hipocrisia, desculpismo nas próprias falhas, observando e criticando somente as falhas alheias.

Como afirmou Jesus, é necessário dar a César o que é de César. Ao agir honestamente, ninguém faz mais do que a obrigação. Mas não há como desenvolver harmonia espiritual se nem a honestidade ainda foi assimilada. É paradoxal fazer caridade sem pagar as próprias contas. A torpeza dos outros não nos serve de desculpa.

Antes de nos preocuparmos com a ausência de ética alheia, analisemos nosso próprio modo de viver.

Temos condições de assumir tudo o que fazemos e dizemos? Não usamos de desculpas para agir com hipocrisia, para não focar atenção no nosso crescimento moral e espiritual? Se assim não é, por que tanta inquietação com as ações que julgamos erradas nos outros?

Todos estamos sujeitos a dar um passo em falso. E por isso devemos, no mínimo, entender quando isso acontece. Se todo mundo erra, temos mais motivos para a tolerância e o perdão. E se ninguém é perfeito, mais razão para entender as imperfeições alheias.

A terra é uma escola de aperfeiçoamento da humanidade. Por essa razão, vale a pena prestar atenção no seu aproveitamento pessoal, e deixar aos outros o dever de cuidar dos próprios atos. Pois a cada vez que deixamos o corpo físico, pela desencarnação, uma nova avaliação é feita e todos, sem exceção, receberemos conforme nossas obras.

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Certa vez um discípulo rogou, emocionado, a seu mestre:

- Senhor, quando identificarei a plenitude da paz e da felicidade, vivendo neste mundo atribulado de enfermidades e violências?

O mestre, compassivo, respondeu:

- Quando puderes ver com a suavidade do meu olhar as mais graves ocorrências, sem julgamento precipitado; quando lograres ouvir com a paciência da minha compreensão generosa; quando puderes falar auxiliando, sem acusação nem desculpismo; quando agires com misericórdia, mesmo sob as mais árduas penas e prosseguires sem cansaço no caminho do bem entre espinhos pontiagudos, confiando nos objetivos superiores, te identificarás comigo e gozarás de felicidade e paz.

O aprendiz ouviu, meditou, e, levantando-se, partiu pela estrada do serviço ao próximo, disposto a conjugar o verbo amar, sem cansaço, sem ansiedade e sem receio.


(Post baseado em reflexões do site Momento Espírita).

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enviada por Vania


13/10/2005 14:57

A DICOTOMIA DA FÉ

A fé em Deus é sentimento algo comum, habitual, porém de caráter eminentemente espiritual. Ou seja, na teoria quase todos a possuem, mas na prática não. Não importa a religião, Deus e Jesus são dois seres admirados, amados, adorados, um como Pai e Criador, o outro como Irmão e Mestre Maior, e a maioria de nós deseja conquistar um espaço espiritual perto deles.

Porém, dicotomizamos a fé, separando-a da prática. Deixamos de lado esta fé quando se trata de nossas ações, relações, decisões materiais, cotidianas, não importando o quanto pensamos crer. Não seria por esta razão que ainda vivemos em um mundo tão conturbado, egoísta, vingativo e repleto de dores, em vez de amores?

Quando a vida nos coloca em situações onde corremos riscos, somos feridos, magoados, não amados, esquecemos da repercussão necessária da fé na prática e nos colocamos, muitas vezes, na conhecida e antiga postura da Pena de Talião (punição imposta na Antiguidade, pela qual se vingava o delito infligindo ao delinqüente o mesmo dano ou mal que ele praticara). No entanto, fomos advertidos por Jesus a tomar atitudes totalmente diferentes, uma vez que somos todos irmãos, filhos de um Pai Magnânimo que não nos deixa jamais relegados ao abandono, sem cuidados e proteção.

Relembremos, para efeitos de reflexão, algumas passagens onde Jesus nos recomenda o comportamento cristão a seguir:

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* Pedi e se vos dará; buscai e achareis; batei à porta e se vos abrirá; porquanto, quem pede recebe e quem procura acha e, àquele que bata à porta, abrir-se-á. (...) Ora, se, sendo maus como sois, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, não é lógico que, com mais forte razão, vosso Pai que está nos céus dê os bens verdadeiros aos que lhos pedirem? (Mateus, cap. VII, vv. 7 a 11)

* Não julgueis, a fim de não serdes julgados; porquanto sereis julgados conforme houverdes julgado os outros; empregar-se-á convosco a mesma medida de que vos tenhais servido para com os outros. (Mateus, cap. VII, vv. 1 e 2)

* (...) Disseram a Jesus: "Mestre, esta mulher acaba de ser surpreendida em adultério; ora, Moisés, pela lei, ordena que se lapidem as adúlteras. Qual sobre isso a tua opinião?" (...) Ele se levantou e disse: "Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra." (...) Quanto aos que o interrogavam, esses, ouvindo-o falar daquele modo, se retiraram, um após outro, afastando-se primeiro os velhos. Ficou, pois, Jesus a sós com a mulher, colocada no meio da praça. Então, levantando-se, perguntou-lhe Jesus: "Mulher, onde estão os que te acusaram? Ninguém te condenou?" - Ela respondeu: "Não, Senhor." Disse-lhe Jesus: "Também eu não te condenarei. Vai-te e de futuro não tornes a pecar." (João, cap. VIII, vv. 3 a 11)

* Perdoai nossas ofensas, assim como perdoamos a quem nos tem ofendido (Oração Dominical).

* Aprendestes que foi dito: "Amareis o vosso próximo e odiareis os vossos inimigos." Eu, porém, vos digo: "Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam, a fim de serdes filhos do vosso Pai que está nos céus e que faz se levante o Sol para os bons e para os maus e que chova sobre os justos e os injustos. Porque, se só amardes os que vos amam, qual será a vossa recompensa? Não procedem assim também os publicanos? Se apenas os vossos irmãos saudardes, que é o que com isso fazeis mais do que os outros? Não fazem outro tanto os pagãos?" (Mateus, cap. V, vv. 43 a 47.)

* Aprendestes que foi dito: olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal que vos queiram fazer; que se alguém vos bater na face direita, lhe apresenteis também a outra; e que se alguém quiser pleitear contra vós, para vos tomar a túnica, também lhes entregueis o manto; e que se alguém vos obrigar a caminhar mil passos com ele, caminheis mais dois mil. Dai àquele que vos pedir e não repilais aquele que vos queira tomar emprestado. (Mateus, cap. V, vv. 38 a 42)

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Devemos, obviamente, uma explicação a estas máximas evangélicas expostas acima:

Levado o ensino às suas últimas conseqüências, importaria ele em condenar toda repressão, mesmo legal, e deixar livre o campo aos maus, isentando-os de todo e qualquer motivo de temor. Se se lhes não pusesse um freio às agressões, bem depressa todos os bons seriam suas vítimas. O próprio instinto de conservação, que é uma lei da Natureza, obsta a que alguém estenda o pescoço ao assassino. Enunciando, pois, aquela máxima, não pretendeu Jesus interdizer toda defesa, mas condenar a vingança. Dizendo que apresentemos a outra face àquele que nos haja batido numa, disse, sob outra forma, que não se deve pagar o mal com o mal; que o homem deve aceitar com humildade tudo o que seja de molde a lhe abater o orgulho; que maior glória lhe advém de ser ofendido do que de ofender, de suportar pacientemente uma injustiça do que de praticar alguma; que mais vale ser enganado do que enganador, arruinado do que arruinar os outros. E, ao mesmo tempo, a condenação do duelo, que não passa de uma manifestação de orgulho. Somente a fé na vida futura e na justiça de Deus, que jamais deixa impune o mal, pode dar ao homem forças para suportar com paciência os golpes que lhe sejam desferidos nos interesses e no amor-próprio. Daí vem o repetirmos incessantemente: Lançai para diante o olhar; quanto mais vos elevardes pelo pensamento, acima da vida material, tanto menos vos magoarão as coisas da Terra. (O Livro dos Espíritos - CAPÍTULO XII - Amai os vossos inimigos).

Espíritas, jamais vos esqueçais de que, tanto por palavras, como por atos, o perdão das injúrias não deve ser um termo vão. Pois que vos dizeis espíritas, sede-o. Olvidai o mal que vos hajam feito e não penseis senão numa coisa: no bem que podeis fazer. Aquele que enveredou por esse caminho não tem que se afastar daí, ainda que por pensamento, uma vez que sois responsáveis pelos vossos pensamentos, os quais todos Deus conhece. Cuidai, portanto, de os expungir de todo sentimento de rancor. Deus sabe o que demora no fundo do coração de cada um de seus filhos. Feliz, pois, daquele que pode todas as noites adormecer, dizendo: Nada tenho contra o meu próximo. (O Evangelho Segundo o Espiritismo – capítulo X – Bem-Aventurados os Misericordiosos).

E nos momentos de perigo, cujo risco seja a própria vida, o que pensar? O Livro dos Espíritos, na Parte Terceira – capítulo 6 - sobre a Lei de Destruição, nos responde:

Pergunta 761 - A lei de conservação assegura ao homem o direito de preservar sua própria vida; não usa desse direito quando elimina da sociedade um membro perigoso? Há outros meios de se preservar do perigo sem precisar matar. É necessário, aliás, abrir ao criminoso a porta do arrependimento, e não fechá-la.

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Completando nosso raciocínio sobre não separar a fé espiritual das nossas ações na vida material, trazemos Divaldo Pereira Franco, que disse certa vez:

“(...) Nenhuma lei moraliza o crime. Então, a nossa falência é que nos leva a matar, quando o nosso trabalho deveria ser educar e, no caso do delinqüente, reeducar. Quando assumimos - segundo os melhores juristas do mundo - a posição de juízes, e decretamos a pena de morte, demonstramos o nosso ódio e o nosso fracasso: não tendo podido conduzir o indivíduo, vingamo-nos, destruindo-lhe, aparentemente, a vida. Do ponto de vista espírita, na visão cósmica do Espírito, sabemos que a morte não faz cessar a vida e que aquele que recebeu a pena de morte e se libertou da matéria, de maneira nenhuma se extinguiu, ele continua na psicosfera terrestre engendrando crimes e inspirando obsessões ainda mais lamentáveis. O ideal é sempre dignificar a criatura, promovê-la, reeducá-la, no caso do delinqüente, ou educá-la, quando chega às nossas mãos”.

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A dicotomia da fé em nós é transparente, pois ao tomar decisões, esquecemos de aplicar, na prática, os ensinos de Jesus, deixando de lado até mesmo a mais tênue tentativa de fazê-lo, dizendo muitas vezes que “Jesus foi Jesus“...

Entendemos que somos parte de uma civilização, cuja história foi sempre bélica. No entanto, se Deus achou por bem enviar, há mais de 2 mil anos, um Mestre em Amor e Paz, era porque sabia-nos com competência suficiente para aprender suas lições e exemplos, e mudar transformando o “homem velho em homem novo”.

Se temos fé nesta força magnífica e insuperável que é Deus, se possuímos convicção nas palavras de Jesus, será que não podemos nos esforçar um tanto mais, para agir cristãmente, confiando que o Reino que Jesus nos prepara “não é deste mundo”?

Amar é um exercício permanente, que demanda profunda dedicação. Se não somos capazes agora, de sentir com pureza tal sentimento, tentemos de novo. Não conseguiremos pessoalmente, nem mudaremos o mundo sem tentar. Ou será que ficaremos esperando que o Bem aconteça de uma só vez? Como não vai acontecer, ficaremos agindo contra ele?...

Reflitam e DEIXEM SUAS OPINIÕES.
Construam comigo um mundo melhor!


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29/09/2005 12:41

OS SONHOS NA VISÃO ESPÍRITA

Hoje tenho uma história verídica para contar. Embora autorizada, omito nomes por respeito aos envolvidos dos dois planos da vida.

Uma amiga, a qual freqüenta este espaço filosófico, perdeu, há pouco menos de 60 dias, o irmão, que desencarnou ferido criminosamente por terceiros. Naturalmente, por mais fé em Deus que ela possua, veio o sofrimento pela perda, pelo modo da perda, pela desconhecida estrada que seu irmão-filho foi percorrer. Derramou lágrimas. Sentiu preocupações. Teve perguntas sem fim. Permaneceu à busca de respostas. Onde encontrar? A religião nem sempre responde, mas Deus sim. Deus! Este refúgio para onde todos nós nos dirigimos, quase sempre quando não temos outra saída... E buscando Deus, procurou fortalecimento fazendo o Evangelho no Lar.

Esta semana me escreveu, contando um SONHO que teve. Um sonho que lhe proporcionou a paz que necessitava, que ansiava. Um sonho o qual, com a devida permissão, vou dividir com vocês, para depois filosofarmos a respeito.

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Tive um sonho maravilhoso neste final de madrugada. Foi tão vivo, real, que senti como um verdadeiro encontro (1). Sonhei que estava na casa de meus pais, juntando as plantas num canto, para ficar mais fácil molhar (...). Enquanto eu juntava as plantas, ouvi uma risadinha... Virei, e vi meu irmão deitado, apoiado no cotovelo, vestido de branco, um branco tão branco que era até azulado, calça amarrada com cordão na cintura e camisa solta, descalço. Ele me olhava e ria. Parecia bem mais jovem, com uns 20 anos, cabelos curtos caídos na testa (...).

Vendo-o, meu coração até deu uma paradinha. Perguntei-lhe: “Você está vivo?” E ele respondeu: “Você ainda duvida?” (2). Comecei a beliscá-lo, a fazer cócegas para ver se era verdade, dizendo sempre: “Não acredito! Não acredito!” Ele ria muito, uma gargalhada peculiar que eu adorava ouvir; riu tanto até que caiu deitado no meu colo. Ainda sinto o calor daquele mais de 1,80 m deitado nas minhas pernas.

Senti o seu cheirinho e comecei a chorar. Passei a mão nos seus cabelos, tirei-os da testa. Não havia a marca da bala. Não perguntei nada e ele disse: “Não chora, saí ontem do hospital, tudo passou, estou ótimo, nem tomo remédio (...) (3)!” Sorria sem parar.

Levantou-se lentamente me olhando nos olhos, passando a mão nos meus cabelos e colocou um copo com água entre as plantas dizendo: “Nunca deixe de fazer isto!” (4)

Apareceu uma mulher, não a conheço, baixinha, cabelos curtos, voz doce e disse a ele que estava na hora de ir... Ele não queria, ela falou: “Você prometeu que era só para tranqüilizar o coração dela, já fez isso. Agora precisamos ir“ (5). Ele não parava de sorrir.

Quando iam saindo, eu perguntei: “Você conhece quem fez isso a você?” Ele parou de sorrir, fez um sinal afirmativo e abaixou a cabeça muito triste. “Me fala quem foi!!!” Ele negou com a cabeça. (6) Perguntei: “vou saber um dia?” E ele levantou os ombros e os deixou cair sorrindo de novo e se foi...

Acordei muito leve, quase feliz (7), agradeci tanto a Deus por ter permitido esse encontro, não paro de agradecer até agora. Acho que recebi um grande presente (7) (...)


(Mais abaixo, cada item numerado será analisado).

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EXPLICAÇÕES:

SONO é um estado em que cessam as atividades físicas motoras e sensoriais. O SONHO é a representação em nossa mente de alguma coisa ou fato, enquanto dormimos; lembrança dos fatos, dos acontecimentos ocorridos durante o sono.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS nos ensina:

QUESTÃO 401 - Durante o sono, a alma repousa como o corpo? Não, o Espírito nunca fica inativo. Durante o sono, os laços que o prendem ao corpo se relaxam e, como o corpo não precisa do Espírito, ele percorre o espaço e entra em relação mais direta com outros Espíritos.

QUESTÃO 402 - Como avaliar a liberdade do Espírito durante o sono? Pelos sonhos. Quando o corpo repousa, o Espírito tem mais condições de exercer seus dons (...); adquire mais poder e pode entrar em comunicação com outros Espíritos, neste mundo ou em outro (...)

(...) O sono liberta, em parte, a alma do corpo. Quando dormimos, estamos momentaneamente no estado em que o homem se encontra após a morte. Os Espíritos que logo se desligam da matéria, quando desencarnam, têm um sono consciente. Durante o sono, reúnem-se à sociedade de outros seres superiores e com eles viajam, conversam e se instruem; trabalham até mesmo em obras que depois encontram prontas, quando, pelo desencarne, retornam ao mundo espiritual. Isso deve vos ensinar uma vez mais a não temer a morte, uma vez que morreis todos os dias, segundo a palavra de um santo. (...)

(...) O sonho é a lembrança do que o Espírito viu durante o sono; mas notai que nem sempre sonhais, porque nem sempre vos lembrais do que vistes, ou de tudo o que vistes. (...)

Questão 403 - Por que nem sempre nos lembramos dos sonhos? O que chamais de sono é apenas o repouso do corpo, mas o Espírito está sempre ativo e durante o sono recobra um pouco de sua liberdade e se corresponde com os que lhe são caros, neste mundo ou em outros. Sendo o corpo uma matéria pesada e grosseira, dificilmente conserva as impressões que o Espírito recebeu, visto que o Espírito não as percebeu pelos órgãos do corpo.

Texto integral sobre Emancipação da Alma no link:
http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/le/le-2-08.html

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Chama-se EMANCIPAÇÃO DA ALMA, o desprendimento do Espírito encarnado, possibilitando-lhe afastar-se momentaneamente do corpo físico. Dormimos um terço de nossas vidas e o sono, além das propriedades restauradoras da organização física, concede-nos possibilidades de enriquecimento espiritual através das experiências vivenciadas enquanto dormimos.

Allan Kardec tece comentários muito importantes acerca dos sonhos, nos quais há uma emancipação da alma, enquanto o corpo repousa. Assim, podemos compreender mais uma vez o imenso amor de Deus por nós, que não nos exila completamente quando estamos nas provas e expiações da Terra, mas permite que voltemos às nossas origens espirituais diariamente, através do afrouxamento dos laços do espírito para com o corpo. Por esta razão podemos considerar boa parte dos sonhos que temos como lembranças confusas de nossos encontros e atividades na vida espiritual, durante o período do sono físico.

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Analisando trechos do SONHO...

(1) Foi tão vivo, real, que senti como um verdadeiro encontro – a realidade do ocorrido nos sonhos é percebida através dos sentimentos que temos ao acordar, e mesmo que não sejam lembrados, fica a sensação. Este sonho, cuja sensação que deixou foi de realidade, deve ter sido um verdadeiro encontro entre espíritos que se amam.

(2) Perguntei-lhe: “Você está vivo?” E ele respondeu: “Você ainda duvida?” – a dúvida sempre nos impedindo de ser feliz. Ninguém morre, mesmo os que crêem na vida única, sabem que os espíritos são imortais. Porque temos que duvidar de algo que nos traz esperança e alegria?

(3) Não chora, saí ontem do hospital, tudo passou, estou ótimo, nem tomo remédio – o espírito-irmão pede que não chore, porque isso é desnecessário por estar bem, e porque o prejudica, melhor seria, em todas as hipóteses, fazer uma oração. Quem de nós ficaria tranqüilo sabendo que aqueles que amamos e deixamos temporariamente, sofrem por nós? Ao desencarnar, quase todos passamos por um tratamento médico-espiritual, pois precisamos curar nosso perispírito (invólucro semi-material do Espírito depois de sua separação do corpo. Serve de laço ou intermediário entre o Espírito e a matéria) dos reflexos da morte física, bem como para readaptarmo-nos ao meio espiritual.

(4) Nunca deixe de fazer isto – colocar a água entre as plantas foi, com certeza, uma interpretação cerebral de algum gesto que o espírito fez. Conversando, e por intuição de nossa querida amiga, concluímos que tal gesto significou que ela está alimentando com vida espiritual o lar onde reside, através do Evangelho no Lar (na semana do sonho ela havia esquecido de fazer), e não deve deixar de fazê-lo. O Evangelho convida para nosso lar amigos espirituais (“anjos”), que vêm nos intuir, auxiliar, proteger, fortalecer e amparar, nos embates da vida cotidiana.

(5) Você prometeu que era só para tranqüilizar o coração dela, já fez isso. Agora precisamos ir – os espíritos, quando resignados com o novo meio em que vivem, são acompanhados e orientados por amigos que conhecem tal meio. A permissão do reencontro foi dada, certamente por merecimento de ambos, mas este irmão tinha um tempo para fazê-lo, sob pena de desarmonizar-se e à irmã. Amor sim, mas com responsabilidade sempre.

(6) Me fala quem foi!!! Ele negou com a cabeça – aquele que desencarna e toma consciência da justiça de Deus, jamais estimula a vingança. Contar quem ergueu a mão criminosa só faria com que aqueles que permanecem na vida física sofressem as vibrações do ódio. Neste momento só podemos recordar da Lei de Ação e Reação, que explica e justifica os males que nos ocorrem pelo aparente “acaso”. Da mesma forma que a lei atingiu nosso irmão, atingirá o outro, proporcionalmente ao que lhe falta aprender sobre o Amor, sem precisar que nossa mão também se macule de sangue.

(7) Acordei muito leve, quase feliz (...). Acho que recebi um grande presente – sem dúvida recebeu um presente, acordou feliz porque eliminou as saudades de um ente querido, porque teve a certeza de que a vida continua, e que o irmão está amparado. Tal sentimento é uma das provas da veracidade deste encontro.

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Enfim, trouxe a vocês um pouco da Generosidade Divina, algo em que acredito com as forças de minha alma, e os convido a pensar a respeito.

Porque preferimos crer na limitação de Deus, em vez de acreditar na sua bondade perene, na sua justiça e amor profundos por nós? Os sonhos, suas explicações pela Doutrina Espírita, as análises que fiz com o sonho-exemplo contado acima, - tudo! - vem nos falar de AMOR!!!!!

Contribuam. COMENTEM.
Abraços!

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enviada por Vania


19/09/2005 13:51

O DOM

Então um homem rico disse:
- Fala-nos do dom.

E ele respondeu:

Dais muito pouco, quando dais daquilo que vos pertence. Quando vos dais a vós mesmos é que dais realmente.

Que é aquilo que vos pertence, senão coisas que conservais ciosamente, com medo de vir a precisar delas amanhã?

E amanhã, que trará o amanhã ao cão demasiado prudente que enterra os ossos na areia movediça enquanto segue os peregrinos a caminho da cidade santa?

E que é o medo da miséria, senão a própria miséria? Quando o vosso poço está cheio, não é o medo da sede que torna a vossa sede insaciável?

Alguns dão pouco do muito que têm, e fazem isso em troca do reconhecimento, e o seu desejo oculto corrompe os seus dons. Outros têm pouco e dão tudo. Estes são os que acreditam na vida, na bondade da vida; e o seu cofre nunca está vazio. Há quem dê com alegria, e esta alegria é a sua recompensa. Há quem dê cheio de dores, e essas dores são o seu batismo. Há ainda quem dê, inconsciente da sua virtude, sem nisso sentir dor nem alegria. Dão como os mirtos(*) do vale que a espaços atiram para o céu o seu perfume.

É bom dar quando nos pedem; e é bom dar sem que nos peçam, como bons entendedores. E para o homem generoso, procurar aquele que vai receber é maior alegria do que dar.

E haverá alguma coisa que possais conservar? Tudo quanto possuís será dado um dia. Portanto, dai agora, para que o tempo de dar seja vosso e não dos vossos herdeiros.

Muitas vezes dizeis:
- Gostava de dar, mas só aos que merecem.

As árvores dos vossos pomares não falam assim, nem os rebanhos das vossas devesas(*). Dão para poderem viver, porque guardar é perecer.

Por certo aquele que é digno de receber os seus dias e as suas noites, é digno de receber de vós tudo o resto. E aquele que mereceu beber do oceano da vida merece encher a sua taça do vosso regato. E que maior merecimento do que aquele que reside não na caridade, mas na coragem e na confiança de receber?

E quem sois vós para que os homens devam rasgar o peito diante de vós, vencendo o orgulho, para poderdes ver o seu mérito a descoberto e a sua altivez manifesta?

Procurai primeiro merecerdes ser doadores e instrumentos de doação. Porque, em verdade, é a vida que dá à vida, e quando julgais ser doadores, sois apenas testemunhas.

E vós que recebeis – e todos sois recebedores – não atireis para cima de vós o peso da gratidão, sob pena de impordes um jugo a vós mesmos e àquele que dá. Mas elevai-vos juntamente com o doador, usando os dons como asas. Porque ligar demasiada importância à vossa divida é duvidar da sua generosidade, que tem por mãe a Terra magnânima e Deus como Pai.


(*) mirto = gênero de planta arbustiva.
(*) devesas = alameda que delimita um terreno

Gibran Khalil Gibran
(trecho do livro O Profeta)

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SETE VEZES DESPREZEI MINHA ALMA...

Quando a vi disfarçar-se com a humildade para alcançar a grandeza;
Quando a vi coxear na presença dos coxos;
Quando lhe deram a escolher entre o fácil e o difícil, e escolheu o fácil;
Quando cometeu um mal e consolou-se com a idéia de que outros cometem o mal também;
Quando aceitou a humilhação por covardia e atribuiu sua paciência à fortaleza;
Quando desprezou a fealdade de uma face que não era, na realidade, senão uma de suas próprias máscaras;
Quando considerou uma virtude elogiar e glorificar.


Gibran Khalil Gibran

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Breve resumo sobre o autor:

Gibran Khalil Gibran, poeta, pintor e filósofo, nasceu em dezembro de 1883, ao norte do Líbano, e desencarnou em abril de 1931.

Gibran tornou-se conhecido pelo seu livro “O Profeta”, escrito em inglês e traduzido em 40 idiomas. Esta obra prima é, antes de tudo, um livro de moral. O livro “O Profeta” reflete o pensamento do autor, suas esperanças, sua filosofia sobre o casamento, os filhos, as leis, a morte, etc, assim como outros assuntos que podem ser resumidos pelo poder curador do amor universal e da unidade do ser.

Gibran procura fazer do homem um ser melhor, sensível, justo, generoso, benévolo, mais apegado aos valores espirituais do que aos materiais, mais orientado pelo coração do que pelo interesse, mais feliz em dar do que receber. A leitura de Gibran é mais do que uma leitura, é uma renovação da alma.

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REFLETINDO...

De que nos fala Gibran senão do que falamos todos os dias ao citar Jesus? Fala de um dom: a caridade. Os espíritos disseram-nos, através de Kardec: “Fora da Caridade não há Salvação”.

A Caridade é um dom, uma faculdade do espírito, conquistada através do Amor. Aquele que aprende a amar, não consegue reter em si mesmo este sentimento que, por possuir origem divina, faz-se necessário ser dividido para se multiplicar.

Gibran analisa os vários modos de usar o dom de dar. E poetiza o desprezo que temos por nossa alma ao nos vincularmos a sentimentos como o orgulho, egoísmo e preguiça, justificando com o que a maioria faz, aquilo que nós poderíamos e deveríamos fazer diferente.

Somos mesmo Cristãos?

Ser cristão não é adormecer a sombra de Jesus, aguardando uma salvação que só depende de nós.

Jesus, nosso Irmão maior, mestre de nossas vidas, cumpriu a sua parte: mostrou que é possível, que é necessário, que é correto e meritório cada um fazer a parte que lhe toca, na harmonização íntima, e por conseqüência, em reflexo ao nosso exemplo, a harmonização do mundo à nossa volta. Isso também é caridade.

Vamos pensar a respeito?
E que tal COMENTAR?

Abraços fraternos!


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enviada por Vania


30/08/2005 21:08

SOLIDARIEDADE

Estava fazendo minha caminhada habitual pela avenida Sumaré, quando um filhote de cão, talvez de uns 40 dias de vida, se tanto, abandonado ali na Praça Irmãos Karman, veio para a beira da calçada e logo, o seu focinho curioso fez com que ele descesse até o asfalto. Olhava a cena, enquanto o meu coração acelerava, prestes a ver, e ao mesmo tempo não querendo ver, um acontecimento impiedoso e quase certo. Os carros passavam à velocidade normal permitida ali, e o cãozinho iria virar carne moída dentro de pouco tempo.

Arriscando-me por entre alguns carros que até diminuíram a marcha e outros tantos passando direto, com cuidado fui me aproximando do animal, receoso pelo trânsito que não parava. O cãozinho já estava quase no meio da avenida, totalmente indefeso e correndo um risco total, mesmo porque ele poderia ser morto até por não ser visto pelos motoristas.

Nesse momento, um Sr. Marronzinho que acompanhava toda a cena veio do outro lado e com mais autoridade, foi parando o trânsito até que peguei o filhote e, juntos fomos para a praça em lugar seguro. Perguntávamos um para o outro quem teria abandonado aquele cãozinho ali e como poderíamos cuidar do destino dele.

Nesse mesmo momento, veio do outro lado da rua uma senhora fina e elegante, trajando um conjunto de cores muito bem combinadas que, tomando o cãozinho no colo, disse poder levá-lo para a sua veterinária de confiança que o doaria a alguém, isto é, se não quiséssemos levá-lo. Perguntou a mim e ao Sr. Marronzinho se estávamos interessados em adotar o bichinho. Ele explicou que estava em serviço, senão poderia até levá-lo. Eu perdera há pouco tempo o meu cão pastor com 11 anos de idade, fiel amigo de tantas caminhadas e que me fez adquirir o saudável hábito de caminhar pelas ruas e avenidas do meu bairro. Ainda com o coração doendo, não queria adotar nenhum cão, pelo menos, não por enquanto.

Uma outra jovem senhora, simples e sorridente, carinhosa, logo pegou o cãozinho e segurando-o contra o peito, dizia que desejava muito levá-lo mas o problema é que não tinha espaço em sua casa. A senhora elegante, gentil e educada insistiu para que ela levasse o cãozinho. Praticamente havia tomado a decisão pela jovem que titubeava em adotar o animal. Logo se preocupou em como poderia arranjar uma maneira de transportá-lo até sua casa. Prontamente, um motorista do ponto de táxi próximo, disse que deveria ter um pedaço de pano no porta-malas do seu carro e afirmou que a banca de jornal do outro lado da rua, com certeza, poderia arrumar uma sacola plástica que permitiria carregar o filhote.

Assim fora resolvida a situação encaminhando a história para um final feliz. Um cuidado daqui, uma atenção dali, várias pessoas juntamente buscando solucionar aquele problema, para que o animalzinho fosse rapidamente adotado e, a partir daquele dia, tivesse um lar.

Logo depois voltei para a minha caminhada, tocado por aquele acontecimento e como, do nada, várias pessoas surgiram, prontas e bem intencionadas para por em uso a sua bondade, a sua compaixão e num gesto muito espontâneo e simples de solidariedade, providenciar uma casa e um destino para o filhote.

Hoje, quando me lembro da cena, não consigo deixar de pensar como ser solidário é um gesto simples.

Não tem regras, não precisa de normas nem de campanhas, não precisamos de nos fazer muitas perguntas a respeito. Basta praticar o ato. Sim, como uma coisa muito natural.

Tão natural como o samaritano que socorreu o homem caído à beira da estrada e ainda o levou a uma estalagem, onde pudesse receber tratamento e remédios, deixando até dinheiro para pagar as despesas daquele homem, de quem o samaritano nem sabia o nome ou a procedência, nem que pessoa seria, nem dos seus princípios morais, nem de suas convicções religiosas.

Foi um ato tão completo e espontâneo como se o mundo, de fato, não tivesse divisão de países com suas fronteiras, em que as nações falassem uma mesma língua e sem religiões, os seres humanos não estariam enclausurados em suas convicções morais, defendendo este ou aquele princípio, e até mesmo defendendo deuses próprios, supostamente melhores do que outros, como os combates na antigüidade, onde as guerras que os seres humanos travavam eram também guerras entre deuses.

Como já disse, de vez em quando sou tomado pelas lembranças do fato, sinto-me então solidário e um pouco melhor do que normalmente sou. Mas sinto também que, quando um fato como este não está tão forte e presente na minha mente, não me vejo tão naturalmente bom, nem tão espontaneamente disposto a praticar o bem por mais simples que seja.

Me lembrei do ensinamento de Aristóteles escrevendo em Ética a Nicômaco: “as virtudes são pois, de duas espécies, a intelectual e a moral, a primeira, por via de regra, gera-se e cresce graças ao ensino – por isso, requer experiência e tempo; enquanto a virtude moral é adquirida em resultado do hábito. Não é pois por natureza, nem contrariando a natureza que as virtudes se geram em nós. Diga-se, antes, que somos adaptados por natureza a recebê-las e nos tornamos perfeitos pelo hábito”.

Sempre me pego pensando, o quanto ainda devo praticar para adquirir o hábito...


Texto de Enéas Martim Canhadas - Portal do Espírito:
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/eneas-canhadas/solidariedade.html

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Dicionário Michaellis: SOLIDARIEDADE (sociologia):
Condição grupal resultante da comunhão de atitudes e sentimentos.

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Este post pede a participação dos amigos.
A moral da história depende de cada contribuição.
Façamos então algumas REFLEXÕES:

1)Sem desmerecer a participação solidária das pessoas do texto, será que a reação seria a mesma se, em vez de um cão, fosse uma criança?

2)Somos solidários nas pequenas coisas? E nas grandes?

3)Temos o hábito de exercitar a solidariedade em nós?

4)Sensibilizamo-nos e procuramos “copiar” gestos solidários?

5)O exemplo alheio nos impulsiona a ser melhor? E o nosso exemplo não impulsionaria outras pessoas?

6)O que nos impede de nos solidarizarmos mais com nosso próximo? Falta fé? Falta amor? Temos medo? De quê? Esse medo justifica nossa inação?

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UM QUARTO DE HORA

Quando tiveres um quarto de hora à disposição, reflete nos benefícios que podes espalhar.

Recorda o diálogo afetivo com que refaças o bom ânimo de algum familiar, dentro da própria casa; das palavras de paz e amor que o amigo enfermo espera de tua presença; de auxiliar em alguma tarefa que te aguarde o esforço para a limpeza ou o reconforto do próprio lar; da conversação edificante com uma criança desprotegida que te conduzirá para a frente as sugestões de boa vontade; de estender algum adubo à essa ou aquela planta que se te faz útil; e do encontro amistoso, em que a tua opinião generosa consiga favorecer a solução do problema de alguém.

Quinze minutos sem compromisso são quinze opções na construção do bem.

Não nos esqueçamos de que a floresta se levantou de sementes quase invisíveis, de que o rio se forma das fontes pequeninas e de que a luz do Céu, em nós mesmos, começa de pequeninos raios de amor a se nos irradiarem do coração.


Francisco Cândido Xavier.
Da obra: Caridade.
Ditado pelo Espírito Meimei.



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enviada por Vania


15/08/2005 15:50

DEUS E A LIBERDADE

Trouxemos dois textos para reflexão. Embora distintos, um e outro estão ligados. Refletir sobre Deus nos ajuda a compreendê-Lo. E compreendendo-O, podemos entender a importância da liberdade que nós dá. Em amando-O e respeitando-O, usamos melhor a liberdade, e caminhamos mais rápido na direção do amor, da fraternidade, da felicidade.

Além de esperar os comentários e análises dos amigos, também aproveito para dizer que sugestões para temas são bem vindos, pois nosso intuito é refletir para crescer, refletir em assuntos que interessem e acrescentem a cada filósofo-visitante.

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O DEUS DOS HOMENS

Nos primeiros tempos da humanidade terrestre, os homens acreditavam em tantos deuses quantos eram os fenômenos da natureza. Havia o Deus dos trovões, das guerras, dos mares, do amor e assim por diante. Havia também a necessidade de materializar Deus, para que pudesse ser apreciado pelos sentidos humanos.

Por essa razão surgiu a idéia de um Deus humanizado, um Deus semelhante ao homem. E por ser um Deus fisicamente idêntico aos homens, deveria também ser portador de todos os vícios e paixões humanas. Daí a idéia de um Deus ciumento, parcial na sua justiça, raivoso, tendencioso e interesseiro, como boa parte dos homens. Foi por causa desse conceito de Deus que surgiram as idéias de barganha com a divindade, das trocas de favores, do mercado com as coisas sagradas.

Todavia, quanto mais o homem conhece sobre o universo e suas leis, mais próximo chega do conhecimento dos atributos de Deus. Percebe, por razões óbvias, que Deus não pode ser material, porque se fosse estaria sujeito às leis da matéria, e por isso deduz que Deus é um ser imaterial.

E porque as leis naturais não mudam nunca, conclui que aquele que as criou deve ser também imutável. Percebe que Deus deve ser onipresente e onisciente, pois tudo sabe e a tudo preside. Deduz, ainda, que a divindade só pode ser a suprema justiça, pois o sol brilha para ricos e pobres, a morte chega tanto para os justos como para os injustos, não escolhe idade nem nacionalidade. Conclui que Deus é a essência do amor, pois suas leis são extremamente misericordiosas, já que estabelece como meta final para todos os seus filhos a felicidade suprema, e dá a cada um o livre-arbítrio e todas as oportunidades de aprendizado que se fizerem necessárias, através das várias existências.

Talvez tenha sido por essa razão que Voltaire, escritor francês que viveu entre os séculos XVII e XVIII, quando alguém lhe perguntou se ele acreditava em Deus, respondeu: "Eu não acredito no deus que os homens fizeram, mas gosto do Deus que fez os homens".

E esse Deus que fez os homens depositou em cada coração uma centelha do fogo sagrado que se chama amor. E esse Deus, que é a inteligência suprema do universo, tem um plano de felicidade para cada um dos seus filhos. E como Pai amoroso e bom, não faz as tarefas que competem aos seus filhos, mas lhes dá os recursos para que alcem o vôo definitivo da liberdade: a razão e o sentimento. Eis as duas asas de que necessitamos para conquistar a felicidade ideal, que tanto almejamos.

Referência do texto:
http://www.momento.com.br/exibe_texto_busca.php?id=200&query_usr=liberdade

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O QUE É LIBERDADE

O exercício da liberdade é complexo e fundamental em nossas vidas. Por vezes, o desejo de liberdade nos faz ver as coisas de um ponto de vista muito acanhado e perdemos a noção de limites.

Muitas pessoas acreditam ter liberdade ilimitada, mas estão presas ao chão pelos fios invisíveis dos vícios de toda ordem.

* Há aqueles que estão presos aos bens transitórios do mundo, como se fossem pássaros cativos em gaiolas de ouro.
* Há os que não conseguem romper com os fios do orgulho e do egoísmo, que os impedem de alçar o vôo definitivo, rumo à liberdade.
* Há os que não conseguem desatar os nós prejudiciais do desejo de posse sobre familiares e amigos, amargando séculos de infelicidade.
* Há aqueles que estão presos pelas correntes poderosas da prepotência, do preconceito, da ambição desmedida, dos desejos sexuais desenfreados.

Dessa maneira, muitas vezes os olhos nos enganam. Não basta enxergar, é preciso ver além. É preciso perceber que sem romper com os vícios que nos prendem ao solo, a liberdade é impossível. Foi por essa razão que Jesus, o grande Sábio da humanidade afirmou: “conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres”,. Conhecendo e reconhecendo a sua destinação divina, a sua condição de filhos da luz, os homens farão esforços para cortar as amarras que os retém em mundos inferiores, para alçar o vôo definitivo da liberdade sem limites.

O limite da liberdade encontra-se inscrito na consciência de cada pessoa, através das leis divinas. Assim sendo, é dever de cada ser humano libertar-se do cárcere de sombra e dor, da prisão sem barras em que se mantém, e desenvolver as asas de luz das virtudes que lhe possibilitarão o vôo definitivo da liberdade sem limites.

Referência do texto:
http://www.momento.com.br/exibe_texto_busca.php?id=98&query_usr=liberdade

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Música: Voa Liberdade (Jessé) - Voa, voa minha liberdade. Entra, se eu servir como morada. Deixa, eu voar na sua altura, agarrado na cintura da eterna namorada. Voa, feito um sonho desvairado, desses que a gente sonha acordado. Voa coração esvoaçante, feito um pássaro gigante contra os ventos do pecado. Voa nas manhãs ensolaradas! Entra, faz verdade esta ilusão! Voa no estalo do meu grito, quero ser teu infinito neste azul sem dimensão...




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enviada por Vania


02/08/2005 16:47

DIÁLOGO COM O DEMÔNIO
(De Licinio Castro)

- Eu sou o Demônio!
- Não és. Isso eu te digo com a mais absoluta certeza.

- Mas como ousas dizê-lo? Queres asseverar que eu não sou o que sou?
- Não és o que julgas ser.

- Que audácia! Como me explicarias esse absurdo? Porventura ignoras que eu sou protagonista na Bíblia e nas religiões?
- Insisto em assegurar-te que não és esse personagem fictício, ainda hoje capaz de apavorar tanta gente.

- Fictício? Enlouqueceste, por acaso? Não estás me vendo e me ouvindo, e ousas afirmar que não existo?
- Não só não existes, como também jamais poderias existir. Não és O, mas apenas UM demônio. Compreendes, agora?

- Não. Eu fui criado para fazer sempre o mal e tramar a queda de todas as almas. Eu consegui tentar até o Crucificado.
- Enganas-te. Deus só cria para o bem: tu é que te imaginas predestinado à maldade. Lembra-te que também és criatura de Deus. Quanto às tentações sofridas pelo Mestre, trata-se de provável equívoco do texto bíblico. Admitirias a possibilidade de provação pecaminosa em alguém já aureolado pelas mais nobres conquistas da angelitude? Os anjos são inacessíveis a quaisquer influenciações da animalidade.

- Mas eu consegui induzir o Sinédrio a crucificar Jesus. Eu ainda o vejo vencido, humilhado e morto no Calvário.
- Não conseguiste coisa alguma. O Mestre desencarnou daquela forma porque quis. Na verdade, não foi vencido, venceu; não morreu como ser aniquilado, pois prossegue, triunfante, na realização de sua obra redentora da Terra e de sua humanidade.

(O Demônio senta-se na relva, em postura meditativa, enquanto o sol delineia, no horizonte, os primeiros acordes da sinfonia do poente.)

- Tu me confundes com essa dialética estranha. Então, não há um só mas vários demônios?
- Sim. São os próprios homens, quando empenhados na transgressão da Lei.

- E qual seria, na tua cosmovisão, o destino deles?
- Todos se tornarão anjos, depois de burilados pela dor e iluminados pelo Amor. Os santos de hoje são os pecadores de ontem, como os pecadores de hoje são os santos de amanhã. Mas escuta bem: isso não é "milagre" ou "graça", mas conquista individual, pela Lei do Mérito.

- Em que te baseias para ensinar isso?
- Na afirmação categórica do nosso Divino Mestre: "Nenhuma das ovelhas que o Pai me confiou se perderá".

- Oh, tiraram meus chifres, meu rabo e meu tridente! Sou também uma criatura humana, e com esperança de salvação?
- E como não? Também és ovelha do imenso rebanho do Galileu.

- Isso me confunde mais ainda!... quem és tu?
- Um ser humano qualquer, um irmão teu, que já foi muito demônio, porém agora disposto a sair do inferno.

- Do inferno, disseste?
- Claro. Do inferno que cada um cria dentro de si.

Origem do texto:
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/mundo-espirita/dialogo-com-o-demonio.html

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Segundo a doutrina da Igreja, os demônios foram criados bons, e se tornaram maus por sua desobediência: são os anjos caídos. Eles tinham sido colocados por Deus no alto da escala, e decaíram.

Segundo o Espiritismo, demônios não existem, considerando-se a eternidade vivenciada no mal. Os chamados demônios são apenas Espíritos imperfeitos, mas que melhorarão. Apenas estão, ainda, embaixo na escala de valores espirituais e subirão.

Todas as almas, ou Espíritos, são criadas simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimentos, sem consciência do bem e do mal. Deus dá a todos a aptidão de adquirir o que lhes falta e o adquirem através do trabalho. O propósito universal do espírito é a perfeição.

Cada um chega à perfeição mais ou menos rapidamente, em virtude de seu livre arbítrio e esforços. Todos temos os mesmos degraus a percorrer, o mesmo trabalho a realizar: Deus não faz uma parte maior nem mais fácil para uns do que para outros, porque todos são seus filhos e sendo justo, não tem preferências.

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Desejo dos amigos a opinião sobre tal diálogo e as afirmações acima. Alguns, de diversas religiões cristãs terão, certamente, opiniões diferentes de quem é espírita. O objetivo - como sempre - é trazermos à tona a reflexão, para que nos conheçamos melhor, e também a nosso Criador.

Música: Debbie Boone (1977) - You Light Up My Life (Você iluminou minha vida / tradução) - Fala de amor, sugiro que pensem em Deus ao ler e ouvir, e perceberão um sentido bem mais amplo. “Por muitas noites eu me sentava à janela esperando por alguém para cantar-me sua canção. Muitos sonhos eu guardei dentro de mim, sozinha na escuridão. Mas agora você veio para mim, e você iluminou minha vida. Você me deu sonhos para realizar, você iluminou meus dias, e preencheu minhas noites com música. Sozinha e no mar, flutuando pela água, poderia ter chegado ao final, mas estou voltando para casa. Finalmente uma chance de dizer: hei, eu te amo! Nunca mais vou voltar a ser só! E você, iluminou minha vida, me deu sonhos para realizar (...). Não pode ser errado quando você se sente tão bem, porque você iluminou minha vida.”

enviada por Vania


25/07/2005 15:56

AMBIÇÃO E ÉTICA

O Momento Espírita (www.momento.com.br) fez uma análise sobre AMBIÇÃO E ÉTICA, baseados no que disse Stephen Kanitz, famoso consultor e conferencista, cujo texto de mesmo título foi publicado na revista Veja (24/01/2001). Vejamos algumas reflexões a respeito:

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Kanitz define a AMBIÇÃO como sendo tudo o que você PRETENDE FAZER NA VIDA. São seus objetivos, seus sonhos, suas resoluções. As pessoas costumam ter como ambição ganhar muito dinheiro, casar com uma moça ou um moço bonito ou viajar pelo mundo afora. A mais pobre das ambições é querer ganhar muito dinheiro, porque dinheiro por si só não é objetivo: é um meio para alcançar sua verdadeira ambição, como, por exemplo, viajar pelo mundo.

Já a ÉTICA são os LIMITES QUE VOCÊ SE IMPÕE NA BUSCA DE SUA AMBIÇÃO. É tudo que você não quer fazer na luta para conseguir realizar seus objetivos. Como não roubar, não mentir ou pisar nos outros para atingir sua ambição, ou seja, é o conjunto de PRINCÍPIOS MORAIS.

A maioria dos pais se preocupa bastante quando os filhos não mostram ambição, mas nem todos se preocupam quando os filhos quebram a ética. Se o filho colou na prova, não importa, desde que tenha passado de ano, o objetivo maior.

Algumas escolas estão ensinando a nossos filhos que ética é ajudar os outros. Isso, porém, não é ética, é ambição. Ajudar os outros deveria ser um objetivo de vida, a ambição de todos, ou pelo menos da maioria. Aprendemos a não falar em sala de aula, a não perturbar a classe, mas aprendemos pouco sobre ética.

O problema do mundo é que normalmente decidimos nossa ambição antes de nossa ética, quando o certo seria o contrário. E por quê? Por que dependendo da ambição, torna-se difícil impor uma ética que frustrará nossos objetivos.

Quando percebemos que não conseguiremos alcançar nossos objetivos, a tendência é reduzir o rigor ético, e não reduzir a ambição.

Não há nada de errado em ser ambicioso, desde que se defina cedo o comportamento ético. Quando a ambição passa por cima da ética como um rolo compressor, o resultado é o que podemos acompanhar nos noticiários que ocupam as manchetes em nosso país.

Assim, para mudar definitivamente essa situação, é preciso estabelecer um limite para nossa ambição não nos permitindo, em hipótese alguma, violar a ética para satisfação pessoal, em detrimento do coletivo.

Conforme ensinou JESUS, “seja o seu falar: sim, sim, não, não”. Seja em que situação for. E se estiver difícil definir se estamos agindo com ética ou não, basta imaginar como julgaríamos esse ato, se praticado por outra pessoa. Se o condenamos é porque não é ético. Se o aprovamos e julgamos justo, então podemos seguir em frente.

Defina sua ética quanto antes possível. A ambição não pode antecedê-la, é ela que tem de preceder à sua ambição.

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E agora? Pararemos para pensar a respeito? A quantas anda nossa ética? A quantas anda nossa ambição? Quem manda em nós, quem vem primeiro?

Costumamos ser éticos sim, sempre que nossa ambição não é prejudicada. Generalizamos tal afirmação porque é fato comum, embora – felizmente!!! – muitos tenham um comportamento ético realmente invejável.

Um consultor de empresas, conhecido meu, explica que ética não é privilégio dos bons. Por exemplo: se um bandido não entrega outro para a polícia, é porque, no meio onde vive, usa da ética dos bandidos (não se entregarem mutuamente).

Questionando, conclui que, embora a ética seja o conjunto de nossos princípios morais, nossa moral ainda está em desarmonia com Deus e suas leis naturais, e longe da confiança inexorável na justiça do Criador (que devíamos ter) temos uma ética parcial, deturpada, equivocada.

Querem ver?

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Certa tarde, esta pergunta foi feita em um dos grupos espíritas que freqüento como colaboradora: “Se uma pessoa que ama estivesse em risco de vida e só uma cirurgia muito cara pudesse salvá-la... Se uma pessoa, reconhecidamente envolvida com tráfico de drogas e armas oferecesse o dinheiro para a cirurgia... Você aceitaria?”

Veremos as respostas dos amigos, mas ouso dizer que sei quais serão na maioria. No tal grupo, apenas eu e o outro dirigente, cujas convicções são mais rigorosas (embora reconheça que só estando na pele para saber o que faríamos de verdade), dissemos que não aceitaríamos.

A justificativa geral das pessoas para aceitar, era que tal dinheiro seria “limpo” por uma boa ação.

Porém, analisemos friamente, corajosamente:

Ética é sempre ética, inabalável. Tal valor financeiro foi conquistado com o sofrimento, a dor, o sangue, a morte alheia; está sendo dado apenas para fazer lavagem de dinheiro; existe alta probabilidade de ocorrerem novas ações criminosas para reposição do valor doado; e, sobretudo, quem fez o favor vai querer retribuição mais cedo ou mais tarde, nos embrutecendo a alma por envolvimento, mesmo que indireto, com o crime...

E ai, que fazer? Aceitar? Recusar?

Não, não seria ético aceitar, mesmo com risco de morte do nosso ente querido. Diremos mais. Se Deus deseja interferir, porque não o faria por outros caminhos?

O texto acima fala que é mais comum reduzir a ética, para não reduzir a ambição. Acaso fazemos o contrário?

Considero que há material aqui para muitos debates, mas peço a ousadia dos amigos em nos ajudar a compor o assunto com muita justiça.

Um abraço!
Comentem!

Música: Elis Regina: - Como nossos pais: “(...) Viver é melhor que sonhar, eu sei que o amor é uma coisa boa. Mas também sei que qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa. Por isso cuidado meu bem, há perigo na esquina. (...) Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais. Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam não. (...) Hoje eu sei que quem me deu a idéia de uma nova consciência e juventude, tá em casa guardado por Deus, contando vil metal. Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo, tudo, tudo o que fizemos, nós ainda somos os mesmos e vivemos como nosso pais...”


enviada por Vania


16/07/2005 09:21

NOSSO MEDO MAIS PROFUNDO

Nosso medo mais profundo não é o de não sermos bons o suficiente.
O nosso medo mais profundo é o de sermos poderosos além das medidas.
É a nossa luz, e não a nossa escuridão, o que mais tememos.

Por isso nos perguntamos:
Quem somos para nos considerarmos brilhantes, maravilhosos, talentosos, fabulosos?
Nós somos crianças de Deus.
A nossa falsa humildade não vai servir o mundo.

Não há nada de iluminado nesse encolher-se para que outros não se sintam inseguros à nossa volta. Estamos todos aqui para irradiar como fazem as crianças e a medida em que deixamos a nossa luz brilhar, inconscientemente damos aos outros permissão para que brilhem também.

A medida que nos liberamos do nosso próprio medo, a nossa presença automaticamente libera outros para que façam o mesmo.

A segurança só para alguns é, de fato, a insegurança para todos.
Democracia com fome, sem educação e saúde para a maioria é uma concha vazia.

Depois de escalar um grande morro, descobrimos apenas que há muitos outros morros para escalar. Marcados nessas pedras você vai encontrar a dor de nossa luta, a tristeza de nossas perdas e os alicerces de nossa vitória.

(...) Para o mundo viver em paz é preciso que o círculo de luz seja expandido.

(Nelson Mandela)

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O VELHO SÁBIO

Conta a lenda, que um velho sábio, tido como mestre da paciência, era capaz de derrotar qualquer adversário. Certa tarde, um homem, conhecido por sua total falta de escrúpulos, apareceu com a intenção de desafiar o mestre. E não poupou insultos... Chegou até a jogar algumas pedras em direção ao sábio, cuspiu e gritou todos os tipos de ofensas. Durante horas, ele fez tudo para provocá-lo, mas o sábio permaneceu impassível! No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o homem se deu por vencido e foi embora... Impressionados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.

Aí o mestre perguntou:
- Se alguém chega até você com um presente e você não o aceita, a quem pertence o presente?

-A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos.

- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava! A sua paz interior depende exclusivamente de você. Ninguém pode lhe tirar a calma. A não ser que você o permita...

(Autor Desconhecido)

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Allan Kardec, em “O Livros dos Espíritos”, questão 932, pergunta: Por que, no mundo, os maus têm geralmente maior influência sobre os bons?

– É pela fraqueza dos bons; os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos; quando estes últimos quiserem, dominarão.

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Nossos recados hoje são de PAZ e CORAGEM, esqueçamos o medo...

Se a paz ainda não existe plena, se o mundo ainda é dominado por pessoas frívolas, mesquinhas, egoístas, invejosas... Sejamos focos de PAZ.

A VONTADE é poderosa força, que reside dentro de cada ser.
Tenhamos CORAGEM de acreditar: possuímos o dom de mudar o mundo...

Primeiro nosso mundo interior, através da renovação dos sentimentos, e desta forma, fazemos a renovação exterior, que se processa pouco a pouco com nossa presença ativa no Bem.

Co-autores da obra do Pai Eterno, seríamos nós desprovidos de sua essência criadora? Acreditar em si é o primeiro gesto de amor daquele que constrói...

O mau não deve vencer o mundo, nos vencer, só porque somos tímidos ou não temos coragem de ousar...

Música: EPITÁFIO (Titãs) - Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer. Devia ter arriscado mais e até errado mais, ter feito o que eu queria fazer. Queria ter aceitado as pessoas como elas são. Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração. O acaso (pseudônimo de Deus quando Ele não deseja assinar o próprio nome) vai me proteger enquanto eu andar distraído. O acaso vai me proteger enquanto eu andar... Devia ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o sol se pôr. Devia ter me importado menos com problemas pequenos, ter morrido de amor. Queria ter aceitado a vida como ela é. A cada um cabe a alegria e a tristeza que vier.


VONTADE! CORAGEM!
Seu comentário vai acrescentar algo na vida de alguém...


enviada por Vania


08/07/2005 12:06

PSEUDOLALIA – UMA DOENÇA QUE PRECISA SER TRATADA

Todos já mentiram alguma vez. Pequenas mentiras que não irão fazer mal algum, mentiras para conseguir algo que se deseja. Não são posturas corretas, honestas, porém quem de nós nunca o fez?

Mas existe um grau de compulsão de certos mentirosos que tornam isso um problema de saúde mental. O Viagens Filosóficas vem mostrar que tal problema existe, pode estar a nossa volta, é um processo doentio, e procura ajudar nossos amigos que possam ter ou conhecem alguém que tenha esse problema.

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Carência afetiva e falta de diálogo podem gerar a doença da mentira - Mentir pode virar uma compulsão, chamada PSEUDOLALIA. Assim como o cleptomaníaco, que rouba objetos sem valor pelo vício de roubar, o mentiroso compulsivo mente por mentir. Segundo a psiquiatra Patrícia Lisboa, esse quadro clínico precisa ser diagnosticado corretamente. Para a psiquiatra, é uma espécie de auto-compensação, um mecanismo defesa que geralmente acontece com crianças e adolescentes com carência afetiva, de compreensão, de atenção ou de diálogo em casa.

“Exigências de comportamento, castigos e ameaças acabam fazendo com que fiquem em constante autodefesa”, acredita Patrícia Lisboa. A pseudolalia pode conduzir a graves distúrbios de personalidade, podendo a vítima da doença acabar perdendo a sua individuação e viver num real criado imaginariamente, comportando-se de uma forma que dificulta o contato humano. Nesses casos, só com tratamento é possível reverter o quadro.

http://www.adolec.br/bvs/adolec/P/news/2003/04/0104/emocoesc/002.htm

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A mentira pode ser uma dependência que, como qualquer vício, só é tratada quando o mentiroso assume que mente. Longe das inocentes partidas que se pregam no Dia das Mentiras, 1 de Abril, pode isolar e causar sofrimento.

A mentira pode ter contornos de dependência tal como o álcool e a droga, quando é dita de forma compulsiva, ou seja, quando a pessoa tem consciência de que está a mentir, mas não consegue controlar esse impulso. Nestes casos, provoca sofrimento no próprio mentiroso compulsivo e nas pessoas mais próximas dele, embora seja uma doença passível de ser tratada, tanto ao nível da psiquiatria como ao nível da psicologia clínica.

O primeiro passo para o tratamento é a pessoa assumir que tem um problema, que mente compulsivamente e que precisa de ajuda. Sem isso, qualquer forma de terapia é impossível.

Jorge Gravanita, psicólogo e membro da Sociedade Portuguesa de Psicologia Clínica, explica que "o primeiro passo para o tratamento é a pessoa assumir que é dependente da mentira e querer libertar-se de algo que a tem vindo a prejudicar": "O tratamento é a busca do conhecimento de si próprio que permite que a pessoa se liberte desta bengala que é uma mentira."

Também para o psiquiatra Pacheco Palha um mentiroso compulsivo "não tem perda de juízo, pode ter é perda de capacidade de controle". Por isso - defende -, "o primeiro passo para se tratar é reconhecer que tem uma perturbação ao nível do controle dos impulsos". "A compulsividade revela-se em estruturas obsessivo-compulsivas e é um mecanismo patológico, como a cleptomania [vício de roubar]", diz o médico, acrescentando que a pessoa "até pode ter sofrimento ao reconhecer que não a domina".

Saúde na Internet: http://www.mni.pt/destaques/?cod=2020&MNI=e92862933403f2516caf95891837046e

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Vemos então o Mentiroso Compulsivo é um doente que vive da mentira. É caso para terapias, tratamento sério. Normalmente tem algum problema de personalidade, de auto-afirmação. A pessoa que mente dessa forma, mente para os outros e para ele mesmo. Imagina-se outro, vive um mundo irreal, o qual gostaria para si. Acredita tanto na própria mentira que a um determinado momento da sua vida não sabe mais o que é a verdade ou a mentira.

Perdem lenta e gradualmente a consciência da gravidade da doença que vão adquirindo, porque a sua realidade vai perdendo cada vez mais sintonia com o verdadeiro real. O vício de mentir é um ato inconsciente e perante a mais simples situação a fuga à verdade brota espontânea e como uma repetição compulsiva.

Muitos, ao seu redor, sabem que ele é um mentiroso, dicas dadas pelas repetições, pelos exageros, pela improbabilidade de viver como diz. Por falta de conhecimento, a pessoa costuma ser excluída aos poucos, torna-se socialmente indesejável, tendo que buscar novos meios de viver em grupo, até que o processo de rejeição recomece.

Se você é assim, sente-se assim, ou conhece alguém assim, saiba, é preciso procurar ajuda.

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E onde está o caráter espiritual deste post?

Auxiliar nosso próximo a descobrir seus problemas, limitações, dar-lhes a chance de reconhecerem que precisam de ajuda, que estão doentes, está em conformidade com o que disse Jesus: “amai o próximo como a si mesmo”.

Música: Por Brilho (Oswaldo Montenegro): Onde vá, onde quer que vá, leva o coração feliz. Toca a flauta da alegria como doce menestrel. Onda vá, onde quer que eu vá, vou estar de olho atento a tua menor tristeza, por no teu sorriso o mel. Onde vá, vá para ser estrela. As coisas se transformam e isso não é bom nem mal, e onde quer que eu esteja o nosso amor tem brilho, vou ver o teu sinal.


COMENTEM, CONTRIBUAM, SEJAM PARTICIPANTES DA REFORMA DESTE MUNDO.


enviada por Vania


03/07/2005 17:58

AMOR EM AÇÃO: O SUICIDA DO TREM

O texto abaixo fornece subsídios à compreensão da profundidade da ação do amor em nossas vidas, especialmente àqueles que aceitam a vida após a morte dentro do processo reencarnatório.

Embora a vida continue exatamente do ponto em que a deixamos (sem milagres de salvação, apenas méritos conquistados e colheitas a fazer), o amor é milagre de regeneração da alma sofredora, alimento da alma feliz.

De quebra, há o aviso de “cuidado!” aos incautos que pensam que acabar com a própria vida é direito conquistado com o corpo, e não onera a alma.

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O suicida do trem
(fato ocorrido com Divaldo Pereira Franco)

Eu nunca me esquecerei que um dia havia lido num jornal acerca de um suicídio terrível, que me impactou: um homem jogou-se sobre a linha férrea, sob os vagões da locomotiva e foi triturado. E o jornal, com todo o estardalhaço, contava a tragédia, dizendo que aquele era um pai de dez filhos, um operário modesto.

Aquilo me impressionou tanto que resolvi orar por esse homem. Tenho uma cadernetinha para anotar nomes de pessoas necessitadas. Eu vou orando por elas e, de vez em quando, digo: se este aqui já evoluiu, vou dar o seu lugar para outro; não posso fazer mais.

Assim, coloquei-lhe o nome na minha caderneta de preces especiais – as preces que faço pela madrugada. Da minha janela eu vejo uma estrela e acompanho o seu ciclo; então, fico orando, olhando para ela, conversando. Somos muito amigos, já faz muitos anos. Ela é paciente, sempre aparece no mesmo lugar e desaparece no outro.

Comecei a orar por esse homem desconhecido. Fazia a minha prece, intercedia, dava uma de advogado, e dizia: Meu Jesus, quem se mata (como dizia minha mãe) “não está com o juízo no lugar”. Vai ver que ele nem quis se matar; foram as circunstâncias. Orava e pedia, dedicando-lhe mais de cinco minutos (e eu tenho uma fila bem grande), mas esse era especial.

Passaram-se quase quinze anos e eu orando por ele diariamente, onde quer que estivesse.

Um dia, eu tive um problema que me fez sofrer muito. Nessa noite cheguei à janela para conversar com a minha estrela e não pude orar. Não estava em condições de interceder pelos outros. Encontrava-me com uma grande vontade de chorar; mas, sou muito difícil de fazê-lo por fora, aprendi a chorar por dentro. Fico aflito, experimento a dor, e as lágrimas não saem. (Eu tenho uma grande inveja de quem chora aquelas lágrimas enormes, volumosas, que não consigo verter).

Daí a pouco a emoção foi-me tomando e, quando me dei conta, chorava.

Nesse ínterim, entrou um Espírito e me perguntou:

- Por que você está chorando?

- Ah! Meu irmão – respondi – hoje estou com muita vontade de chorar, porque sofro um problema grave e, como não tenho a quem me queixar, porquanto eu vivo para consolar os outros, não lhes posso contar os meus sofrimentos. Além do mais, não tenho esse direito; aprendi a não reclamar e não me estou queixando.

O Espírito retrucou:

- Divaldo, e seu eu lhe pedir para que você não chore, o que é que você fará?
- Hoje nem me peça. Porque é o único dia que eu consegui fazê-lo. Deixe-me chorar!
- Não faça isto – pediu. – Se você chorar eu também chorarei muito.
- Mas por que você vai chorar? – perguntei-lhe.
- Porque eu gosto muito de você. Eu amo muito a você e amo por amor.

Como é natural, fiquei muito contente com o que ele me dizia.

- Você me inspira muita ternura – prosseguiu – e o amo por gratidão. Há muitos anos eu me joguei embaixo das rodas de um trem. E não há como definir a sensação da eterna tragédia. Eu ouvia o trem apitar, via-o crescer ao meu encontro e sentia-lhe as rodas me triturando, sem terminar nunca e sem nunca morrer. Quando acabava de passar, quando eu ia respirar, escutava o apito e começava tudo outra vez, eternamente. Até que um dia escutei alguém chamar pelo meu nome. Fê-lo com tanto amor, que aquilo me aliviou por um segundo, pois o sofrimento logo voltou. Mais tarde, novamente, ouvi alguém chamar por mim. Passei a ter interregnos em que alguém me chamava, eu conseguia respirar, para agüentar aquele morrer que nunca morria e não sei lhe dizer o tempo que passou. Transcorreu muito tempo mesmo, até o momento em que deixei de ouvir o apito do trem, para escutar a pessoa que me chamava. Dei-me conta, então, que a morte não me matara e que alguém pedia a Deus por mim. Lembrei-me de Deus, de minha mãe, que já havia morrido. Comecei a refletir que eu não tinha o direito de ter feito aquilo, passei a ouvir alguém dizendo: “Ele não fez por mal. Ele não quis matar-se”. Até que um dia esta força foi tão grande que me atraiu; aí eu vi você nesta janela, chamando por mim.

- Eu perguntei – continuou o Espírito – quem é? Quem está pedindo a Deus por mim, com tanto carinho, com tanta misericórdia? Mamãe surgiu e esclareceu-me:

- É uma alma que ora pelos desgraçados.

- Comovi-me, chorei muito e a partir daí passei a vir aqui, sempre que você me chamava pelo nome. (Note que eu nunca o vira, face às diferenças vibratórias).

- Quando adquiri a consciência total – prosseguiu ele – já se haviam passado mais de catorze anos. Lembrei-me de minha família e fui à minha casa. Encontrei a esposa blasfemando, injuriando-me: “- Aquele desgraçado desertou, reduzindo-nos à mais terrível miséria. A minha filha é hoje uma perdida, porque não teve comida e nem paz e foi-se vender para tê-los. Meu filho é um bandido, porque teve um pai egoísta, que se matou para não enfrentar a responsabilidade. Deixando-nos, ele nos reduziu a esse estado”.

- Senti-lhe o ódio terrível. Depois, fui atraído à minha filha, num destes lugares miseráveis, onde ela estava exposta como mercadoria. Fui visitar meu filho na cadeia.

- Divaldo – falou-me emocionado – aí eu comecei a somar às “dores físicas” a dor moral, dos danos que o meu suicídio trouxe. Porque o suicida não responde só pelo gesto, pelo ato da autodestruição, mas, também, por toda uma onda de efeitos que decorrem do seu ato insensato, sendo tudo isto lançado a seu débito na lei de responsabilidades. Além de você, mais ninguém orava, ninguém tinha dó de mim, só você, um estranho. Então hoje, que você está sofrendo, eu lhe venho pedir: em nome de todos nós, os infelizes, não sofra! Porque se você entristecer, o que será de nós, os que somos permanentemente tristes? Se você agora chora, que será de nós, que estamos aprendendo a sorrir com a sua alegria? Você não tem o direito de sofrer, pelo menos por nós, e por amor a nós, não sofra mais.

Aproximou-se, me deu um abraço, encostou a cabeça no meu ombro e chorou demoradamente. Doridamente, ele chorou.

Igualmente emocionado, falei-lhe:

- Perdoe-me, mas eu não esperava comovê-lo.

- São lágrimas de felicidade. Pela primeira vez, eu sou feliz, porque agora eu me posso reabilitar. Estou aprendendo a consolar alguém. E a primeira pessoa a quem eu consolo é você.

Transcrito do livro “O Semeador de Estrelas”, de Suely Caldas Schubert, Alvorada

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Será necessário falar, depois de tão comovente texto? Os que conhecem Divaldo Pereira Franco, famoso médium (pessoa que possui o dom da comunicação direta com os espíritos) e orador baiano, exemplo de dedicação e amor ao próximo, sabem que essa história é verídica.

Representa essa história, a capacidade que tem o amor fraternal, incondicional, que age pelo bem de todos, com calma, carinho e persistência, modificando rumos, redirecionando comportamentos.

Disse Jesus “Se tivésseis fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a essa montanha, mude de lá para cá e ela mudaria”. Disse também Jesus “Vós sóis deuses e não sabeis, podeis fazer tudo quanto eu faço e muito mais”.

Somos focos de luz, quanto mais permitimos, nos dedicamos, confiamos nessa potencialidade, quanto mais usamos a vontade para o bem, mais iluminamos a vida, própria e alheia.

Por outro lado, há aqui um sério alerta àqueles que pensam que o suicídio é uma forma de sair com dignidade da vida. Ao contrário, além de indigna, pois geralmente é gerado pelo egoísmo e pela indiferença pelos demais, comprova falta de fé, compreensão e aceitação da justiça e amor de Deus.

"O Criador concede às criaturas, no espaço e no tempo, as experiências que desejem, para que se ajustem, por fim às leis de bondade e equilíbrio que O manifestam. Eis por que permanecer na sombra ou na luz, na dor ou na alegria, no mal ou no bem, é ação espiritual que depende de nós" — Emmanuel / Chico Xavier.

Música - Tocando em Frente - na voz de Renato Teixeira
Ando devagar porque já tive pressa, e levo esse sorriso porque já chorei demais. Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe, eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, nada sei... Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs. É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder seguir, é preciso a chuva para florir. Sinto que seguir a vida seja simplesmente conhecer a marcha e ir tocando em frente. Como um velho boiadeiro levando a boiada, eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu vou... Estrada eu sou... Cada um de nós compõe a sua história, e cada ser em si carrega o dom de ser capaz, de ser feliz...

SEU COMENTÁRIO É SEMPRE BEM VINDO, SEMPRE IMPORTANTE!


enviada por Vania


23/06/2005 14:48

NEM CASTIGO, NEM PERDÃO

O Espiritismo abre um leque de conhecimentos ainda inimaginados pelos homens apegados ao aqui e agora, ao mundo material. Suas portas estão abertas a todo ser de boa vontade, cujos questionamentos sobre os porquês de Deus, ainda não respondidos, são muitos e sinceros.

As respostas espíritas são racionais, lógicas, e não compartilham do sobrenatural. Com esse conhecimento (que não é privilégio do espírita, pois faz parte das Leis Naturais de Deus) a responsabilidade do homem se amplia, mas os méritos dos seus sucessos espirituais também. Evitar, temer esse tipo de conhecimento não fará com que ele seja menos real ou com que deixe de existir.

Por isso inserimos neste post o texto de André Luiz (o Espírito), a fim de provocar reflexões “aos olhos que desejam ver”, sobre a abençoada escola da vida encarnada, sagrado bem cujo empréstimo Deus nos fez por misericórdia e amor.

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NEM CASTIGO, NEM PERDÃO

O espírita encontra na própria fé - o Cristianismo Redivivo - estímulos novos para viver com alegria, pois, com ele, os conceitos fundamentais da existência recebem sopros poderosos de renovação.

* A Terra não é prisão de sofrimento eterno.
É escola abençoada das almas.

* A felicidade não é miragem do porvir.
É realidade de hoje.

* A dor não é forjada por outrem.
É criação do próprio espírito.

* A virtude não é contentamento futuro.
É júbilo que já existe.

* A morte não é santificação automática.
É mudança de trabalho e de clima.

* O futuro não é surpresa atordoante.
É conseqüência dos atos presentes.

* O bem não é o conforto do próximo, apenas.
É ajuda a nós mesmos.

Deus é Eqüidade Soberana, não castiga nem perdoa, mas o ser consciente profere para si mesmo as sentenças de absolvição ou culpa ante as Leis Divinas. Nossa conduta é o processo, nossa consciência o tribunal.

Não nos esqueçamos, portanto, de que, se a Doutrina Espírita dilata o entendimento da vida, amplia a responsabilidade da criatura. As raízes das grandes provas irrompem do passado - subsolo da nossa existência -, e, na estrada da evolução, quem sai de uma vida entra em outra, porque berço e túmulo são, simultaneamente, entradas e saídas em planos de Vida Eterna.

(André Luiz - "O Espírito da Verdade" - psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)


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Música: Elvis Presley - May Way
(Remorsos, eu tenho poucos... fiz o que eu tinha que fazer... planejei cada meta, cada passo... quis abraçar o mundo com as mãos... acima de tudo, quando havia necessidade, eu suportava tudo... Eu amei, eu ri e chorei... Passei por minha carga, minha parte de derrotas, e enquanto as lágrimas secam, acho tudo até engraçado... As marcas mostram, eu levei golpes, e fiz tudo do meu jeito...)

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CONTRIBUI NA CONSTRUÇÃO DO MUNDO AQUELE QUE NÃO SE OMITE PERANTE AS OPORTUNIDADES QUE A VIDA LHE OFERECE... COMENTEM, POR FAVOR!

enviada por Vania


15/06/2005 08:57

SETE LIÇÕES DE RELAÇÕES HUMANAS

As SEIS palavras mais importantes:
* Admito que o erro foi meu.

As CINCO palavras mais importantes:
* Você fez um bom trabalho.

As QUATRO palavras mais importantes:
* Qual a sua opinião?

As TRÊS palavras mais importantes:
* Faça o favor...

As DUAS palavras mais importantes:
* Muito obrigado!

A palavra mais importante:
* Nós.

A palavra menos importante:
* Eu.

(autor desconhecido)

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Embora conhecido,esse pequeno texto fala de importantes palavras-chave para o relacionamento humano. Analisemos:

* Admito que o erro foi meu – reconhecer que erramos é exercício de humildade, importante contra o orgulho avassalador. Faz com que as pessoas confiem em nós, porque sabemos que não sabemos tudo, afinal, ninguém sabe...

* Você fez um bom trabalho – elogiar é forma de incentivar o outro a continuar superando-se, dando o melhor de si. Esse estímulo que tanto apreciamos, em geral esquecido na hora de ser ofertado, faz milagres nas relações humanas.

* Qual a sua opinião? - ouvir o outro, valorizar seu conteúdo, seus esforços, sua visão de mundo, também proporciona estímulo à superação pessoal. Todos podem contribuir, basta que sejam ouvidos.

* Faça o favor... – pedir por favor é usar da educação nas relações. Mesmo os que são obrigados pelas funções que exercem, merecem ser respeitados. Significa dizer que necessitamos de auxílio, e que aquela pessoa nos é útil, é um indicativo de valor.

* Muito obrigado! – Agradecer é mais do que educação, é respeito. Quem não aprecia ouvir um obrigado?

* Nós – Estando juntos visando objetivo comum, todos farão o possível para alcançar sucesso. Merecemos, precisamos, desejamos a felicidade, e se um não a alcança, haverá união de esforços para lutar por ele. Falar NÓS é valorizar o EU no grupo.

* Eu – A palavra EU é bela, é o reconhecimento da nossa individualidade. Mas sua valorização excessiva impede o progresso em todas as áreas. O EU egoístico impede-nos de ver o mundo à nossa volta, de participar dele com fins comuns. A questão não é desvalorizar o Eu, mas valorizar o Nós.

Todas essas palavras sairão facilmente de nossos lábios quando nosso coração estiver convicto da lição do Mestre Jesus: “Façamos aos outros o que gostaríamos que nos fizessem”.

VAI COMENTAR? OBA!!!


enviada por Vania


03/06/2005 09:57

FÉ QUE TRANSPORTA MONTANHAS

“Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível”. (Mateus, XVII: 14-19)

Clara é a observação do Cristo: com FÉ (*) minúscula, teríamos capacidade de transportar montanhas (entenda-se “montanhas” como um simbolismo para problemas, dificuldades, limitações, defeitos, imperfeições). Ou seja, somos ainda descrentes, especialmente nos momentos difíceis. Temos a teoria da fé, mas geralmente fraquejamos quando dela necessitamos. Jesus deixa claro o poder deste sentimento, e esclarece que nada será impossível a quem souber usar esta força espiritual.

Baseando-nos nas explicações da Doutrina Espírita, temos os seguintes aspectos da fé:

• Fé humana e fé divina
• Fé cega e fé racional
• Fé passiva e fé ativa


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Define-se como FÉ HUMANA, a usada no CAMPO MATERIAL para conseguir objetivos materiais e intelectuais. Todos temos que ter esta fé, a crença na própria capacidade de realizar uma tarefa material. Mas ela deve ser aliada à humildade e à racionalidade, para não se transformar em orgulho, sentimento este que nos traz ilusões sobre a nossa personalidade.

Define-se como FÉ DIVINA, a que orienta o CAMPO ESPIRITUAL, guia o homem na crença em uma força superior a tudo, direcionando sua capacidade para a descoberta do seu lado imortal. É a religiosidade que agrega a caridade, fraternidade e melhoria interior. Esta fé, aliada à fé humana, espiritualiza os objetivos desta última, direcionando a força material para a satisfação da coletividade.

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A FÉ CEGA acredita sem compreender, sem questionar e a cada passo se choca com a evidência e a razão. Levada ao excesso, produz o fanatismo. Em assentando no erro, cedo ou tarde desmorona. Preconizar alguém a fé cega sobre um ponto de crença é confessar-se impotente para demonstrar que está com a razão.

A FÉ RACIONAL alia a razão ao sentimento de crença e vontade de querer. Ela dá solidez à crença, podendo encarar a ciência e o progresso a qualquer tempo, pois ensina que não basta só crer ou ver, é necessário compreender. É a fé propagada pelo Espiritismo. Somente a fé que se baseia na verdade garante o futuro, porque nada tem a temer do progresso, pois o que é verdadeiro na obscuridade, também o é à luz.

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A FÉ PASSIVA é a fé sem obras, que não vale nada, nem mesmo aliada à Fé Racional, pois só conhecimento não salva ninguém (Que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma - Tiago 2, 14 e 17).

A FÉ ATIVA é a aplicação do que estamos aprendendo, do que sabemos, mudando o mundo a nossa volta, começando pelo nosso interior, depois o exterior. Não adianta ler a Codificação Espírita, a Bíblia, ou outras obras complementares, se todos estes ensinamentos não mudarem o nosso espírito para melhor, transformando em obras materiais e espirituais o que aprendemos. É o benefício que podemos fazer ao próximo, e que será também revertido para nós mesmos.

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Geralmente considera-se fé somente a crença em certos dogmas religiosos aceitos sem exame. Mas a verdadeira fé está na convicção que nos anima e nos arrebata para os ideais elevados. Há a fé em si próprio, em uma obra material qualquer, a fé política, a fé na pátria, fé em Deus.

É cega a fé religiosa que anula a razão, se submete ao juízo dos outros, aceita um corpo de doutrina verdadeiro ou falso, e a ele se cativa totalmente, conduzindo ao fanatismo. A razão é uma faculdade superior, destinada a esclarecer-nos sobre todas as coisas e que, como todas as outras faculdades, se desenvolve e se aumenta pelo exercício. A razão humana é um reflexo da Razão eterna. É Deus em nós, disse S. Paulo.

Cumpre não confundir a fé com a presunção. A verdadeira fé se conjuga à humildade. Fé não se prescreve, nem se impõe, se adquire, e ninguém impedido de a possuir. As provas chovem ao derredor.

A resistência do incrédulo em crer, muitas vezes provém da maneira como lhe apresentam as coisas. Para crer não basta ver; é preciso, sobretudo, compreender. O dogma da fé cega, tão antiga que é, ainda produz hoje muitos incrédulos, porque pretende impor-se, exigindo a abdicação do raciocínio e do livre-arbítrio. Não admitindo provas, ela deixa no espírito alguma coisa de vago, que dá nascimento à dúvida.

A fé raciocinada, por se apoiar nos fatos e na lógica, nenhuma obscuridade deixa. A criatura então crê, porque tem certeza, e ninguém tem certeza senão porque compreendeu. Eis por que não se dobra.

Fé inabalável só o é a que pode encarar a razão, frente a frente, em todas as épocas da Humanidade (Allan Kardec).


OBSERVAÇÃO: Imaginamos que o tema em questão deverá gerar discussões. É tema delicado, importante, cheio de nuanças, dependendo da crença religiosa que sigamos. Mas, estando cada um munido de boa vontade e respeito fraterno como tem sido até hoje, todas as opiniões, mesmo que divergentes são bem vindas.


(*) FÉ, segundo o Dicionário Michaelis, é palavra de origem latina (fide), que significa: 1) Crença. 2) Confiança. Segundo o Dicionário Priberam de Língua Portuguesa, FÉ também significa: crença religiosa; convicção em alguém ou alguma coisa; firmeza na execução de um compromisso; crédito; confiança; intenção; virtude teologal.


NÃO VAI SAIR SEM COMENTAR, VAI?

enviada por Vania


24/05/2005 10:41

SORRISO - O ORVALHO DA CARIDADE

Onde estiveres, seja onde for, não olvides estender o sorriso, por oferta sublime da própria alma. Ele é o agente que neutraliza o poder do mal, é a oração inarticulada que inibe a extensão das trevas.

Com ele, apagarás o fogo da cólera, cerrando a porta ao incêndio da crueldade. Por ele, estenderás a plantação da esperança, soerguendo almas caídas na sombra, para que retornem à luz.

EM CASA, é a benção da paz, na lareira da confiança. NO TRABALHO, é a música silenciosa incentivando cooperação. NO MUNDO, é chamamento de simpatia.

Sorri para a dificuldade e a diferença, e a dificuldade transformar-se-á em socorro de tua vida. Sorri para a nuvem, e ainda mesmo que a nuvem se desfaça em chuva de lágrimas nos teus olhos, o pranto será conforto do Céu, a fecundar-te os campos do coração.

Não te roga o desesperado solução do enigma do sofrimento que lhe persegue o destino. Implora-te um sorriso de amor, que renove as forças, para que prossiga em seu atormentado caminho. E, em verdade, se os famintos e os nus te pedem pão e agasalho, esperam de ti, acima de tudo, o sorriso de ternura e compreensão que lhes acalme as chagas ocultas.

Não condenes as criaturas que se arrogaram aos precipícios da violência e do crime. Oferece-lhes o sorriso generoso da fraternidade, que ajuda incessantemente, e voltar-se-ão, renovadas, para o roteiro do bem. Sorri, trabalhando e aprendendo, auxiliando e amando sempre.

Lembra-te de que o sorriso é o ORVALHO DA CARIDADE e que em cada manhã, o dia renascente no Céu, é um SORRISO DE DEUS.


Espírito Meimei

(Meimei -> Irma de Castro nasceu em outubro de 1922, em Minas Gerais, tendo desencarnado com 24 anos de idade, em outubro de 1946. "Meimei" era apelido carinhoso que Irma e Arnando (esposo) usavam intimamente. "Meimei" é expressão chinesa que significa "amor puro").

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Que falar sobre o sorriso? Se o coração fosse feito de gelo, o sorriso seria o fogo que o aquece, derretendo-o delicadamente, tornando-o maleável, receptivo ao amor. O sorriso é um dom, quem o utiliza (pois todos o possuem) sabe quantos milagres pode fazer.

Não selecione! Sorria!
Não escolha! Sorria!
Não reprima! Sorria!
Não negue! Sorria!

Sorrir é dar de si, faz uma ponte de ligação com o outro, dizendo sem palavras:

- “Eu estou aqui e te vejo! Tu és meu irmão, merece o carinho da fraternidade e da esperança. Fortalece-te! Jamais serás esquecido, porque Deus está contigo”.

Arrisque-se! Abra seu coração à fraternidade! Sorria!

AMIGOS...COMENTEM!

enviada por Vania


17/05/2005 02:16

POST DE ANIVERSÁRIO:
UM ANO DE VIAGENS FILOSÓFICAS!


Hoje, 17 de maio de 2005, o Viagens Filosóficas completa um ano de existência. É pouco tempo, ele engatinha lentamente, procurando fazer aquilo a que se propõe: reflexões sobre a vida, nosso destino, sobre Deus, sobre fé, enfim, sobre quem somos e quem podemos vir a ser como seres humanos e espíritos imortais.

Há um ano não tínhamos idéia da importância desse trabalho. Ainda hoje não temos ao certo... Não sabemos quantos entram aqui, lêem um texto, um comentário, e saem mais felizes, esperançosos, renovados. Quantos, após refletirem, buscam modificar-se, perdoar-se, perdoar aos outros. Quantos vão pensar a respeito, questionar-se. Quantos deixam suas lágrimas junto de suas palavras... Ou quantos deixam somente suas lágrimas...

Merecem os parabéns nesta data, todos os que constroem o Viagens diariamente conosco, opinando, discutindo, concordando, discordando, trazendo novos temas, diferentes e edificantes explicações.

Agradecemos especialmente ao Pai Maior, a Jesus, e à nossa Mentora Espiritual (Anjo de Guarda), grande amiga e companheira de jornada, os quais ajudaram com amor, para que pudéssemos gerenciar este blog, a fim que o mesmo fosse um lugar onde amigos se encontram, um lugar onde temos a certeza de que nunca estamos sós.

Obrigada a todos!
Permaneçam conosco por mais este ano que se inicia!

Vania Vasconcelos

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O GRITO


Certa vez um homem ouvia, em um templo religioso, as advertências do orador:

- "Falar é dom de Deus. Se abrirmos a boca para dizer algo, saibamos dizer o melhor. É preciso aproveitar todas as oportunidades porque, às vezes, desajudamos quando podíamos ajudar".

O homem saiu dali e agasalhou a mensagem. Alguns dias depois, nas funções de pedreiro-chefe inspecionava um grande recinto, em fase final de construção, junto com o engenheiro. O enorme salão estava muito bonito. Acabamento esmerado, pintura primorosa.

- Vamos experimentar a acústica - sugeriu o engenheiro - e, virando-se para o pedreiro, lhe pediu: Grite alguma coisa.

Saulo, esse era o nome do pedreiro, recordou as lições de dias antes a respeito da palavra e, enchendo os pulmões, bradou alto:

- Confia em Jesus!

O som estava muito bem distribuído e agradou a ambos. Passados alguns minutos, adentra a sala um homem de cabelos em desalinho, perturbado, revólver à mão.

- Quem gritou - pergunta - Quem mandou confiar em Jesus?

Saulo é apontado e o homem a ele se dirige. Percebe-se-lhe no olhar a angústia e o desespero. Joga-se nos braços do pedreiro e chora:

- Obrigado, obrigado, amigo!

E porque ninguém conseguisse entender o que estava acontecendo, explica:

- Eu estava no terreno da construção. Queria morrer. Estava encostando o cano do revólver ao ouvido quando escutei seu apelo. Sustei o gesto. Estou desempregado há muito tempo e sou pai de oito filhos. Confiar em Jesus. Sim. Eu confiarei.


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Muitas vezes esquecemos de cultivar a boa palavra, face aos dissabores que nos envolvem a vida, expressamos através da fala, da escrita, da arte, nosso mau humor, desânimo, falta de fé.

É sempre importante comunicarmos o Bem, mesmo quando pensamos estar a sós, pois em verdade nunca o estamos. A comunicação é talento divino que nos foi dado para o nosso progresso e crescimento dos nossos irmãos.


enviada por Vania


05/05/2005 10:15

DEUS DECEPÇÃO

Vale a pena ir até o final...

Eu, detestando pretos,
Eu, sem coração!...
Eu, perdido num coreto,
Gritando: "Separação"!

Eu, você, nós... Nós todos,
Cheios de preconceitos,
Fugindo como se eles carregassem lodo,
Lodo na cor...
E com petulância, arrogância,
Afastando a pele irmã.

Mas...
Estou pensando agora:
E quando chegar minha hora?

Meu Deus, se eu morresse amanhã, de manhã!
Numa viagem esquisita, entre nuvens feias e bonitas,
Se eu chegasse lá e um porteiro manco,
Como os aleijados que eu gozei, viesse abrir a porta,
E eu reparasse em sua vista torta, igual àquela que eu critiquei.

Se a sua mão tateasse pelo trinco,
Como as mãos do cego que não ajudei!
Se a porta rangesse, chorando os choros que provoquei!
Se uma criança me tomasse pela mão,
Criança como aquela que não embalei
E me levasse por um corredor florido, colorido,
Como as flores que eu jamais dei!

Se eu sentisse o chão frio,
Como o dos presídios que não visitei!
Se eu visse as paredes caindo,
Como as das creches e asilos que não ajudei!

E se a criança tirasse corpos do caminho,
Corpos que eu não levantei
Dando desculpas de que eram bêbados, mas eram epiléticos,
Que era vagabundagem, mas era fome!

Meu Deus!
Agora me assusta pronunciar seu nome!
E se mais para frente a criança cobrisse o corpo nu,
Da prostituta que eu usei,
Ou do moribundo que não olhei,
Ou da velha que não respeitei,
Ou da mãe que não amei!...
Corpo de alguém exposto, jogado por minha causa,
Porque não estendi a mão, porque no amor fiz pausa e dei,
Sei lá, só dei desgosto!

E, no fim do corredor, o início da decepção!
Que raiva, que desespero,
Se visse o mecânico, o operário, aquele vizinho,
O maldito funcionário, e até, até o padeiro,
Todos sorrindo não sei de quê!
Ah! Sei sim, riem da minha decepção.

Deus não está vestido de ouro!
Mas como???
Está num simples trono:
Simples como não fui, humilde como não sou.

Deus decepção!
Deus na cor que eu não queria,
Deus cara a cara, face a face,
Sem aquela imponente classe.

Deus simples!
Deus negro!
Deus negro!?

E Eu...
Racista, egoísta.
E agora?
Na terra só persegui os pretos,
Não aluguei casa, não apertei a mão.

Meu Deus você é negro, que desilusão!

Será que vai me dar uma morada?
Será que vai apertar minha mão? Que nada!

Meu Deus você é negro, que decepção !

Não dei emprego, virei o rosto. E agora?
Será que vai me dar um canto, vai me cobrir com seu manto?
Ou vai me virar o rosto no embalo da bofetada que dei?

Deus, eu não podia adivinhar.
Por que você se fez assim?
Por que se fez preto, preto como o engraxate,
Aquele que expulsei da frente de casa!

Deus, pregaram você na cruz
E você me pregou uma peça:
Eu me esforcei à beça em tantas coisas,
E cheguei até a pensar em amor,

Mas nunca,
nunca pensei em adivinhar sua cor!...


Neimar de Barros
Livro Deus Negro

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Acredito que este texto causará alguma dor. Que, ao lermos, sentiremos arrependimento, tristeza. Creio que iremos refletir, reconhecer preconceitos, comportamentos negativos... Iremos nos julgar.

Como seria se Deus tivesse a face daquele que odiei? Daquele que reneguei? Daquele que não perdoei? Como seria se Deus nos aparecesse com a face molhada das lágrimas que não sequei?

É... Deus pode ter qualquer cor.
Mas nós podemos fazer com que Ele nos apareça da cor do amor...

enviada por Vania


26/04/2005 14:40

O ROTEIRO DE AUTO-AJUDA DE FRANCISCO DE ASSIS

A oração de Francisco de Assis nos fala de paz, amor, perdão, esperança, alegria, fé. Aquele que busca auxílio para vencer as limitações milenares do espírito encontra em suas palavras um verdadeiro roteiro de auto-análise e auto-ajuda.

Perguntemos à nossa consciência:

FAZEI-ME INSTRUMENTO DE VOSSA PAZ - Somos instrumento da paz? As pessoas se sentem mais tranqüilas, animadas, felizes, ao nosso lado? Ou a paz se despede no momento em que chegamos?

ONDE HOUVER ÓDIO, QUE EU LEVE O AMOR - Gandhi disse que alguém que atingiu a plenitude do amor é capaz de neutralizar o ódio de milhões. Temos semeado o amor, onde haja o ódio?

ONDE HOUVER OFENSA QUE EU LEVE O PERDÃO - Orientamos aqueles que nos falam em vingança, em mágoa? Explicamos que a mágoa é espinho cravado no peito, que machuca, dói? Orientamos que perdoem para libertarem-se? Ou cravamos em seu peito alguns espinhos a mais?

ONDE HOUVER DISCÓRDIA, QUE EU LEVE A UNIÃO - Somos pacificadores, procuramos unir, ou desunimos ainda mais?

ONDE HOUVER DÚVIDAS QUE EU LEVE A FÉ - Temos coragem para falar de Deus, de Jesus, de seu infinito amor, bondade e justiça?

ONDE HOUVER ERROS, QUE EU LEVE A VERDADE - Alimentamos nossa alma com cultura geral aliada à espiritual, a fim de levarmos a verdade através de nossa palavra e ação? Ou alimentamos a ignorância, a negação pura, a crítica contumaz?

ONDE HOUVER DESESPERO, QUE EU LEVE A ESPERANÇA - Mostramos o lado bom de todas as coisas, apontamos os benefícios gerados pelas situações, acalmamos as almas enfermas pelo desespero?

ONDE HOUVER TRISTEZA, QUE EU LEVE A ALEGRIA - Levamos alegria, tranqüilidade, ou alimentamos a desesperança, a tristeza?

ONDE HOUVER TREVAS, QUE EU LEVE A LUZ - Disse Jesus que não colocássemos a candeia (luz) debaixo do alqueire. Somos luz em meio à escuridão?

FAZEI QUE EU PROCURE MAIS CONSOLAR QUE SER CONSOLADO, COMPREENDER QUE SER COMPREENDIDO, AMAR QUE SER AMADO... POIS É DANDO QUE SE RECEBE, É PERDOANDO QUE SE É PERDOADO, E É MORRENDO QUE SE NASCE PARA A VIDA ETERNA.

Francisco de Assis incita-nos a buscar, através da ação e da oração, a superação do egoísmo que nos domina; incita-nos à transformação dos interesses pessoais da alma bruta, nos atos do legítimo cristão.

E ao dizer que é morrendo que nascemos para a vida eterna indica-nos que, superadas as encarnações expiatórias, teremos a existência em plenitude nos planos mais altos do infinito, onde habitam os puros espíritos e onde a morte não tem acesso.

Com boa vontade, será tão difícil assim?

Baseado em texto da Redação do Momento Espírita.

VAMOS PARTICIPAR? COMENTEM!

enviada por Vania


20/04/2005 17:42

METADE
(Música de Oswaldo Montenegro)

E que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo em que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Pois metade de mim é o que eu grito, a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe seja linda, ainda que tristeza.
Que a mulher que eu amo seja para sempre amada, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida, a outra metade é saudade.

Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece, nem repetidas com fervor.
Apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento.
Porque metade de mim é o que ouço, a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.
Que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que penso, a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste!
Que o convívio comigo mesmo e se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso que me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui; a outra metade não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar, porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é a platéia, e a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada!
Porque metade de mim é amor...
E a outra metade também.


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O segredo do bem viver é olhar-se...
Profundamente... Carinhosamente... Ver dentro de si...

Somos metade?
Somos inteiros?
Somos? Ou Estamos?...

A arte, a poesia, a música, muitas vezes nos dão as respostas...
Outras vezes, nos fazem as perguntas que devemos parar para responder...

É hora de abrir a porta que mostra o que há no fundo de nosso coração...



AMIGOS! COMENTEM POR FAVOR!

enviada por Vania


11/04/2005 14:59

MANTENHA SEU GARFO

Uma jovem mulher tinha uma doença terminal. Foi-lhe previsto mais três meses de vida, apenas. Desta forma, ela começou a colocar suas coisas "em ordem".

Passado algum tempo, ligou para um amigo e pediu que viesse à sua casa para discutirem determinados aspectos de seus últimos desejos. Conversaram sobre vários pontos e ela lhe disse sobre todas as suas vontades relacionadas ao serviço funerário.

Tudo estava em ordem e o amigo preparava-se para sair quando a mulher lembrou-se de algo muito importante para ela.

- Ah! Tem mais uma coisa! - disse ela.
- Do que se trata? - falou o amigo.
- Isto é muito importante... Eu quero ser enterrada com um garfo em minha mão direita.

O amigo ficou olhando a mulher sem saber o que dizer.
- Isto é uma surpresa para você, não é? - perguntou a mulher.
- Para ser honesto, estou confuso com este seu pedido - respondeu o amigo.

A mulher então explicou:
- Quando eu era criança e visitava minha avó, quando os pratos do jantar começavam a ser recolhidos, minha avó cochichava em meu ouvido: "Mantenha o seu garfo".

- Era minha parte favorita porque eu sabia que algo melhor estava por vir... como o bolo de chocolate ou a torta de maçã. Algo sempre maravilhoso, e com substância!...

- Assim, eu quero que as pessoas me vejam lá no caixão com um garfo na mão, então perguntarão "para que é o garfo?". Desejo então que lhes diga: "ela mantém seu garfo porque o melhor está por vir".


Desconheço o autor - se alguém souber quem é, por gentileza, me informe.

* * *

Este post tem um objetivo muito importante: perguntar a cada amigo que vem até aqui, de acordo com suas concepções de vida, de fé, religiosas, se...

* Pensam na vida após a morte?
* O que esperam encontrar, na vida após a morte?
* Preparam-se para a vida após a morte?
* Como se preparam para a vida após a morte?


É um post que, espero, produzirá profundas reflexões, através da troca de opiniões, de conteúdos sobre diferentes crenças religiosas sobre o assunto.

Torço para que hajam muitas participações, opiniões, certezas, dúvidas e esperanças. Mas, para isso ocorrer, este post precisa de vocês!

enviada por Vania


30/03/2005 19:01

O MAIOR REVOLUCIONÁRIO DE TODOS OS TEMPOS

Quando falamos em revolução, natural é pensarmos em violência, imaginarmos a ação do déspota, do tirano, alguém produto do ressentimento ou da frustração contra o mundo.

Mas, segundo o dicionário, REVOLUCIONÁRIO é aquela pessoa que provoca revolução, ou seja, renovação, inovação; um revolucionário, segundo este conceito, não provocaria necessariamente só más revoluções, nem necessariamente só revoluções bélicas.

Assim, com essa pequena introdução, eu vos apresento:
O maior Revolucionário de todos os tempos: JESUS!

Com o advento da vinda do Cristo, uma verdadeira revolução foi feita na Terra.

Através de sua atuação sublime transformaram-se as formas de ação humana, pois Jesus ensinou que o Amor deve substituir o ódio, a Humildade deve substituir o orgulho, a Renúncia à pilhagem, o Bem ao mal, a Fraternidade ao egoísmo, a Paz à guerra.

Jesus não se endeusou sob a vaidade infantil dos distintivos no peito, nem dos títulos passageiros, não liderou homens na glória do poder transitório. Mas revolucionou o mundo lavando os pés dos apóstolos e sacrificando sua vida pela felicidade da humanidade.

Ele ensinou o governo do Espírito sobre as paixões e vícios, os piores inimigos do homem. Seu grande séqüito era composto de viúvas, pescadores e homens pacíficos, que manuseavam as armas do Amor para estabelecer a Paz e a Compaixão na alma.

Através do silencioso comando da alma, o inesquecível Jesus instituiu a revolução do Amor, do Bem e da Paz para toda a humanidade, independente de raças, credos, sistemas políticos ou entendimentos intelectivos.

O fundamento específico de sua revolução foi o mandamento salvacionista que diz “ama o próximo como a ti mesmo”.

Portanto...
Se quisermos revolucionar nossa alma.
Se quisermos revolucionar nossa vida.
Se desejarmos revolucionar o mundo a nossa volta...

Não precisamos lançar armas, nem partir para a violência sob o frágil pretexto de extinguir a violência.

O exercício do amor em todas as suas formas, feito através dos exemplos inigualáveis do Mestre e Irmão Jesus, nos darão um poder de transformação pessoal tão profundo e irreversível, que não haverá ser que não seja também tocado pela modificação que usufruiremos.

Ao fazer isso, passaremos a ser, então, novos revolucionários do Amor, discípulos (alunos) de Jesus, e apóstolos (enviados) de Jesus, para contribuir na agitação dos mundos interiores e provocar o início da maior reforma possível, a reforma íntima.

* * *

Este post foi feito a partir de palavras do Espírito Ramatís, ser iluminado, retiradas do livro “A vida Humana e o Espírito Imortal”, escritas pelo médium Hercílio Maes (Ed. do Conhecimento, capítulo 7, Problema dos Governos).

enviada por Vania


21/03/2005 14:11

EUTANÁSIA

Com a atenção atual voltada sobre prolongar ou não a vida de Terry Schiavo, em estado vegetativo há 15 anos, nos EUA, trazemos o assunto Eutanásia, para reflexão dos amigos do Viagens Filosóficas.

A eutanásia - morte antecipada e “suave” - é condenada racionalmente pelo Espiritismo. O Livro dos Espíritos revela a posição da doutrina:

"Sempre se é culpado por não esperar o termo fixado por Deus (...). É sempre uma falta de resignação e de submissão à vontade do Criador".

Os instantes finais da vida física são fundamentais para o espírito em processo de desencarne. A eutanásia aborta oportunidades de arrependimento, perdão, resignação, fé, enfim, de crescimento pessoal para o paciente, como também para seus familiares.

É completamente inútil abreviar a vida, pois ela não acaba com a morte física. O sofrimento que pensamos abreviar com a morte, ao contrário, pode até se tornar mais intenso, tanto pela consciência das oportunidades perdidas como por penitência pela falta de resignação e fé.

Entenderíamos de certa forma, que pessoas que não crêem em Deus concordassem com a Eutanásia... Mas, consideramos incoerente aquele que diz crer em Deus (o Criador de todas as coisas, bom, justo e perfeito em todos os seus atributos), achar que pode corrigir "enganos" do Criador.

Se nos damos o direito de abreviar a vida, própria ou alheia, assinamos um testemunho de que Deus errou, portanto, ou Ele não existe ou é imperfeito => e assim, portanto, não seria Deus.

O combate à eutanásia não deve ser visto como apologia ao sofrimento; ao contrário, devemos utilizar todos os recursos disponíveis para minorar a dor alheia, sempre procurando manter a vida, benção que não nos pertence.

Outro aspecto da legalização da eutanásia é de importância vital: a preocupação com a melhora na qualidade de vida de pacientes terminais sofreria um perigoso decréscimo, afinal, para que investir em recuperação da vida se abreviá-la seria tão mais simples e barato? E quem diz que depois não se promoveria ainda mais o aborto, e a extinção dos seres com deficiência física, e... (ops! Hitler estaria voltando?)

A honestidade nos impõe citar rapidamente um outro aspecto: quando desejamos, através da eutanásia, “minorar” o sofrimento alheio, visamos, no mais das vezes, “diminuir” o próprio sofrimento – no caso de parentes da vítima, que não desejam mais “ver” a angústia e a dor (sem falar das despesas) de seu ente querido. Esse motivo, mais comum do que se pensa, é claramente egoísta e totalmente destituído de caridade.

E quando desligar os aparelhos? A medicina entende que toda chance de vida terminou com a morte cerebral. Somente com a certeza absoluta pela leitura dos aparelhos, pelo exame direto do médico, constatando-se a morte definitiva do corpo, os aparelhos podem ser desligados.

O Código de Ética Médica (Resolução nº 1.246/88), pontua: O médico deve guardar absoluto respeito pela vida humana, atuando sempre em benefício do paciente. Jamais utilizará seus conhecimentos para gerar sofrimento físico ou moral, para o extermínio do ser humano, ou para permitir e acobertar tentativa contra sua dignidade e integridade (Art. 6º).

Para o Código Penal – Decreto-Lei nº 2.848/40, a eutanásia é crime de homicídio privilegiado (piedoso), motivado por relevante valor moral, objetivando eliminar o sofrimento (dor) ou abreviar a agonia (angústia) daquele que não tem nenhuma chance de sobrevivência (...).

COMENTEM, sua contribuição pode ajudar alguém a viver melhor!

enviada por Vania


19/03/2005 00:00

HÁ DATAS...

Há datas que as pessoas amigas procuram não deixar passar em branco...
Há datas em que ser lembrado pelos amigos faz toda a diferença...
Há datas em que dividir a nossa alegria é o prazer maior!
Há datas em que reconhecemos especialmente o dom da vida, as oportunidades de evoluir, crescer, multiplicar.

Hoje estou em casa só com meu filho. Moro há pouco tempo em Jundiaí, não tempo bastante para os novos amigos lembrarem de meu aniversário. Meu amado marido partiu há poucas horas para os EUA, a trabalho, e voltará em 15 dias. Minha família mora metade em Curitiba, outra metade no Rio de Janeiro... Com quem mais, então, eu poderia comemorar o dom da vida, senão com meus amigos?

Neste dia tão importante para mim, venho lhes agradecer a amizade, o incentivo, o carinho, a confiança, a alegria com que participam de minha vida, seja pessoal, seja virtualmente.

E, sobretudo, agradeço a Deus, nosso generoso e todo amoroso Pai Maior, que meu deu a oportunidade de reencarnar há exatamente 37 anos!

Um dia, ainda criança, eu prometi a Deus que sairia desta vida melhor do que entrei. Posso afirmar que vocês têm me ajudado muito a continuar indo em busca desta meta!

O aniversário é meu, mas os parabéns são de vocês!
Muito Obrigada! Recebam todos meu carinho especial...


PERANTE OS AMIGOS

O amigo é uma benção que nos cabe cultivar no clima da gratidão. Quem diz que ama e não procura compreender e nem auxiliar, nem amparar e nem servir, não saiu de si mesmo ao encontro do amor em alguém.

A amizade verdadeira não é cega; mas, se enxerga defeitos nos corações amigos, sabe amá-los e entendê-los mesmo assim. A ventura real da amizade é o bem dos entes queridos.

Em qualquer dificuldade com as relações afetivas, é preciso lembrar que toda criatura humana é um ser inteligente em transformação incessante, e, por vezes, a mudança das pessoas que amamos não se verifica na direção de nossas próprias escolhas.

Se Jesus nos recomendou Amar os inimigos, imaginemos com que imenso Amor nos compete Amar aqueles que nos oferecem o coração. Quanto mais amizade você der, mais amizade receberá.

Chico Xavier - pelo Espírito de André Luiz


enviada por Vania


08/03/2005 15:29


ANTÍDOTO À DEPRESSÃO

O texto abaixo foi adaptado para este post.
O original, de mesmo título, pertence a Nazareno Tourinho, podendo ser encontrado no link: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/saude/antidoto-a-depressao.html

* * *

O sentimento de desconforto íntimo de muitas pessoas, leva ao desinteresse pela vida, medo do futuro, renúncia de aspirações, desânimo em face dos desafios, enfim, leva a um abatimento mórbido que recebeu dos especialistas em saúde sonoro nome: depressão.

Desde Hipócrates a Medicina estuda a depressão, no passado chamada de “melancolia”, e até hoje pouco se aprendeu sobre ela. O tratamento é feito, comumente, com recursos farmacêuticos, e os resultados são, muito freqüentemente, meros paliativos.

Diz-se que há pelo menos três espécies básicas de depressão:
* endógena, ligada à herança genética;
* causal, resulta de fatores traumatizantes físicos, com produção de perturbações nervosas;
* relativa, decorre de conteúdos psicológicos não resolvidos (ressentimento, autopiedade).

A análise e a cura da depressão são complexas... Um remédio preventivo, em nosso pensar de leigo, pode e deve ser receitado a todas as pessoas, inclusive àquelas que ainda não apresentam tendências depressivas: trabalho caridoso.

Raramente alguém que se dedique, com real devotamento, a uma atividade em favor do próximo, cairá em depressão. Faltará tempo para isso e sobrará o contentamento de ser útil, sem dizer que verificar-se-á, facilmente, o quanto há pessoas mais necessitadas que nós. É recomendável, portanto, o aproveitamento das oportunidades de serviço nobre.

Um lugar repleto de oportunidades de trabalho salutar é a Casa Espírita. Nela, a atuação desobsessiva, os passes, o aconselhamento consolador e orientador, os cuidados administrativos, os procedimentos de limpeza que raros se dispõem a executar, as aulas para adultos e crianças, e tantas outras, são ações generosas de extrema valia para os pobres e os sofredores.

Sejamos cautelosos contra a doença da moda, que ataca pobres e ricos, sábios e ignorantes. Não nos iludamos com os recursos clássicos da medicina, porque eles eliminam sintomas sem erradicar o mal pela raiz.

Obviamente, os medicamentos devem ser utilizados conforme indicação mas, ainda que exames de laboratório atestem a ausência da doença em nosso organismo, ou que possamos remediar isso com drogas farmacêuticas por longos períodos de tempo, só o pensamento altruísta, e as emoções resultantes da sua prática, garantem-nos satisfatória saúde psíquica.

A depressão é acima de tudo uma doença da alma, não da matéria. Os seus efeitos reprimidos por comprimidos tendem a reaparecer se não colocamos a consciência em harmonia com as leis eternas que ensinam a fé e a solidariedade em todos os domínios da natureza.

Depois de instalada em nosso ser, a depressão pode se agravar rapidamente, e até nos conduzir a situações patológicas de conseqüências imprevisíveis, empurrando-nos mesmo para psicoses sutis ou manifestas.

É de bom alvitre, portanto, nos perguntarmos se no Centro Espírita, na igreja ou outro local assistencial perto de onde moramos, não existe alguma ocupação esperando pelo esforço colaborativo de alguém...

Observações importantes:

1º) Lembramos aos amigos leitores que o texto original é de um espírita, bem como nós do Viagens Filosóficas o somos, por isso frisamos o trabalho na Casa Espírita. Mas o serviço voltado ao próximo pode e deve ser encontrado em qualquer lugar, seja religioso ou não.

2º) Não devemos confundir depressão com aquele sentimento de tristeza que surge de vez em quando, natural de dificuldades que encontramos em nossas atividades e convivências diárias.

3º) Há que se considerar que este post não oferta a cura, mas indica uma caminho para evitar que o sentimento de desconforto íntimo se transforme em doença. Aquele que adoece da alma, em geral volta-se para dentro de si, e não para fora. Por isso sempre é bom olhar o próximo que sofre tanto ou mais que nós e, ajudando-o, construir seu processo de auto-cura.

enviada por Vania


18/02/2005 16:17

QUEM É DISCÍPULO DE JESUS?

"Nisto todos conhecerão que são meus discípulos, se vos amardes uns aos outros".
(João 13:35)

O exercício da fraternidade é questão resolvida pelo Mestre Jesus ao dizer que seriam reconhecidos seus discípulos aqueles que amassem uns aos outros.

Temos percebido, através da observação e da experiência, que as pessoas acreditam no ser humano, na sua capacidade de amar, significando que se crê que o mundo é viável para a humanidade caminhar unida, de forma fraterna e pacífica.

No entanto, em contrapartida, percebemos que há infinitas situações que nos chocam a sensibilidade, onde um mínimo cuidado não seria transtorno para quem faz, mas seria tudo para quem recebe. Como a experiência de minha amiga ao ver o pessoal do resgate atender um caso de ataque epilético friamente, sem ao menos colocar um cobertor embaixo da nuca que batia incessantemente no chão... o sangramento, diziam, era normal... mas teria sangrado tanto com esse mínimo ato de caridade?

Optamos por lutar para manter a chama da fé no homem, acesa, dizendo-lhe sempre que ele pode fazer mais! Porque todos somos criados pela perfeição divina, e como toda obra tem um pouco de seu criador, possuímos também um tanto de sua essência infinitamente amorosa.

Se o ser humano crê nessa força superior a quem chamamos Deus... Se o ser humano sabe que todos são irmãos, que sentem a mesma dor, a mesma angústia, o mesmo desespero em situações semelhantes, porque, porque?! repetimos, ainda não age em consonância com essa crença?

Nenhum dos apóstolos (*) de Jesus foi perfeito. Pedro negou Jesus por três vezes, Tomé desacreditou do que não viu, Paulo o perseguiu antes de converter-se...

A diferença entre eles e nós é que eles não desistiram, e mesmo depois dos seus equívocos e temores, agiram em nome do Mestre Jesus, podendo dizer de si para si: eu fiz a minha parte!

Espero que esse post seja alvo de muitas e merecidas reflexões!

(*) Diferença entre apóstolo e discípulo:
Apóstolo: derivada do grego, significa enviado. Os apóstolos divulgaram a Boa Nova.
Discípulo: derivada do latim, significa aluno. Jesus teve 70 discípulos.

enviada por Vania


29/01/2005 14:53

O MEDO E O ORGULHO

O medo é grande obstáculo da evolução pessoal. Ele nos faz permanecer no mesmo estado evolutivo, ou seja, estacionários na ignorância, uma vez que tudo sempre progride na obra de Deus.

Por causa do medo não dizemos o que pensamos, o que sentimos, não agimos e perdemos grandes oportunidades de aprender e ensinar. Por medo, deixamos de trabalhar em favor do outro, omitimo-nos nas questões políticas, sociais, religiosas e tantas outras de fundamental importância para o progresso de todos. Tememos confiar, ser traídos, enganados, ser vítimas de deboches e desdém.

Então, refletimos, o medo não estará, de alguma forma, ligado ao orgulho? O fato de não nos expormos para não errar ou para não sermos alvo de atenção negativa não é orgulho? Se tivéssemos certeza de que nossas atitudes e palavras seriam bem aceitas e louvadas, teríamos medo?

Em conseqüência a esse raciocínio, perguntamos:
O orgulho é um mau sentimento?

A verdade é que todo excesso faz mal para o espírito. O orgulho, dosado em pequenas (!) proporções, nos ajuda (neste estágio de nossa evolução) a valorizar nossos esforços pessoais e a estimular que continuemos buscando o progresso contínuo.

Mas, uma vez que ele exceda os limites da caridade, da fraternidade, que nos torne egoístas, individualistas, que provoque em nós os sentimentos de superioridade (talvez velados pelos de inferioridade), que evite nossa ação por medo ou desdém, então o orgulho passa a ser um dos piores instrumentos de atraso moral que existem, pois que é pai de todos os defeitos.

Ressalte-se que o instinto do medo faz parte da preservação da espécie, mas não é desse medo que falamos. Cada um de nós sabe onde termina o instinto de conservação e começa o orgulho-defeito, gerador de muitos outros sentimentos negativos que nossos espíritos milenares ainda carregam.

enviada por Vania


28/01/2005 21:51

VOLTEI DE FÉRIAS!

Oi Pessoal! Que saudades! Voltei de umas férias simples mas produtivas: muito descanso, contato com pessoas amadas, um pouco de sol (pouco mesmo, fui para o Paraná e lá a coisa está feia, rs...)!

Agora é colocar em dia a vida, responder aos e-mails, atualizar o Viagens com novo post, visitar os blogs amigos e os amigos dos blogs, enfim, voltar ao ritmo anterior.

Espero vê-los por aqui, como sempre, pois podemos fazer boas coisas sozinhos, mas nunca tão bem quanto acompanhados por aqueles que desejam nos ajudar!

Beijão!

enviada por Vania


04/01/2005 14:47

A DEUSA DO SAL

Conta uma lenda que em uma ilha longínqua vivia uma solitária deusa de sal. Ela era apaixonada pelo mar. Passava dias, noites, horas na praia observando o balanço de suas ondas, sua beleza, seu mistério, sua magnitude.

Um desejo enorme começou a apossar-se do seu coração: experimentar toda aquela beleza. Esse desejo ia aumentando até que um dia a deusa decidiu entrar no mar. Logo que ela colocou os pés no mar, eles sumiram, derreteram-se. Encantada com o mar, ela seguiu em frente e logo após suas pernas e coxas não mais existiam. A deusa, entretanto, seguiu adiante, sentindo partes do seu corpo derretendo-se, até ficar apenas com o rosto do lado de fora.

Uma estrela que observava tudo falou:
- Linda deusa, você vai desaparecer por completo. Daqui a pouco você não mais existirá!

A água do mar desfazia o rosto da deusa, mas ela respondeu fazendo um esforço:
- Continuarei existindo, porque agora eu sou o mar também.


Site de origem: http://www.vertex.com.br/users/san/sal.htm

* * *

Não há modificação real quando não nos aprofundamos no desejo de mudar. Estamos reiniciando um novo ano, com metas muitas vezes já esquecidas pelo retorno ao hábito cotidiano, mas dentro de nós a ânsia de SER, ainda - e sempre - continua existindo.

A deusa da história mudou, transformou-se em mar, fazendo parte dele, porque se entregou por completo. Passou a fazer parte do mar que ela tanto admirava da praia. O mar por sua vez, também se transformou, porque foi salgado inapelavelmente pela deusa. Ambos experimentaram a mudança: a deusa e o mar.

E como comparar essa alegoria com nossas vidas?

Podemos dizer que não somos verdadeiros cristãos enquanto não nos permitirmos penetrar na essência dos ensinamentos de Jesus. Somos, em relação a Jesus, a representação do que era a deusa para o mar: meros admiradores. O amamos à distância, sonhamos com Ele, mas não O tocamos, não O alcançamos, não sentimos sua benéfica e amorosa ação sobre nós de verdade.

Mas é possível mudar isso! É preciso a decisão para tal, como fez a deusa, que ousou caminhar e confiar, ao entrar no mar...

Avançando para o Cristo, sentiremos que Jesus nos toca, agiremos envolvidos pela sua amorosa irradiação de amor, O admiraremos em ação, não em estagnação; faremos uso real de suas palavras e de seus exemplos!

Hoje somos como suas ovelhas perdidas, amanhã seremos seus irmãos pastores...

Que essa mensagem seja um incentivo para, em 2005, continuarmos agindo de forma cristã. Ou para começarmos agora...

* * *

Amigos, estou entrando em férias, retorno por volta do dia 25, espero ter muitos comentários a responder! Grande abraço! Até a volta se Deus quiser!

enviada por Vania


25/12/2004 12:01

SAL DA TERRA

“Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.”

(Trecho do Sermão do Monte, Mateus, Capítulo 5)

* * *

Sal da Terra
(Música de Beto Guedes)

Anda, quero te dizer nenhum segredo
Falo desse chão, da nossa casa
Vem que tá na hora de arrumar

Tempo, quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante
Nem por isso quero me ferir

Vamos precisar de todo mundo
Prá banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
Vamos precisar de muito amor

A felicidade mora ao lado
E quem não é tolo pode ver
A paz na Terra, amor, o pé na terra
A paz na Terra, amor, o sal da...

Terra, és o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro
Tu que és a nave nossa irmã

Canta, leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com teus frutos,
Tu que és do homem a maçã

Vamos precisar de todo mundo
Um mais um é sempre mais que dois
Prá melhor juntar as nossas forças
É só repartir melhor o pão

Recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois

Deixa nascer o amor
Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor
Deixa viver o amor

O sal da Terra
A paz na Terra
O sal da Terra...

* * *

Sejamos, em 2005, o Sal da Terra, a Luz do Mundo, como disse o Mestre amado. Resplandeça a nossa luz, sem medo, sem timidez, para que aqueles que cruzarem nosso caminho encontrem Jesus através de nós. Sejamos realmente os Cristãos que dizemos ser!

Um abraço, amigos, e até 2005 se Deus permitir.

enviada por Vania


17/12/2004 16:54

MENSAGEM PARA O FIM DE 2004:
UM AGRADECIMENTO E UM DESEJO


Último final de semana antes do Natal de 2004... Nesta data, aproveitamos para enviar mensagens lindas aos amigos, em geral as que recebemos prontas e dizem tudo que não saberíamos dizer. Eu fiz isso neste ano. Fizeram também isso por mim.

Mas agora, é olho no olho (virtual, é claro, mas com amor real), e venho aqui, não para dizer palavras bonitas, mas o que sente meu coração.

Alguns de vocês já faziam parte da minha vida real. Outros são conquistas que o mundo virtual nos permite alcançar, mas que não conheço o sorriso, o som da voz, o gesto carinhoso. Outros ainda, de virtuais, passaram a reais por um contato mais próximo que começamos ter.

Todos vocês são importantes. Porque são pessoas que buscam um mundo melhor, dentro e fora de si. São importantes porque amam, retribuem, questionam, fazem a roda da vida girar mais depressa por nunca estagnarem na acomodação de uma vida sofrida e sem porquês.

Sabemos que o Natal é só mais um dia, e que seria como qualquer outro se nele não lembrássemos de Jesus. E essa é a diferença que devemos fazer. Pensar de novo - e de novo - no objetivo que esse Irmão Amigo tinha ao vir dar sua vida por nós. E pensar no que nós podemos fazer para ter valido a pena esse gesto grandioso.

O Natal deve ser todos os dias; amor deve existir em todos os momentos; paz deve ser uma construção permanente; fé, um reconhecimento diário da nossa origem divina.

Meu desejo é tê-los aqui, mais e mais, para que juntos possamos, virtualmente de mãos dadas, sem preconceito algum de cor, raça, religião, time de futebol, cultura, riqueza, nos unir ainda mais no ideal de transmitir esperança e fortalecimento espiritual. Porque não nos importa como cremos, importa crer.

É assim que sinto. É baseada nisso que estarei aqui no próximo ano, se Deus permitir, e que peço a companhia de todos vocês para mais essa jornada.

E plagiando meu amigo Alberto, do Vade Retro, vai um abraço especial a todos que estiveram por aqui em 2004, com meu carinho, amizade, desejo de muita saúde e paz!


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Zelisa Camargo

Obrigada por tudo!
Deus os abençoe!



enviada por Vania


08/12/2004 13:03

MENSAGEM A TODAS AS PESSOAS - DE TODAS AS RELIGIÕES

O Texto abaixo, do Espírito Ramatís, vem nos trazer à consciência o comportamento que deveríamos ter como regra, não como exceção.

É um duro recado a todas as pessoas, a fim de que dediquemos mais tempo à união e ao amor, que às dissensões e ao separativismo.

Convido-os a ler com carinho e atenção, bem como a deixarem, no final, sua impressão a respeito do que Ramatís nos incita a fazer.

* * *

Antes de irdes ao vosso centro, loja, cenáculo, igreja, templo, terreiro ou instituição iniciática, reconciliai-vos com os vossos inimigos; antes da prece recitada em público, lamuriosa e poética, dedicai-vos tão abnegadamente aos vossos irmãos necessitados, de modo tal que nem vos sobeje tempo para orardes.

Não julgueis a embriaguez do irmão sem lar e sem ânimo para viver, mas estendei-lhe as mãos fraternalmente; abandonai o vosso veículo caríssimo e luxuoso, até que o infeliz aleijado do vosso caminho tenha o seu carrinho de rodas.

Reduzi a quantidade excessiva de ternos, que possuís, para que possais vestir alguns maltrapilhos da vizinhança; diminuí o uísque e as compotas da vossa adega, para que sobre pão ao faminto e vitaminas para a criança anêmica; economizai no gasto da boate, para socorrerdes a infeliz lavadeira que precisa de descanso, a parturiente que pede fortificante ou o operário desvalido que não cobre com o seu salário as suas despesas mensais.

Buscai colocação para o desamparado e para a jovem doméstica que luta com dificuldades financeiras; providencial medicamento para o doente deserdado e livro para o estudante pobre.

Não temais a abóbada da igreja católica, as colunas do templo protestante, o esforço do esoterista, a reunião do teosofista, o experimento do umbandista, as lições da Yoga ou a cantoria dos salvacionistas.

Concorrei à lista para os pobres de todas as religiões, sem exclusivismo para com a vossa seita; atendei ao esforço do irmão que vos oferece a Bíblia em lugar do livro fescenino e auxiliai a divulgação da revista religiosa que vos recorda Jesus; rejubilai-vos diante do labor doutrinário adverso ao vosso modo de entender, mas que coopera para a melhoria do homem. Aprendei que a doutrina é sempre um "meio" e não um "fim".


O Espiritismo é maravilhosa revelação da imortalidade da alma; convite divino para que o homem modifique a sua conduta desregrada e assuma a responsabilidade da vida espiritual; mas, acima de tudo, que se cumpra a universalidade do Cristo, antes que o separatismo de seitas.

E que "vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei" seja o compromisso incessante a que deveis atender, porque nunca podereis pregar a união sob a exclusividade religiosa
.

Podeis afirmar que estais com a melhor doutrina, mas isto é apenas uma opinião humana, com a qual pode discordar a opinião crística.

A melhor doutrina é, ainda, o amor pregado por Jesus, doutrina que não possui postulados ou diretrizes tipografadas fora do coração!

Se assim fizerdes, asseguramos-vos que estareis livres do imenso perigo dos "lobos vestidos de ovelhas", dos "falsos profetas", dos mefistófeles com aparência evangélica ou dos "Espíritos iníquos" preditos na Bíblia. Se eles vos conduzem ao erro e à iniqüidade, tornar-se-ão inofensivos, em virtude de não encontrarem em vós próprios as condições favoráveis para implantarem em vós a iniqüidade e o separatismo.


enviada por Vania


02/12/2004 14:37

Relançamos o VIAGENS FILOSÓFICAS, para que seu link possuísse o mesmo nome do blog, facilitando a vida do visitante.

O blog anterior (http://vania_vasconcelos.blig.ig.com.br) CONTINUARÁ DISPONÍVEL para aqueles que desejarem conhecer os temas anteriormente discutidos. Podem acessá-lo atalho Vania Vasconcelos, em Bligs de Amigos.

SEJAM BEM VINDOS!

* * *

ESPIRITISMO X RELIGIÕES AFRO ESPIRITUALISTAS

É comum aos leigos o equívoco de que toda religião que se utiliza da comunicação com espíritos seja Espiritismo. No entanto são várias as religiões as quais possuem essa característica de comunicabilidade, e que não são, necessariamente, o Espiritismo, e nada tem a ver com a Codificação Espírita feita por Allan Kardec.

E já que é um ponto fundamental no esclarecimento da base religiosa, filosófica e moral que utilizamos ao comentar os assuntos neste blog, pesquisamos e resumimos informações que podem nos dar uma rápida noção das diferenças entre essas religiões e o Espiritismo.

CANDOMBLÉ - crença antiga que possui rituais sagrados e secretos, alguns com oferendas de sangue de animais. Exalta a vida e as forças da natureza. É religião monoteísta, ou seja, crê em um único Deus, a quem chamam Olorun. Os orixás foram criados para ajudar Olorun no processo de criação do mundo e de tudo o que nele existe.

QUIMBANDA - conhecida pelos leigos como MACUMBA, é uma ramificação da Umbanda, e pratica magia negra. Faz despachos com animais (galos, galinhas pretas, por exemplo), pólvora, objetos da pessoa a quem se quer prejudicar, dentes, unhas ou cabelos de pessoas ou animais. Estes despachos costumam se realizar à meia-noite, em locais como encruzilhadas e cemitérios. Outra prática freqüente é o envultamento (vodu), construção de um boneco de qualquer material pertencente à pessoa a quem quer se prejudicar o qual será transpassado por alfinetes ou pregos. O ponto principal do culto é a invocação de Exus que, na Quimbanda, são considerados espíritos das trevas.

UMBANDA - religião ancestral indígena (ritual do catimbó), à qual foram juntados elementos de outras correntes religiosas (africana, católica e espírita). Dos indígenas, ela adotou a nomenclatura nagô para elementos do culto (comidas, oferendas) e para algumas entidades, os orixás. Do Catolicismo, adotou o reconhecimento da figura do Cristo e de seu ideal de Amor e Caridade. Do Espiritismo, adotou a práxis do exercício mediúnico, engajado ao ideal de Amor e Caridade, levando à evolução espiritual de humanidade.

Com relação à Umbanda, que é a religião mais confundida com o Espiritismo, nos aprofundamos um pouco mais, descrevendo abaixo alguns pontos concordantes e discordantes.

PONTOS CONCORDANTES entre Espiritismo e Umbanda:

São espiritualistas.
Rendem culto a Deus;
Ocorrem fenômenos mediúnicos;
Aceitam a reencarnação;
Faz-se caridade;

PONTOS DISCORDANTES entre Espiritismo e Umbanda:

O Espiritismo NÃO tem culto material;
A Umbanda TEM culto material.

O Espiritismo NÃO usa paramentos nem comporta formalismo de funções sacerdotais;
A Umbanda TEM vestimenta própria e prerrogativas equivalentes ao exercício de funções sacerdotais.

O Espiritismo NÃO admite uso de imagens, nem permite o emprego de sacrifícios;
A Umbanda TEM imagens, altares e sacrifica animais.

O Espiritismo NÃO tem sinais cabalísticos nem símbolos;
A Umbanda TEM sinais cabalísticos, "pontos riscados", etc.

O Espiritismo É REGIDO por um corpo de doutrina homogênea, codificada por Allan Kardec;
A Umbanda NÃO É REGIDA pela doutrina codificada por Allan Kardec.

Enfim, o objetivo é esclarecer as diferenças existentes, e não julgar tal ou qual religião melhor ou pior.

Antes de julgar é preciso conhecer, e só conhece aquele que estuda, se aprofunda, que busca sem preconceitos, não teme romper com paradigmas adquiridos através de heranças inquestionadas. Para julgar é preciso conhecer os dois lados...

Toda religião é caminho para Deus. Mas os caminhos só nos levam ao Criador se, através deles, semeamos amor, caridade, fraternidade, respeito, fé, trabalho, paz, etc, tudo aquilo que Jesus nos ensinou.

Todo o resto é auto-engano, serve para mostrar o que não somos em essência. Esperar que o reino de Deus esteja a nossa espera como um brinde divino que não demanda esforço pessoal, crer que Deus romperá com a sua lei de justiça e mérito pessoal, substituindo-a por amor irracional, é um engano que só o tempo poderá comprovar.

Site de Referência para a pesquisa realizada:
http://www.oxum.com.br

enviada por Vania





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